sábado, 14 de abril de 2012

Infertilidade
Durante muito tempo, a infertilidade foi motivo de vergonha e até de discriminação social. Culpavam-se e ostracizavam-se essencialmente as mulheres: sendo elas que engravidam, se não conseguem gerar um filho, de quem é a culpa senão delas? Um pressuposto errado, que o evoluir da ciência e da medicina felizmente deitou por terra. Sabe-se agora que a infertilidade tanto tem causas femininas como masculinas, partilhando mulheres e homens a “responsabilidade” em partes iguais. Assim, estima-se que 40% dos problemas reprodutivos se devam à mulher e outros tantos ao homem, havendo em 20% dos casos razões que radicam no organismo de ambos os parceiros. Seja como for, a infertilidade deve ser encarada como problema do casal. Para que a função reprodutiva tenha sucesso, a totalidade do sistema reprodutivo tem de estar intacto e integrado: hipotálamo, hipófise, pélvis, trompas de Falópio, útero e vagina, para a mulher, e hipotálamo, hipófise, testículos, canais deferentes, vesículas seminíferas, próstata, uretra e pénis, para o homem. Daí que, perante suspeitas de infertilidade, os testes médicos procurem identificar eventuais disfunções em cada um destes órgãos. Para tanto, é fundamental conhecer a história clínica dos dois membros do casal, na medida em que há patologias que interferem com o bom funcionamento do sistema reprodutivo. É o que acontece com algumas doenças sistémicas, como a diabetes e insuficiência renal, com disfunções da tiróide e hepáticas, mas também com a anorexia nervosa. As perturbações alimentares têm, aliás, reflexos negativos sobre o hipotálamo, tal como o abuso de antidepressivos e de psicotrópicos pode afectar a hipófise. É sabido que o tabaco e o álcool afectam a ovulação, mas os ovários podem igualmente ser lesionados por tumores, radio ou quimioterapia ou ainda devido a trauma cirúrgico. Do mesmo modo, há que contemplar a possibilidade de falência ovárica prematura. O uso de DIU – Dispositivo Intra-Uterino como contraceptivo pode igualmente deixar marcas nas trompas de Falópio, dificultando uma gravidez. Doenças sexualmente transmissíveis têm o mesmo efeito e uma gravidez ectópica anterior também. Quanto ao útero, há riscos associados a malformações, a fibromas e a cirurgias prévias. Malformações embriológicas, relações sexuais dolorosas e vaginismo são factores que podem afectar o bom funcionamento da vagina enquanto órgão do sistema reprodutivo. Já no caso específico dos órgãos masculinos, papeira juvenil, trauma, doenças sexualmente transmissíveis, varicocelo e elevado consumo de álcool e drogas são factores que prejudicam a integridade dos testículos, logo o seu desempenho no processo de reprodução. Impotência, trauma do pénis, lesão da espinal medula e pequena quantidade de secreção seminal podem igualmente explicar a infertilidade masculina. A responsabilidade editorial e científica desta informação é da http://saude.sapo.ao/mulher/de-quem-e-a-culpa-6872-0.html

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Sono irregular aumenta risco de obesidade
São Paulo - Má notícia para quem dorme pouco ou em horários irregulares. Uma nova pesquisa indica que a falta de sono ou padrões de sono que contrariam o relógio biológico humano podem aumentar o risco de desenvolver diabetes e obesidade. O estudo, feito por cientistas da Harvard Medical School e do Brigham and Women's Hospital, nos Estados Unidos, foi publicado no dia 11 de abril na revista Science Translational Medicine. Os pesquisadores avaliaram 21 voluntários saudáveis em um ambiente controlado durante seis semanas. Foram regulados fatores como horas de sono, em que período do dia os participantes dormiam, dieta e outras atividades. A ideia foi simular situações que levam ao sono irregular, como turnos de trabalho alternados (diurno e noturno) ou jet lag recorrente. Inicialmente os participantes dormiram cerca de 10 horas por noite. Em seguida, passaram três semanas com média de 5,6 horas dormidas a cada 24 horas, com períodos de sono alternados, de modo a simular trocas de turno. Para terminar, os voluntários passaram os últimos nove dias da pesquisa dormindo períodos normais e à noite. Os cientistas observaram que a interrupção prolongada do sono normal e do ritmo circadiano afetou a produção de insulina nos voluntários, levando ao aumento de glicose no sangue. Em alguns casos, a elevação atingiu níveis considerados pré-diabéticos. Os participantes também apresentaram importante queda em suas taxas metabólicas, que, segundo os autores do estudo, pode ser traduzida em um ganho de peso superior a 4,5 quilos por ano. A boa notícia é que o estudo verificou que os efeitos danosos puderam ser revertidos em grande parte com a volta do sono para padrões normais. Os pesquisadores ressaltam que os voluntários não se exercitaram durante o período do estudo e pretendem avaliar no futuro interações entre sono, dieta e exercícios. O artigo Adverse Metabolic Consequences in Humans of Prolonged Sleep Restriction Combined with Circadian Disruption (doi: 10.1126/scitranslmed.3003200), de Orfeu Buxton e outros, pode ser lido por assinantes da Science Translational Medicine. http://exame2.com.br/chrome/?canal=tecnologia/ciencia

quinta-feira, 12 de abril de 2012

MCS põe fim ao pagamento de propinas de bolseiros
O Ministério da Comunicação Social anunciou, em comunicado, que a partir deste mês não se responsabiliza pelo pagamento de pro­pinas dos bolseiros e recomendou que se dirijam ao Instituto Na­cional de Bolsas de Estudos, para resolverem a sua situação. O comunicado refere que a deliberação resulta da execução do Decreto Presidencial nº 320/11, que na alínea r) do artigo 20º considera “infracção contra as finanças públicas” o pagamento de bolsas de estudo por parte dos departamentos ministeriais. Comentando a decisão do Ministério da Comunicação Social, o jurista António Freitas disse que a medida vai certamente ser seguida por outros ministérios que ainda não o fizeram, porque o Decreto Presidencial “quer dizer, por outras palavras”, que não é vocação dos departamentos ministeriais conceder bolsas de estudos. A instituição vocacionada para conceder bolsas de estudos, internas e externas, prosseguiu o jurista, é o Instituto Nacional de Bolsas de Estudos (INABE), tutelado pelo Ministério do Ensino Superior e da Ciência e Tecnologia.A bolsa interna, de acordo com António Freitas, é um mecanismo de apoio social que visa garantir o prosseguimento dos estudos de cidadãos angolanos com bom aproveitamento académico e que sejam economicamente carenciados. Também é atribuída aos Beneficiários do Regime de Protecção Especial. Nos termos da lei, são considerados estudantes economicamente carenciados todos aqueles cujo rendimento mensal do agregado familiar é inferior a quatro salários mínimos nacionais e gozam de protecção especial, como os antigos combatentes, os deficientes de guerra e seus descendentes e familiares de combatentes falecidos. O Decreto n.º 2/08, de 28 de Fevereiro, do Conselho de Ministros que institui a bolsa de estudo interna determina as condições em que deve ser concedida e aprova o seu regulamento. António Freitas disse que, nos termos da lei, cabe ao INABE velar pela aplicação prática do regulamento das bolsas de estudo e gerir e concentrar toda a informação relativa à matéria. Os bolseiros dos ministérios, notou o jurista, escapam do controlo do Instituto Nacional de Bolsa de Estudos e fazem com que os dados estatísticos sobre os bolseiros internos não sejam próximos do número exacto de estudantes beneficiários em todo o território nacional. http://www.angonoticias.com/Artigos/item/33748/mcs-poe-fim-ao-pagamento-de-propinas-de-bolseiros