quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A globalização da Crise Financeira nos EUA

As Implicações da Crise Financeira nos EUA
01/10/2008
Numa demonstração da globalização da economia a crise financeira dos Estados Unidos está a ter impacto em todo o mundo. Para muitos, esta crise financeira está rodeada de interrogações agravadas por uma terminologia financeira que torna ainda mais difícil a sua compreensão.
Ao seu nível mais básico esta crise é simples. O público fez empréstimos dando como garantia as suas casas, na perspectiva que os preços iriam aumentar. A existência de crédito fácil foi outra razão. Esse crédito fácil foi alimentado por juros baixos e pela circulação de capital de todas as partes do mundo, sem quaisquer restrições devido à globalização. A existência desse crédito fácil fez com que muitas pessoas comprassem casas acima das suas capacidades na suposição de que os preços continuariam a aumentar, o que resultaria na possibilidade de lucros para pagar essas dívidas.
O Prof. Gustavo Manso, da Faculdade de Gestão do prestigioso Instituto de Tecnologia de Massachussets explicou à Voz da América que isso está a ter um efeito sobre aqueles que fizerem os empréstimos os bancos.
Uma das razões porque a crise se alastrou foi precisamente devido à globalização e - vamos lá - à "criatividade" de empresas de financiamento. Companhias de financiamento criaram o que chamaram obrigações de dívidas colaterizadas, conhecidas pelas siglas inglesas de CDO. O que são CDO´s? São fundos de milhões ou de dezenas de milhões de dólares de dívidas repartidos em fatias que são depois vendidos a investidores com base nos juros dessas dívidas e na sua qualidade de crédito.
Após isso companhias de seguro com a gigantesca AIG entraram no jogo prometendo assegurar esses CDO´s. E venceram esses seguros com o nome de "credit default swaps", ou CDS ´s a outras companhias com a condição de que caso as obrigações de dívidas não, CDO s não fossem pagas as seguradoras assumiram a responsabilidade do seu pagamento.
Quando as dívidas deixaram de ser pagas por aqueles que tinham obrigações de dívidas CDO´ s, como muitos companhias de investimento perderam milhares de dólares. Daí a crise à escala global. Daí que o governo do presidente Bush tenha inicialmente entrado com dezenas de milhões de dólares para salvar algumas companhias, como a "Bear Sterns". Daí que, mais recentemente, e à medidas que a crise se profundava o governo do presidente Bush tenha proposto um pacote de 700 mil milhões de dólares para assumir responsabilidade por essas dívidas e repôr o crédito em circulação, crédito que é essencial para o funcionamento da economia.
O Prof. Gustavo Manso disse que, para além da necessidade de se "apagar o fogo", por assim dizer, o programa da administração Bush tem outras implicações.


1 comentário:

  1. Esta situação que os E.U.A está a passar é mto prejudicial para todo mundo. Mas uma vez o Governo de Bush agiu de forma egeista, vejamos, ele queria salvar algumas empresas mas não pensou que podesse prejudicar mta gente com estas medidas. Mas aquerdito que apessar da situação vivida os EUA continuam a ser uma grade potência e vai ultrapassar isso.

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