sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Belarmino Van-Dúnem

Mediador para resolução da Costa do Marfim não é o mais ideal – Belarmino Van- Dúnem TPA

O analista para os Assuntos Internacionais, Belarmino Van-Dúnem (Na Foto), considerou Ontem, Quarta-feira, 19/1, em entrevista ao Telejornal da Televisão Pública de Angola (TPA), que o medianeiro da União Africana para a Costa do Marfim, não é o mais ideal.

“Como sabem, o Quénia está neste momento a viver uma crise eleitoral ainda não resolvida. Acho que temos personalidades políticas em condições para mediar esta crise, como o Joaquim Chissano, Thabo Mbenki e o antigo Secretário-geral das Nações Unidas Koffi Annan”, disse.

Segundo o analista, as figuras citadas exercem a diplomacia no Continente por uma questão de prestígio e não têm interesses pessoais e nem perspectiva de médio prazo exercer o poder.

“Esses homens têm alguma isenção que lhes da margem de negociação”, salientou.

No seu entender, seria melhor que se enviasse uma personalidade com alguma margem de liberdade para expressar as posições da União Africana e dos Chefe de Estados.

“Nós temos visto o radicalismo no posicionamento de Raila Odinga, alias, é um dos que estava solicitar os Estados Africanos que se preparassem para o envio de tropas para Costa do Marfim”, acrescentou Belarmino Van – Dúnem.

Recorde-se que a Costa do Marfim vive uma crise pós eleitoral causando centenas de vítimas mortais.

http://www.angonoticias.com/full_headlines_.php?id=30245

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

IBM se prepara para duelo entre homem e máquina em Jeopardy

YORKTOWN HEIGHTS, Estados Unidos (Reuters) - Um computador da IBM venceu uma rodada de teste no popular programa de conhecimentos gerais Jeopardy!, diante de dois dos melhores participantes humanos da disputa, o que demonstra que a inteligência artificial avançou muito em sua capacidade de simular como os seres humanos pensam.

"Criamos um sistema de computação com a capacidade de compreender a linguagem humana natural, algo que é muito difícil para um computador", disse John Kelly, diretor da IBM Research.

"No campo da inteligência artificial, as pessoas passam suas vidas tentando conquistar avanços de alguns centímetros. O que o Watson faz e já provou é desenvolver uma capacidade de avançar o estudo da inteligência artificial na escala dos quilômetro", afirmou.

O computador, chamado de Watson em homenagem a Thomas Watson, lendário presidente da IBM, serve como demonstração da competência da empresa na computação e nas pesquisas científicas avançadas.

Também demonstra que a IBM, que chega aos 100 anos em 2011, deseja se manter na vanguarda da tecnologia, ainda que companhias como Google e Apple se tenham tornado as líderes do setor em termos de popularidade.

A IBM diz que a capacidade de compreender a linguagem humana faz do Watson uma máquina muito mais desenvolvida que o Deep Blue, o supercomputador da empresa que derrotou o campeão mundial de xadrez Garry Kasparov em uma série de partidas em 1997.

O maior desafio para os cientistas da IBM foi o de ensinar o Watson a distinguir entre expressões literais e metafóricas, e a compreender trocadilhos e gírias.

Alimentá-lo com conhecimento é fácil. O Watson não está conectado à Internet, mas dispõe de um banco de dados que cobre ampla gama de tópicos, entre os quais história e entretenimento.Na sessão de treino conduzida quinta-feira no centro de pesquisa da IBM em um subúrbio tranquilo de Nova York, o Watson demonstrou sua familiaridade com filmes musicais.

"O filme Gigi deu a ele a canção tema, 'Thank Heaven for Little Girls'", perguntou o apresentador Alex Trebek. "Quem é Maurice Chevalier", respondeu o computador.

A máquina, que combina computadores Power7 da IBM do tamanho de refrigeradores, é muito grande para caber no estúdio do programa e estava conectada remotamente.

Watson respondeu corretamente questões sobre Agatha Christie e a cidade de Jericó. A máquina venceu a primeira parte do teste, ganhando 4.400 dólares, enquanto Ken Jennings, que venceu 74 vezes seguidas durante a temporada de 2004 e 2005 do programa, ficou com 3.400 dólares. Brad Rutter, que já acumula ganhos de 3,3 milhões de dólares no programa, ficou em último.

"Estou muito impressionado", disse Jennings, um ex-programador de computadores.

Uma vitória no show de verdade, que irá ao ar em 14, 15 e 16 de fevereiro, será um triunfo para a IBM, que investiu cerca de 6 bilhões de dólares no ano passado em pesquisa e desenvolvimento.

Uma parte desse investimento, não informada pela empresa, foi para o que a companhia chama de "grandes desafios" ou enormes projetos científicos de vários anos como o Watson e Deep Blue.

Apesar de Watson pode não se tornar um projeto comercial no curto prazo, executivos da IBM afirmam que suas capacidades linguísticas e analíticas podem eventualmente ajudar a companhia a desenvolver novos produtos em áreas como medicina diagnóstica.

Entretanto, Jennings, acredita que Watson pode ser vencido na competição de verdade. "Watson está sujeito a erros", disse ele Rutter concordou, citando a fraqueza da máquina em compreender humor, uma parte importante de algumas perguntas.

Em uma pergunta sobre o ator e músico Jamie Foxx, que aprendeu a tocar violoncelo, Watson deu como resposta "quem é Beethoven?"

"Eu confundo os dois sempre", brincou Rutter sobre o erro da máquina.

Watson não riu, mas acabou vencendo a sessão de treinamento.
http://br.reuters.com/article/internetNews/idBRSPE70D08H20110114?pageNumber=3&virtualBrandChannel=0

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Costa do Marfim: Crise não é militar, mas sim eleitoral TPA

A crise na Costa do Marfim não é militar, mas sim eleitoral, disse Quarta-feira, 12/1, o Analista Político angolano, Belarmino Van – Dúnem (Na Foto), quando falava sobre os recentes acontecimentos naquele país africano.

“Esta é uma crise interna e as coisas foram levadas ao campo internacional, quando se trata de uma crise interna”, frisou Belarmino, acrescentando que com esta atitude, a comunidade internacional acabou de passar um certificado de incompetência as instituições que até ao momento estão investidas para dirimir o caso Costa do Marfim.

Segundo o analista, ouve a ponderação necessária de se ouvir as partes em conflito e que daquilo que tem sido as eleições em África, com as dificuldades e limitações existentes, era necessário haver um período de análise, verificação e conversações.

“É preciso diálogo e dar tempo ao tempo e deixar as instituições funcionarem e esgotar todos os mecanismos diplomáticos e de diálogo que existem “, considerou.

Quanto ao papel de Angola para a resolução da crise, Belarmino Van –Dúnem, disse que tem sido brilhante, porque tem sabido ouvir as partes em conflito, apesar das conversações não serem públicas.

Dizer que a crise pós-eleitoral agudiza-se todos os dias na Cote D’ivoire. Os confrontos já fizeram dezenas de mortos, e mais de vinte mil pessoas refugiaram-se para países vizinhos.


http://www.angonoticias.com/full_headlines_.php?id=30145

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

POBRES DOS NOSSOS RICOS

POBRES DOS NOSSOS RICOS

A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos.

Mas ricos sem riqueza.

Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados.

Rico é quem possui meios de produção.

Rico é quem gera dinheiro e dá emprego.

Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro, ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.

A verdade é esta: são demasiados pobres os nossos "ricos".

Aquilo que têm, não detêm.

Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros.

É produto de roubo e de negociatas.

Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram.

Vivem na obsessão de poderem ser roubados.

Necessitavam de forças policiais à altura.

Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia.

Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade.

Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem ...


MIA COUTO

Angola perde mais de 60 bilhões de Kz por causa dos feriados TPA

Angola perdia mais de 60 bilhões de kwanzas devido aos números elevados de feriados, por isso, o grupo parlamentar do MPLA apresentou a Assembleia Nacional uma proposta de lei que retira do calendário alguns dias considerados feriado.

O 4 de Janeiro, dia dos Mártires da Repressão Colonial, o 2 de Março, dia da Mulher Angolana, o 15 de Março dia da Expansão da Luta Armada de Libertação Nacional, o 14 de Abril, dia da Juventude Angolana, o 25 de Maio dia de África, o 1 de Junho, dia Internacional da Criança e o 10 de Dezembro dia Internacional dos Direitos Humanos, passarão às datas de celebração nacional e, por isso, dias de trabalho normal.

Na especialidade, o texto passa e está em condições de ser aprovado no plenário da Assembleia Nacional.

A oposição diz não entender algumas das escolhas, mas o partido no poder esclarece, dizendo que houve votos e algumas delas tiveram maiorias folgadas e tiveram mesmo de fazer parte dos feriados nacionais.

http://www.angonoticias.com/full_headlines_.php?id=30140

Crise ivoiriense trasita por Luanda

Luanda cristaliza os contornos da rota para a solução da crise pós-eleitoral na Cote d’ivoire. Depois de Laurent Gbagbou, agora é a vez do seu opositor, Alassane Ouatra,(Na foto), solicitar os préstimos do executivo angolano.

Enviados do Presidente eleito nas eleições de 28 de Novembro na Cote D’ivoire foram recebidos esta terça-feira na capital angolana.

Jean Marie Kacou Gervais e Bakayoko Amed foram recebidos em audiência pelo Vice-Presidente de Angola, Fernando da Piedade Dias dos Santos.

Os homens de Gbagbou, haviam sido acolhidos pelo Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos.

“ Nandó” garantiu apoio de Angola a uma solução pacífica, condenando o uso das armas, segundo os políticos ivoirienses.

A crise pós-eleitoral agudiza-se todos os dias na Cote D’ivoire. Os confrontos já fizeram dezenas de mortos, e mais de vinte mil pessoas refugiaram-se para países vizinhos.

http://www.angonoticias.com/full_headlines_.php?id=30137

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Só há democracia representativa com reconhecimento da pluralidade

Só há Democracia Representativa quando existe um reconhecimento da pluralidade das ideologias, crenças, opiniões, das formações sociais e económicas, dando a possibilidade de todas as forças, com expressão significativa, terem acesso aos órgãos do poder.

Esta consideração é do constitucionalista português, Jorge Miranda, quando abordava o tema “Democracia Representativa e Democracia Participativa”, durante a IV Semana Social Nacional, organizada sob a égide da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) em parceria com o Centro Cultural Mosaiko.

Segundo o professor, tal facto significa, em democracia, o princípio da maioria que vai governar e a minoria que exerce a função da oposição.

No seu entendimento, hoje a verdadeira essência para a separação dos poderes legislativo, executivo e judicial é o Governo e Oposição ou seja a maioria e minoria.

Explicou que nas democracias o princípio pluralista é fundamental, pois “nenhuma maioria poderá sê-lo eternamente porque tudo depende dos votos dos cidadãos”, frisou.

Outro aspecto importante na Democracia Representativa, lembrou, é a ideia de responsabilidade política, uma vez que os governantes são eleitos e não governam por direito próprio, estando sujeitos a responderem politicamente perante os cidadãos.

Desta feita, referiu, os cidadãos têm direito de, através dos meios normais para o exercício da cidadania, discutir os actos do poder.

Para si o Estado do Direito é também um dos aspectos importantes da Democracia Representativa uma vez que estão interligados.

Relativamente à Democracia Participativa fez saber que muitas vezes ela é identificada com as formas de democracia semi-directa como o referendo.

Na sua opinião a Democracia Participativa é a participação das pessoas ou em grupos na resolução dos problemas que afectam as suas vidas quotidianas.

Durante a sua alocução o constitucionalista disse que a participação tem de se fazer a partir de baixo.

“A concretização dos direitos sociais faz-se entre o Estado e as populações, ou seja de baixo para cima e de cima para baixo”, acrescentou.

Ao fazer a interligação entre a Democracia Representativa e a Participativa, o professor Jorge Miranda disse que a Democracia Participativa não poderá substituir a Representativa.

Para si, a Democracia representativa está para ficar e é através das suas formas que se tomam as decisões.

A semana Social, que vai até ao dia 15 do corrente mês, é um espaço aberto de reflexão e de debates sobre um tema socialmente relevante, contando com a participação de eminentes figuras religiosas, da sociedade civil, juristas e políticos.

O evento visa permitir aos cristãos e outras entidades da sociedade a tomada de maior consciência sobre as responsabilidades sociais, bem como procurar caminhos concretos que possam ser sinais “eloquentes” do Evangelho de Cristo no mundo de hoje.

A primeira edição da semana social nacional realizou-se em 1999, com o tema a Educação para a Cultura da Paz. A segunda aconteceu em 2003, com o tema O Cidadão e a Política. A terceira edição deu-se em 2007, com o tema Justiça Social.


http://www.angonoticias.com/full_headlines_.php?id=30115

Mudanças na Microsoft continuam; chefe de servidores sai

Por Bill Rigby

SEATTLE (Reuters) - O presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, afastou o comandante da divisão de servidores da empresa, na mais recente das demissões de executivos de primeiro nível empreendidas pela produtora de software em um esforço para retomar a liderança do setor de tecnologia.

Bob Muglia, que estava na companhia há 23 anos, manterá o posto até a metade do ano a fim de ajudar seu sucessor, ainda não selecionado, a tomar as rédeas da divisão de servidores e ferramentas da Microsoft, que fatura 15 bilhões de dólares anuais. A divisão, a terceira maior da companhia, vende software de banco de dados e servidores a clientes empresariais.

Um memorando interno de Ballmer indica que Muglia foi afastado devido a um desacordo sobre estratégia.

"Bob Muglia e eu temos conversado sobre o negócio em geral e sobre o que é necessário para acelerar nosso crescimento", escreveu Ballmer no memorando, que foi divulgado pela empresa. "Nesse contexto, decidi que agora é a hora de indicar uma nova liderança para a divisão de servidores."

O sucessor ainda não foi indicado. Ballmer afirmou que consideraria candidatos de dentro e de fora da companhia.

"Ao parece ele foi convidado a se retirar", disse Sid Parakh, analista da McAdams Wright Ragen. "Aparentemente houve um desacordo quanto a estratégia."

Muglia, um veterano respeitado da Microsoft, bem pode ressurgir em outra empresa.

"Acreditamos que o nome de Muglia venha a fazer parte da lista para muitos postos de primeiro escalão de empresas de tecnologia", disse Jason Maynard, analista do Wells Fargo.Superada pela Apple como companhia de tecnologia com maior valor de mercado, no ano passado, e com o preço de suas ações estagnado há uma década, a Microsoft vem promovendo mudanças em seu comando executivo já há alguns anos.

Nos últimos 15 meses, saíram o vice-presidente de arquitetura de software, Ray Ozzie; o vice-presidente da divisão Office, Stephen Elop; o vice-presidente da divisão de entretenimento e aparelhos, Robbie Bach; e o vice-presidente financeiro Chris Liddell.

Dos líderes das cinco principais divisões da empresa, apenas Qi Lu, da divisão online, mantém o posto que detinha dois anos atrás.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Portugal não planeja pedir ajuda externa, diz ministro

LISBOA (Reuters) - Portugal não tem planos de pedir um resgate financeiro à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional (FMI), e o governo está fazendo tudo possível para evitar isso, disse o ministro das Finanças do país, Fernando Teixeira dos Santos.

"Eu não antevejo essa eventualidade (de Portugal ter de pedir ajuda ao FMI). Aliás, estamos motivados para evitar que essa eventualidade ocorra", afirmou Fernando Teixeira dos Santos, em declarações à rádio TSF.

O ministro disse que seu país é capaz de continuar sem resgate, acrescentando que as taxas de juros médias que Portugal paga pela dívida são relativamente baixas, com apenas uma pequena porção sendo financiada a custos maiores.

"Nós estamos fazendo o nosso trabalho. Claramente a Europa não está fazendo o seu trabalho para garantir a estabilidade do euro", disse.

(Por Elisabete Tavares)

http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE70A02H20110111

Deputados aprofundam Proposta de Lei Sobre Transgressões Administrativas Angop

Os deputados das Comissões da Administração do Estado e Poder Local e para os Assuntos Constitucionais e Jurídicos da Assembleia Nacional apreciam hoje, terça-feira, para enriquecimento, a Proposta de Lei sobre Transgressões Administrativas.

Para os devidos fundamentos, participa na reunião o ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa, e uma equipa de técnicos do seu pelouro.

A proposta de lei, de iniciativa legislativa do Executivo, tem por finalidade estabelecer um regime geral da punição dos actos lícitos de mera ordenação social.

Considera transgressões administrativas qualquer acção ou omissão, por dolo ou negligência, cujo resultado perturba o ambiente, a ordem pública, a tranquilidade, a segurança de pessoas e bens, a saúde pública, bem como a ornamentação e embelezamento de lugares públicos ou privados.

Quanto às modalidades, o texto refere que incumbe à Administração Central e Local do Estado a regulamentação das condutas que, atendendo a especificidade de cada região ou sector de actividade, deve ser considerada transgressões administrativas.

Refere que as multas devem ser fixadas por regulamentos, atendendo ao critério do sujeito e da modalidade da transgressão.

Segundo a proposta, para as transgressões cometidas por pessoas colectivas, a multa varia entre doze salários mínimo nacional, como valor mais baixo, e trezentos salários mínimo nacional, como valor mais alto.

Quanto às transgressões cometidas por pessoas singulares, a multa varia entre dois salários mínimo nacional, como valor mais baixo, e cinquenta salários mínimo nacional, como valor mais alto.

Se aprovada, o diploma vai revogar a Lei 10/87, de 26 de Setembro, sobre a mesma matéria.

http://www.angonoticias.com/full_headlines_.php?id=30091

Trinta mortos no Sudão em resultado de conflitos étnicos

Há notícia de 30 mortos, no Sudão, em resultado de três dias de violentos combates ocorridos entre elementos das etnias Misseriya e Ngok Dinka, no disputado distrito de Abyei, zona rica em petróleo, apesar da situação ser pacífica nos locais onde estão instaladas as assembleias de voto.

O referendo sobre a independência do Sul do Sudão está a registar uma grande afluência às urnas. Em Juba, ronda os 20 por cento. Na região de Wau, já votaram entre 60 a 80 por cento dos eleitores.

Pelo segundo dia consecutivo, os votantes formaram longas filas em assembleias de voto na capital, Juba, em um pouco por todo o território.

A votação vai prolongar se por toda a semana, terminando no sábado, sendo necessária uma afluência de 60 por cento para que os resultados sejam considerados válidos.

O referendo desta semana faz parte de um acordo assinado em 2005 e que pôs fim à guerra entre o Norte e o Sul. A Voz da América está a companhar de perto a votação. Em Juba, está Scott Bobb, enviado especial da VOA.

http://www.voanews.com/portuguese/news/Sudan_conflict_01_10_2011_Voanews-113213904.html

EXCLUSIVO – Laurent Gbagbo defende recontagem dos votos

A Costa do Marfim está à beira da guerra civil. A ONU teme violências étnicas. Laurent Gbagbo não quer deixar o poder. Considera ter ganho as eleições presidenciais de Novembro, apoiando-se no veredicto do Conselho Constitucional.

A comunidade internacional contesta a legitimidade de Gbabo e considera que Alassane Ouattara é o novo presidente do país.
Em Abidjan para a euronews, Laurent Gbagbo aceitou explicar, em exclusivo, o braço de ferro que causou a crise no país e a apreensão no mundo.
François Chignac, euronews – Há pouco mais de um mês, a Comissão Eleitoral independente anunciou que o seu adversário, Alassane Ouattara, ganhou as eleições presidenciais da Costa do Marfim. Alguns dias depois, o Conselho Constitucional legitimou a sua presidência. Hoje, a Costa do Marfim enfrenta uma das piores crises dos últimos tempos. Em que ponto estamos?

Laurent Gbagbo, presidente em exercício – O que é preciso compreender bem é que o resultado é ilegítimo, proclamado fora de prazo por alguém que não tinha o direito de o proclamar, é a isso que o Ocidente se agarra. O Conselho Constitucional deliberou e deu os resultados. É uma instituição reconhecida, proclamou eleito o novo presidente, que sou eu. Não querem sequer ouvir falar nisso. Sai do âmbito do direito, não é direito. É apenas a vontade dos poderosos de impôr outra pessoa. Não estou de acordo.

euronews:
A União Europeia contesta a sua legitimidade.

Laurent Gbagbo:
A União Europeia segue a França. Nas relações entre as grandes potências, cada um tem a sua zona de influência. E quando se trata de países francófonos da África negra, quando a França fala, todos os outros a seguem. A França interfere da pior maneira. Todas as resoluções feitas sobre a Costa do Marfim, na ONU, têm rascunho escrito pela França. É a França que escreve o esboço. Contestámo-lo várias vezes, mas somos um país pequeno. Não somos uma potência nuclear, não temos o direito de veto, nem sequer estamos no Conselho de segurança.

euronews:
O seu adversário, Alassane Ouattara, formou um governo, nomeou embaixadores que foram reconhecidos. O embaixador nomeado por Outtara em França foi reconhecido.

Laurent Gbagbo:
Mas a França está errada. Sou eu que digo: a França está errada.

euronews:
Passou 30 anos na oposição, Laurent Gbagbo. Tem uma longa carreira política. Nicolas Sarkozy dá-lhe um ultimato. Que responde ao chefe de Estado francês?

Laurent Gbagbo:
É inaceitável que um chefe de Estado, sob o pretexto de ser de um país mais poderoso do que outro, apresente um ultimato ao chefe de Estado de outro país. Não é possível.

euronews:
Os opositores dizem que o senhor não é um democrata, é um ditador, que fez um hold up eleitoral.

Laurent Gbagbo:
Quando …
euronews: que fez uma negação da democracia nas últimas semanas, que lhes responde?

Laurent Gbabo:
Que não estão bem colocados para falar sobre isso porque estão entricheirados no Hotel do Golfe (Ouattara e o governo). Estavam do lado do partido único, quando nós lutávamos pelo multipartidarismo. . Ouattara, Bédier (candidato na primeira volta)… queriam tanto matar o sistema multipartidário que estive na prisão durante o governo de Ouattara (que foi primeiro-ministro na década de 90).

euronews:
Laurent Gbagbo, estaria disposto a sacrificar-se pelos marfinenses para legitimar a visão de democracia.

Laurent Gbagbo:
Não é uma questão de sacrificar a Costa do Marfim, é uma questão mundial…

euronews:
Mas nós estamos no limite de tudo. A situação é tensa no país …

Laurent Gbagbo:
Esta não é a primeira vez que a a situação está tensa na Costa do Marfim.

euronews:
Não vai deixar o poder?

Laurent Gbagbo:
Oiça, eu fui eleito. Deve falar com aqueles que não foram eleitos.

euronews:
Se a comunidade internacional continuar a pressionar, nas próximas semanas, não vai deixar o poder?

Laurent Gbagbo:
Mas porque iriam continuar as pressões? É injusto.

euronews:
Há violência nas ruas. Se as atrocidades continuam, de ambas as partes, deixa o cargo?

Laurent Gbagbo:
Por quem? E há uma pergunta que quero fazer, e que as pessoas não costumam equacionar. Mesmo se já a seguir eu disser que deixo o poder, quem pode garantir que isso trará a paz? E que não vai provocar violências ainda maiores do que as que esperamos?

euronews:
E se a Comunidade Económica da África Ocidental intervir?

Laurent Gbagbo:
faria mal …

euronews:
e se os jovens marfinenses se opuserem aos militares da CEDEAO, abandonaria o poder?

Laurent Gbagbo:
Logo verei. E então anunciarei a decisão. Mas não está na agenda, por agora. O que importa agora é a discussão. Por isso discutimos. E pergunto porque é que as pessoas que pretendem ter ganho contra mim não querem voltar ao essencial e recontar os boletins de voto. Só peço isso. Que as pessoas venham para revermos as eleições.

euronews:
Então acusa os adversários de serem a fonte dos problemas na segunda volta das eleições.

Laurent Gbagbo:
Claro. Não é verdade que, nessas regiões, abusaram, violaram as mulheres que iam votar Gbagbo? É uma questão central.

euronews:
E quando o representante dos Direitos Humanos na ONU o estigmatiza e lhe aponta o dedo, o que responde?

Laurent Gbagbo:
É outro problema. É outro problema a que eu quero responder bem. Qual é o problema na Costa do Marfim? Ou seja, foram realizadas eleições. É preciso saber quem as ganhou. Esta é a fonte do problema. Eu digo que ganhei porque as instituições, que têm a responsabilidade de dizer quem ganhou, atribuiram-me a vitória. Os outros dizem outra coisa. Dizem outra coisa qualquer, mas sem base legal.
Então, como é habitual nestes casos, não têm argumentos sobre o fundo da questão, ou seja, quem ganhou as eleições e invocam os direitos do homem.
Em 2000, quando fui eleito, foi igual. Inventaram as valas comuns e culparam-me de mortes inexistentes. Pedi uma investigação judicial e houve um processo. Os polícias acusados foram absolvidos.

euronews:
As forças da ONU são imparciais na Costa do Marfim?

Laurent Gbagbo:
Já não são imparciais.

euronews:
Desde quando?

Laurent Gbagbo:
Desde as últimas eleições. Porque nós considerávamo-la uma força imparcial, digamos em 2003/2004. Mas, desde o momento que o líder …

euronews:
Que o coloca directamente em causa …

Laurent Gbagbo:
Que eu coloco directamente em causa. Acho que as pessoas da ONU devem ser mais sábias.
Sabem muito bem que os responsabilizamos pela escalada da tensão, sabem muito bem que o Governo da Costa do Marfim pediu para partirem. Disse às pessoas para não os apressarem, pedimos a saída diplomaticamente e é diplomaticamente que a vamos obter. Mas é preciso que sejam mais sábios. Quando as pessoas que vêm do exterior se querem impor por serem mais fortes, o resultado é este.

euronews:
Então, a Costa do Marfim e Laurent Gbagbo são vítimas do exterior?

Laurent Gbagbo:
Disse, no início da minha campanha, que a população tinha a escolha entre um candidato para a Costa do Marfim e um candidato para o estrangeiro. É isso. Parece carricatural, mas é realidade.

euronews:
Vamos ter de passar por um banho de sangue?

Laurent Gbagbo:
Eu não quero, estou a tentar evitar que aconteça.

euronews:
Mas não pode evitá-la?

Laurent Gbagbo:
Não acredito, de todo, que haja guerra civil. Mas, obviamente, se as pressões continuarem, acabam por nos empurrar para o confronto.



http://pt.euronews.net/2010/12/31/laurent-gbagbo-defende-recontagem-dos-votos/

Referendo no Sudão decorre sem incidentes

Segundo um responsável da comissão referendária, a taxa de participação no primeiro dia da votação sobre a autodeterminação da região semi-autónoma do Sul do Sudão atingiu 20 por cento.

O ex-presidente Jimmy Carter, um dos observadores internacionais independentes que acompanham a votação, estava contente com o que via: “Não existe qualquer evidência de intimidação, nem de ilegalidades. Segundo o que averiguamos, tudo está a ser feito como de deve ser”.

Perto de quatro milhões de sudaneses do Sul foram chamados às urnas para, até ao dia 15, optarem pela continuação da unidade com o Norte ou a independência.

“Pelo segundo dia a votação continua numa atmosfera calma, e pelo segundo dia há uma grande afluência às mesas de voto.

Pelo segundo dia, a opção da separação parece mais próxima do sul”, refere o enviado especial da Euronews ao Sul do Sudão.

Para que o resultado da votação seja validado, a taxa de participação tem de ser pelo menos de 60 por cento.


http://pt.euronews.net/2011/01/11/referendo-no-sudao-decorre-sem-incidentes/

Governo aplicará dois biliões de dólares na implementação de vários projectos

Luanda - O ministro da Geologia e Minas e da Indústria, Joaquim David, afirmou hoje, em Luanda, que o financiamento que o Estado tem preparado para o relançamento de várias unidades fabris no país está acima de dois biliões de dólares norte-americanos.
Joaquim David anunciou, neste âmbito, o relançamento da Textang II, com equipamentos tecnológicos modernos, de modo que a sua produção possa competir com os bens importados.
“O financiamento que o Estado colocou em benefício do sector privado, para o relançamento destas indústrias é superior a um bilião de dólares. Estamos a falar de indústrias de uma actividade que terá uma intensidade clara também em termos de capital”, disse Joaquim David na cerimónia de cumprimentos de ano novo.
Afirmou que o sector está neste momento em fase de preparação, análises e discussão de acordos financeiros para o relançamento da África Têxtil em Benguela, da Satec no Dondo e da indústria de descaroçamento de algodão em Malanje.
O governante frisou que, no sector agrícola, esforços estão ser feitos no sentido de se incrementar a plantação do algodão.
“Estamos a falar de projectos de elevada tecnologia que darão milhares de postos de trabalho”, referiu.
Para cobrir o défice que existe no sector habitacional, adiantou, o sector foi orientado no sentido de lançar esforços no domínio dos materiais de construção civil. Referiu que as fábricas de cimento existentes e as projectadas estarão sob tutela do Ministério da Geologia e Minas e da Indústria.
Para tal, estão em curso construção da fábrica de cimento do Bom Jesus (no Kwanza Sul), Benguela e Luanda.
“Vai eventualmente levar-nos a uma suficiência na oferta de cimento, a partir de 2014/2015. E se os esforços continuarem, dentro de dois a três anos, estaremos em condições de ser exportadores de cimento ao contrário da situação actual em que importamos todo o cimento que consumimos”, disse.
A nível do agro-alimentar, disse que foi aprovado o relançamento da actividade de Moageira no país.
Segundo o ministro, está igualmente em estudo o relançamento da indústria do açúcar, a criação de pólos de desenvolvimento industrial e uma fábrica de fertilizantes município do Soyo, província do Zaire.
Na indústria de minerais, está em estudo a implementação de projecto para a refinação do alumínio, um produto derivado da bauxite.
Segundo disse, foi decidido também a nível do Conselho de Ministros o relançamento do Complexo de Cassinga, da actividade exploração do ferro, manganês bem como a exploração e produção do cobre.
“Em todos estes projectos nós faremos os possíveis para acrescentar valor à produção do mineral em bruto” frisou.
Neste âmbito, Joaquim David anunciou igualmente a construção de uma siderurgia na província do Namibe ou da Huíla para aproveitar a produção do ferro, a partir de Cassinga.

Entretanto, o governante sublinhou que um dos exercícios mas significativos em 2010 foi o início do relançamento de sector têxtil no país.


http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/economia/2011/0/1/Governo-aplicara-dois-bilioes-dolares-implementacao-varios-projectos,2ad60a5b-0cb9-4227-ba14-d0de44c224e1.html

Angola vai aderir à Convenção sobre Zonas Húmidas

Luanda - Técnicos do Ministério do Ambiente e parceiros trabalham no dossier para que a República de Angola adira à Convenção sobre Zonas Húmidas, geralmente conhecida como “Convenção de Ramsa”, um tratado inter-governamental adoptado em 2 de Fevereiro de 1971, no Irão.


Em declarações à Angop hoje, segunda-feira, o técnico do Ministério do Ambiente, Nascimento António, disse que o seu sector continua a envidar esforços para que este plano seja uma realidade, a partir de 2012, tendo em conta os trâmites legais que têm de ser seguidos.


Para este ano, o Ministério do Ambiente tem em carteira a implementação do inventário sobre as zonas húmidas, que vai ajudar na identificação dessas áreas, assim como o seu estado de conservação.


No quadro desta intenção, em 2006 foram formados 36 técnicos idos das 18 províncias (dois para cada), que vão trabalhar na identificacação das zonas húmidas de Angola, que ao nível internacional representa o primeiro dos tratados globais sobre conservação.


Segundo a fonte, o inventário a ser elaborado nos próximos tempos vai permitir também constatar quais as zonas húmidas de carácter nacional e internacional, estas últimas estão relacionadas com aquelas que recebem aves migratórias, isto é de outros países.


“A situação das zonas húmidas em Angola ainda é desconhecida, daí a necessidade da realização deste trabalho”, admitiu Nascimento António.


Em Angola, grande parte das zonas húmidas encontram-se localizadas na região sudeste do país, com especial destaque para as províncias do Bié, Kuando Kubango e Moxico.


A Convenção de Ramsar entrou em vigor em 1975 e conta actualmente com 150 países em todos os continentes.


Pesquisas feitas pela Angop revelam que actualmente foram designadas pelas partes contratantes cerca de 1.600 sítios de importância internacional, cobrindo cerca de 134 milhões de hectares de zonas húmidas.


Segundo o texto aprovado pela Convenção, zonas húmidas são definidas como "zonas de pântano, charco, turfeira ou água, natural ou artificial, permanente ou temporária, com água estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo águas marinhas cuja profundidade na maré baixa não exceda os seis metros".


Desta feita, os países que aderem à Convenção tem a obrigação de designar as áreas húmidas para inclusão na lista de zonas Húmidas de Importância Internacional, mas estes sítios são reconhecidos a partir de critérios de representatividade do ecossistema, de valores faunísticos e florísticos e da sua importância para a conservação de aves aquáticas e peixes.


As Partes devem de igual modo elaborar planos de ordenamento e de gestão para as zonas húmidas, com vista à sua utilização sustentável, além da promoção da conservação das zonas húmidas e das aves aquáticas, estabelecendo reservas naturais e providenciar a sua protecção apropriada.


A 2 de Fevereiro celebra-se o Dia Mundial das Zonas Húmidas.


http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/ambiente/2011/0/2/Angola-vai-aderir-Convencao-sobre-Zonas-Humidas,b1af5a6f-91c4-4a25-bd57-aac026db9374.html

CAN2010 contribuiu para fortalecimento da paz no país

Luanda - A Taça de África das Nações Orange-Angola 2010 em futebol, disputada de 10 a 31 de Janeiro, foi uma confraternização que contribuiu para o fortalecimento da paz, da unidade e reconciliação nacional, além de reforçar as relações de amizade e de cooperação entre os povos do continente.

Estas palavras foram expressas hoje pelo vice-ministro da Juventude e Desportos, Yaba Pedro Alberto, durante o discurso da cerimónia de outorga de menções honrosas aos voluntários da província de Luanda (série A) que contribuíram na realização da prova continental, organizada pela primeira vez em Angola.

O acto contou com presenças de responsáveis do comité organizador (COCAN), das federações nacionais e decorreu no estádio 11 de Novembro, em Luanda.

Em representação do titular da pasta da Juventude e Desportos, Gonçalves Muandumba, Yaba Alberto reconheceu que o CAN2010 permitiu para o país uma projecção internacional, através do futebol, na qual Angola se tornou mais conhecida, assim como passou a despertar maior interesse pela sua cultura, potencialidades económicas e turísticas.

"Neste momento em que assinalamos a passagem deste inesquecível acontecimento, pelo empenho, disciplina, patriotismo e espírito de missão demonstrados, o executivo angolano, através do Ministério da Juventude e Desportos, decidiu realizar esta singela cerimónia de entrega de menções honrosas aos jovens voluntários, em homenagem aos serviços prestados no quadro da realização do evento" - disse.

De acordo com o vice-ministro, os voluntários demonstraram elevada consciência patriótica, assim como souberam cumprir com zelo as suas responsabilidades e deram uma lição de efectivo e activo exercício de cidadania juvenil.

Yaba Alberto elogiou também o trabalho desenvolvido pelos órgãos de comunicação social, polícia nacional, serviços de defesa e segurança e tantos outros, para além da boa prestação dos Palancas Negras ao conseguirem atingir os quartos de final na competição.

Destacou igualmente o engajamento do Presidente da Republica, José Eduardo dos Santos, que tornou um facto a disputa desta maior cimeira futebolística no continente.

Os voluntários das restantes províncias sedes, Benguela, Huila e Cabinda, terão também a devida homenagem, segundo fonte do Ministério da Juventude e Desportos.

O Campeonato Africano das Nações (CAN'2010) foi conquistado pelo Egipto.



http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/desporto/2011/0/2/CAN2010-contribuiu-para-fortalecimento-paz-pais,6ec14fd8-2be1-4f69-b115-cddca60d83fa.html

Vice-presidente da República visita Lunda Norte para inspeccionar sectores sociais

Dundo – O vice-presidente da República, Fernando da Piedade Dias dos Santos, é aguardado nesta terça-feira, na província da Lunda Norte, para uma visita de trabalho de dois dias, destinada a inspeccionar os sectores sociais que superintende e inteirar-se do desenvolvimento do região.


De acordo com o programa oficial distribuído à imprensa, Fernando da Piedade Dias dos Santos manterá, após a chegada, um encontro de cortesia com os membros do governo local, seguido de visitas ao Hospital provincial, à Universidade Lueji Ankonda e ao internato adstrito a instituição.


Inscreve ainda a inauguração da biblioteca provincial e visitas ao Instituto Médio Politécnico "28 de Agosto", às obras do futuro Hospital Regional da Lunda Norte, à Nova Centralidade do Dundo, ao Estádio Sagrada Esperança e ao Museu do Dundo.


A agenda da visita do vice-presidente da República prevê, igualmente, a inauguração do complexo residencial para os Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, incluindo a entrega simbólica de algumas casas e uma viatura.


Para quarta-feira, último dia da visita, o programa reserva um encontro com as autoridades tradicionais e deslocações ao complexo agro-pecuário de Cacanda e ao Aeroporto do Dundo.


Antes de regressar a Luanda, ao meio da tarde, Fernando da Piedade Dias dos Santos manterá uma reunião com o governo provincial.


Para acompanhar a visita do vice-presidente da República, encontram-se na cidade do Dundo desde hoje, os ministros da Saúde, José Van-Dúnem, da Família e Promoção da Mulher, Genoveva Lino, dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Kundi Pahiama, e da Juventude e Desportos, Gonçalves Muandumba.


Fazem ainda parte da comitiva do Executivo central, os titulares das pastas da Reinserção Social, João Baptista Kussumua, do Ensino Superior e Ciência e Tecnologia, Maria de Cândida Pereira Teixeira, da Cultura, Rosa Cruz e Silva, e da Educação, Mpinda Simão.


A província da Lunda Norte situa-se a leste do país e tem uma superfície de 103 mil km2 e uma população estimada em 270 mil habitantes.


De clima tropical húmido, a Lunda Norte é constituída por 11 municípios e é rica em produtos agrícolas, como arroz, mandioca, milho e, sobretudo, minerais, com realce para os diamantes.


Nos últimos anos, a província tem sido assediada por milhares de cidadãos estrangeiros (imigrantes ilegais), ávidos em instalarem-se na região com o intuito de extrair diamantes à margem da legislação em vigor.



http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/politica/2011/0/2/Vice-presidente-Republica-visita-Lunda-Norte-para-inspeccionar-sectores-sociais,9cd777ef-374e-445e-b0e1-babf0b21d1a0.html

Atirador do Arizona já despertava suspeita antes de chacina

Por Peter Henderson e Tim Gaynor

TUCSON, Estados Unidos (Reuters) - A estudante Lynda Sorenson achou já no primeiro dia da faculdade que seu colega Jared Lee Loughner, que no sábado matou seis pessoas e feriu 14 no Arizona, parecia louco, e temia que ele aparecesse algum dia com uma arma automática.

A professora universitária Debbie Scheidemantel chamou a polícia para tirar Loughner da classe porque ele não se acalmava, bradando sobre seu direito constitucional de ser aprovado numa disciplina.

E o vizinho Roger Whithed disse numa entrevista que Loughner parecia ser alguém "à margem da sociedade", que ficava sentado na porta de casa fumando, sem fazer nada.

Loughner será formalmente indiciado na segunda-feira pelos disparos feitos no sábado no estacionamento de um centro comercial do Arizona, onde a deputada democrata Gabrielle Giffords participava de um evento com o público. A parlamentar foi baleada na cabeça e está em estado crítico.

Em junho do ano passado, Sorenson, que era colega de Loughner no Pima Community College, praticamente previu o futuro. "Tomara que ele esteja logo fora da classe, e não volte com uma arma automática", escreveu ela no primeiro dia de aulas, num email exibido pelo canal NBC.

Grant Wiens, de 22 anos, estava um ano à frente de Loughner no ensino médio, na Mountain View High School, em Tucson, e recentemente foi colega dele numa aula de biologia da faculdade comunitária.

Wiens ficou chocado, mas não surpreso, com a atitude do colega, pois tinha uma "intuição" de que ele poderia ser violento.

"Ele tinha opiniões fortes, e embora se desse bem com as pessoas nunca parecia ligar para o que os outros pensavam", afirmou.As autoridades disseram que na casa de Loughner havia papéis com as frases manuscritas "Planejei de antemão" e "Meu assassinato", junto com o nome de Giffords e o que parecia ser a assinatura do suspeito.

Vídeos no YouTube também prenunciavam problemas. Alguns deles, postados por uma pessoa identificada como Jared Lee Loughner, contêm frases desconexas sobre a criação de uma nova moeda e o controle da gramática pelo governo.

O Pima Community College disse ter suspendido Loughner em 29 de setembro de 2010, depois que a polícia do campus descobriu um vídeo do YouTube em que Loughner alegava que a faculdade era ilegal sob a Constituição dos EUA.

Ele deixou a faculdade menos de uma semana depois, e a direção afirmou numa carta que ele só poderia ser readmitido se apresentasse um atestado de saúde mental, provando não representar um perigo para si ou para os outros.

(Reportagem adicional de Alex Dobuzinskis, em Los Angeles; de Eric Thayer, em Tucson; e de Andy Sullivan e Jim Vicini, em Washington)
http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRSPE7090LT20110110?pageNumber=2&virtualBrandChannel=0

Obama prega união de norte-americanos após chacina no Arizona

Por Steve Holland

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, homenageou na segunda-feira as vítimas da chacina no Arizona e evitou entrar no debate sobre se a inflamada retórica política no país inspirou o ataque, que teve como alvo uma deputada democrata.

"Agora, a principal coisa que estamos fazendo é oferecer nossos pensamentos e orações aos que foram impactados, assegurando que estejamos nos unindo como país", disse Obama.

Abaixando solenemente a cabeça, Obama e sua mulher, Michelle, comandaram um minuto de silêncio no jardim da Casa Branca, em meio a um dia de muito frio e vento em Washington.

Cerca de 300 funcionários da Casa Branca participaram da cerimônia, em que um sino repicou três vezes.

A deputada Gabrielle Giffords, uma das 14 pessoas feridas no ataque de sábado no Arizona, continua internada em estado crítico. Outras seis pessoas foram mortas no atentado cometido por Jared Lee Loughner, de 22 anos.

As motivações do crime não estão claras, mas vários políticos e analistas se apressaram em citar a agressiva retórica política que nos últimos meses tomou conta do país, cujas leis sobre o porte de armas estão entre as mais liberais do mundo.

Esta é a segunda vez que o presidente Obama homenageia vítimas de uma chacina nos EUA. Em novembro de 2009, 13 pessoas foram mortas num incidente em Fort Hood, no Texas.

A Casa Branca disse que, desde o ataque de sábado, Obama fez vários telefonemas a familiares das vítimas e a líderes democratas e republicanos do Congresso, inclusive o presidente da Câmara, John Boener, e os dois senadores do Arizona, os republicanos John McCain e Jon Kyl.Na segunda-feira, Obama manteve dois contatos com o diretor de contraterrorismo John Brennan para se informar sobre o andamento das investigações.

A jornalistas, Obama disse ser importante salientar a "extraordinária coragem" de pessoas que estavam no local do crime, inclusive dois homens que lutaram com o atirador, e uma mulher que, mesmo ferida, conseguiu se apossar da munição de Loughner e evitar mais mortes.

"Penso que isso fala do que há de melhor na América, mesmo diante de uma violência tão insensata", disse Obama.

(Reportagem adicional de Caren Bohan)

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRSPE7090PU20110110?pageNumber=1&virtualBrandChannel=0

EUA ordenam que Twitter entregue registros do WikiLeaks

Por Anthony Boadle

WASHINGTON (Reuters) - Um tribunal dos Estados Unidos ordenou que o Twitter entregue informações detalhadas sobre os registros do WikiLeaks e de diversos simpatizantes do site, como parte de investigação criminal sobre o vazamento de centenas de milhares de documentos confidenciais.

A intimação datada de 14 de dezembro, solicitada pelo Departamento da Justiça dos EUA e publicada pela revista online Salon.com, afirma que os registros pedidos ao site de microblogs são parte "relevante de uma investigação criminal em curso".

O documento ordena que o Twitter forneça informações sobre as contas do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, e de Bradley Manning, um analista de inteligência do Exército norte-americano acusado de vazar os documentos divulgados ao público no ano passado pelo WikiLeaks.

As informações exigidas pelo governo incluem todos os registros de conexão e horários de sessão, os endereços IP usados para acesso ao Twitter, endereços de email e residenciais, além de dados de cobrança e detalhes de contas bancárias e cartões de crédito.

A intimação inclui as contas de Jacob Appelbaum, Rop Gonggrijp e Birgitta Jonsdottir, antiga voluntária do WikiLeaks e membro do Parlamento da Islândia; os três são simpatizantes do site.

"O WikiLeaks condena vigorosamente essa perseguição a indivíduos pelo governo dos EUA", afirmou o site em comunicado encaminhado à Reuters por Mark Stephens, seu advogado em Londres.

Ossur Skarphedinsson, ministro do Exterior da Islândia, anunciou no sábado que seu governo planeja protestar junto ao embaixador norte-americano em Reykjavik nesta segunda-feira.

Em pronunciamento transmitido pela rádio do governo, Skarphedinsson afirmou que o comportamento das autoridades norte-americanas é inaceitável e que seu governo fará todo o possível para proteger Jonsdottir.

O governo dos EUA está decidindo se deve apresentar acusações criminais contra Assange por ajudar a divulgar centenas de milhares de mensagens diplomáticas confidenciais norte-americanas, o que causou embaraços a Washington e a diversos de seus aliados.

http://br.reuters.com/article/internetNews/idBRSPE70907J20110110

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Apple lança loja de aplicativos para computadores Mac

Por Gabriel Madway

LAS VEGAS (Reuters) - A Apple está lançando uma loja de aplicativos para seus computadores Mac, reproduzindo um modelo que se tornou extremamente popular com o iPhone.

A Apple espera faturar com as vendas em alta de Macs ao mudar a forma como distribui software para seus computadores: centralizando distribuição e simplificando o acesso aos produtos.

A Mac App Store, que é semelhante à atual iPhone App Store e que também é ligada à conta de iTunes do usuário, foi lançada nesta quinta-feira com uma oferta de mais de mil programas. A loja está sendo aberta em 90 países e conta com aplicativos pagos e gratuitos como jogos e softwares de design e educacionais.

O vice-presidente de marketing da Apple, Phil Schiller, destacou a facilidade de uso do site, principalmente para quem já tem familiaridade com a loja do iPhone, segundo ele.

A Apple espera atrair novos desenvolvedores de software para o Mac, segundo Schiller, e simplificar o acesso aos seus programas, que são atualmente comprados em formato físico, em CDs, ou através de downloads pela Internet.

http://br.reuters.com/article/internetNews/idBRSPE7050HR20110106

Intel oferece concessões à UE para aprovar compra da McAfee

Por Jim Finkle e Bate Felix

BOSTON/BRUXELAS (Reuters) - A Intel ofereceu concessões na busca pela aprovação de reguladores da União Europeia para sua aquisição da fabricante de software de segurança McAfee por 7,7 bilhões de dólares.

As ações da McAfee, segunda maior companhia do setor depois da Symantec, subiram 1,7 por cento após a notícia, enquanto que as ações da Intel registraram queda de 1,6 por cento.

A Comissão Europeia, órgão regulador da UE, disse em seu site que estendeu o prazo de 12 para 26 de janeiro após a Intel afirmar que iria se comprometer a lidar com as questões de concorrência que a operação levanta.

A Comissão não deu detalhes sobre as concessões, e o porta voz da Intel Chick Mulloy não quis comentar o caso, afirmando que tais concessões são assunto privado.

Mas Mulloy disse que a Intel espera concluir a aquisição da McAfee até o fim do primeiro semestre do ano.

A Comissão teme que a Intel possa embutir certos elementos da tecnologia anti-vírus da McAfee em seus chips para PC, que são os microprocessadores mais usados do mundo, o que lhe daria uma vantagem injusta sobre concorrentes, segundo duas fontes próximas ao caso.

http://br.reuters.com/article/internetNews/idBRSPE7050JV20110106

Intel oferece concessões à UE para aprovar compra da McAfee

Por Jim Finkle e Bate Felix

BOSTON/BRUXELAS (Reuters) - A Intel ofereceu concessões na busca pela aprovação de reguladores da União Europeia para sua aquisição da fabricante de software de segurança McAfee por 7,7 bilhões de dólares.

As ações da McAfee, segunda maior companhia do setor depois da Symantec, subiram 1,7 por cento após a notícia, enquanto que as ações da Intel registraram queda de 1,6 por cento.

A Comissão Europeia, órgão regulador da UE, disse em seu site que estendeu o prazo de 12 para 26 de janeiro após a Intel afirmar que iria se comprometer a lidar com as questões de concorrência que a operação levanta.

A Comissão não deu detalhes sobre as concessões, e o porta voz da Intel Chick Mulloy não quis comentar o caso, afirmando que tais concessões são assunto privado.

Mas Mulloy disse que a Intel espera concluir a aquisição da McAfee até o fim do primeiro semestre do ano.

A Comissão teme que a Intel possa embutir certos elementos da tecnologia anti-vírus da McAfee em seus chips para PC, que são os microprocessadores mais usados do mundo, o que lhe daria uma vantagem injusta sobre concorrentes, segundo duas fontes próximas ao caso.

http://br.reuters.com/article/internetNews/idBRSPE7050JV20110106

Clientes do Goldman recebem detalhes financeiros do Facebook

NOVA YORK (Reuters) - Clientes do Goldman Sachs interessados em investir no Facebook receberam informações financeiras sobre a rede social nesta quinta-feira.

Cópias do memorando de colocação privada para um investimento no Facebook começaram a ser entregues pessoalmente aos clientes milionários do Goldman Sachs pouco depois do horário de almoço em Nova York, segundo fonte que recebeu uma cópia do documento.

O cliente do Goldman disse que também recebeu um demonstrativo financeiro de seis páginas contendo informações sobre a rede social.

O documento revela que durante os primeiros nove meses de 2010 o Facebook gerou 1,2 bilhão de dólares em receita. O lucro líquido da companhia no período foi de 355 milhões de dólares.

Os demonstrativos financeiros não passaram por auditoria e continham poucos detalhes sobre como o Facebook gera sua receita, segundo a fonte, que pediu para permanecer em anonimato uma vez que assinou um acordo que a proíbe de divulgar os dados.

Clientes do Goldman que queiram comprar ações do Facebook investirão em um novo fundo, o FBDC Investors LP, de acordo com a fonte. Registros corporativos indicam que o fundo foi criado em 5 de janeiro no Estado de Delaware.

Os clientes do banco de investimentos têm até sexta-feira para fechar o compromisso de investimento no novo fundo e até terça-feira da semana que vem para depositar o dinheiro no banco.

O Goldman, que também deve investir 450 milhões de dólares de seu próprio capital no Facebook, quer levantar ao menos 1,5 bilhão de dólares com o fundo destinado a investir no Facebook.

(Reportagem de Matthew Goldstein e Joseph Giannone)


http://br.reuters.com/article/internetNews/idBRSPE7050NN20110106

Ministério usa tecnologias limpas em quatro províncias do país

Luanda - O Ministério do Ambiente, através do seu Projecto de Apoio ao Sector do Ambiente (PASA), inicia este ano, nas províncias do Huambo, Cabinda, Namíbe e Kuando Kubango, a fase piloto do uso de tecnologias ambientais limpas, no quadro da adaptação às mudanças climáticas.


Segundo o coordenador do PASA, Óscar Vieira Lopes, depois dos estudos de viabilidade realizados pelos técnicos do sector naquelas províncias, em 2010, estão criadas as condições para o arranque do projecto, financiado pelo Banco de Desenvolvimento Africano (BAD) e pelo Governo Angolano.


Em declarações à Angop, o responsável disse que nessas provinciais serão implementadas diferentes actividades, de acordo com as características de cada região, práticas de agricultura amiga do ambiente (sem o uso de fertilizantes), apicultura, sistema de bio gás, plantio de árvores frutíferas e outras em prol do ambiente e o bem-estar das populações.


O projecto, de âmbito nacional, foi lançado no principio de 2010 e vai permitir demonstrar e promover sinergias e boas práticas de gestão do uso da terra, conservação da biodiversidade, adaptação às mudanças climáticas, segundo Óscar Lopes.


De âmbito nacional, o projecto piloto será implementado nas províncias de Cabinda, Huambo, Namibe e Kuando Kubango, onde serão demonstradas e promovidas sinergias e boas práticas de gestão sustentável do uso da terra, conservação da biodiversidade, adaptação às mudanças climáticas e o uso de tecnologias ambientais limpas.



O projecto, com duração de cinco anos, conta com um financiamento de 12 milhões de Unidade de Contas, equivalente a 19.5 milhões de dólares norte-americanos, disponibilizado ao Governo Angolano, pelo BAD.


Este tem ainda a comparticipação financeira do Governo Angolano de dois milhões 175 mil dólares (10 porcento), de acordo com o coordenador do PASA, Óscar Vieira Lopes.



A acção vai abranger outras regiões do país, à medida que forem se desenvolvendo as actividades, tendo como fito apoiar o Governo a pôr cobro a deterioração e degradação da base dos recursos naturais de Angola, e introduzir boas práticas de gestão de recursos naturais, adaptação às mudanças climáticas e protecção ambiental.



Redução da pobreza, através da promoção do bem-estar sustentável baseado no controlo e gestão do meio ambiente e dos seus recursos naturais, reforço da capacidade institucional do Ministério do Ambiente e outras instituições intervenientes para uma protecção efectiva do meio ambiente e gestão sustentável dos recursos naturais, assim como as leis ambientais e o asseguramento do seu cumprimento, são outros objectivos do PASA.


O projecto engloba componentes sobre governação ambiental e reforço da capacidade institucional, conservação ambiental integrada e gestão dos recursos naturais.


No quadro da governação ambiental e reforço da capacidade institucional, prevê-se a formação de 40 quadros em pós-graduação e mestrado em ciências ambientais, biodiversidade, gestão de recursos naturais, avaliação do impacto ambiental mudança climática, além da revisão das políticas e legislação estratégica ambiental.



O projecto prevê ainda ao longo dos cinco anos a formação de 120 quadros em cursos profissionais de curta duração, 50 em línguas oficiais do BAD (francês e inglês), 200 inspectores em procedimentos e reportagens, 100 em metodologias e processos de avaliação de impacto ambiental e 40 juristas que serão actualizados em estratégias de aplicação e observação das leis ambientais.


http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/ambiente/2011/0/1/Ministerio-usa-tecnologias-limpas-quatro-provincias-pais,0d1b6a9a-ea8a-4aa6-95fa-99dd3407aded.html

Pacote legislativo visa criar ambiente jurídico-legal - diz ministra da Justiça

Luanda - A alteração legislativa proposta pelo executivo visa, fundamentalmente, criar o ambiente jurídico-legal para o funcionamento do Guiche Único do Imóvel, um serviço que se pretende urgente, com o surgimento de novas centralidades, em particular a do Kilamba Kiaxe, em Luanda, advogou a ministra da Justiça, Guilhermina Prata.


A governante dirigia-se a imprensa na Assembleia Nacional, onde hoje, quinta-feira, deveria iniciar-se a discussão, na especialidade, do pacote legislativo. A sessão, entretanto, foi remarcada para sexta-feira.


Avançou que como inovação, o novo Código do Registo Predial vai tornar obrigatório o cadastramento de imóveis, ao contrário do actual que considera facultativa esta condição, ou seja, quando de interesse dos cidadãos.


Guilhermina Prata explicou que a exigência trará vantagens tanto para o Governo, que passará a arrecadar mais receitas decorrentes dos impostos e das taxas com os acto de registos, como para os cidadãos que poderão recorrer ao credito bancário ainda na fase do projecto imobiliário.


Relativamente a proposta de Lei de Alteração aos códigos Civil, do Registo Predial e do Notariado, diplomas em vigor desde o período colonial, argumentou dever-se conformar a realidade sócio-política e económica do país.


Com as alterações, pretende-se responder a urgência de regulamentação e clarificação do trato sucessivo e tornar seguro o direito real, por via do registo, mormente o direito de superfície, a propriedade predial, oneração ou alienação dos bens imobiliários, atendo a segurança jurídica dos cidadãos e à nova ordem social.


Até o dia 13 deste mês, a Assembleia Nacional pretende apreciar, na especialidade, seis diplomas, com destaque para a Lei contra Violência Doméstica.


Igualmente estarão em agenda as propostas de leis do Regime Jurídico do Notariado, sobre as Transgressões Administrativas, os Feriados e Datas de Celebrações Nacionais e Locais, bem como sobre o Regime Geral das Taxas, documentos já aprovado na generalidade pelo parlamento, na plenária, realizada a 14 de Dezembro.

http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/politica/2011/0/1/Pacote-legislativo-visa-criar-ambiente-juridico-legal-diz-ministra-Justica,bbce4478-1d25-408f-b394-36dce6eb77b9.html

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Energias alternativas- Perguntas frequentes

Perguntas frequentes

O que é electricidade solar ?

Como funciona um painel solar ?

Que tipos de painéis solares existem ?

Quantos painéis solares preciso para a minha casa ?

E quando não há sol ?

É preciso algum tipo de pré-instalação na minha casa para montar painéis solares eléctricos ?

E manutenção ?

Quantos anos dura um painel solar ?

Os painéis solares eléctricos são recicláveis ?

Quanto custa um painel solar ?

É verdade que para se fazer um painel solar eléctrico se gasta mais energia do que aquela que o painel vai produzir em toda a sua vida ?

Quantos painéis solares seriam precisos para produzir a electricidade consumida em Portugal ?

Como é que isso se compara com a área total de asfalto ?

Qual a diferença entre quilowatt e quilowatt-hora ?

O que é electricidade solar ?

Electricidade solar ou energia fotovoltaica consiste, como o nome indica, na produção de energia eléctrica a partir da radiação solar. Deve pois ser distinguida da produção de outras formas de energia, em particular o calor, a partir da radiação solar - que é chamada energia solar térmica.



Como funciona um painel solar ?

Um painel (ou módulo) solar é um conjunto de células solares ligadas entre si que produzem electricidade quando expostas à radiação solar. Cada uma dessas células é feita de um material semicondutor - material cuja condutividade eléctrica aumenta quando exposto à radiação - processado de modo a conter um campo eléctrico permanente que permite separar os electrões gerados pela radiação.



Que tipos de paineis solares existem ?

Cerca de 90% dos painéis solares eléctricos instalados no mundo são feitos de silício cristalino. Existem ainda fabricantes que produzem painéis em silício amorfo. Os pequenos painéis que alimentam por exemplo algumas máquinas de calcular são de silício amorfo.

Existem também alguns fabricantes que produzem os chamados painéis de filmes finos, utilizando células solares de materiais com o cadmium telluride (CdTe) ou o Cobre Indio Desilenio (CuInSe2 ou CIS)

Para aplicações espaciais, nomeadamente em satélites em que o custo das células solares não é um factor crucial, utilizam-se outros materiais mais caros com arsenieto de gálio e células compostas.

Quantos paineis solares preciso para a minha casa ?

A resposta depende do consumo de electricidade de cada um, do local da instalação, orientação dos painéis, etc. Como um metro quadrado de painel solar produz cerca de 0.7kWh/m2/dia (valor médio anual para um painel em Lisboa, virado a sul com uma inclinação de 34º - ver simulador) basta dividir o consumo médio diário de electricidade em kWh (nas facturas da EDP) por 0.7 para se saber quantos metros quadrados de painéis solares são necessários para produzir integralmente a electricidade consumida. Se a área da minha instalação solar for menor, significa que parte do meu consumo terá que continuar a ser satisfeito pela rede eléctrica ou outras fontes de electricidade.

E quando não há sol ?

Quando não há sol, posso utilizar a energia acumulada em baterias ou, no caso de estar ligado à rede eléctrica, posso utilizar electricidade directamente da rede.

É preciso algum tipo de pre-instalação na minha casa para montar paineis solares eléctricos ?

Uma instalação de electricidade solar é constituída pelos painéis solares e outros acessórios como estruturas de instalação, cablagem diversa, electrónica de controlo e, eventualmente, baterias para acumular energia.

Não é necessário nenhuma pré-instalação além da possibilidade de trazer cabos eléctricos do telhado para dentro de casa.

E manutenção ?

Como as instalações solares não têm partes móveis, a manutenção é mínima: apenas uma limpeza ocasional da sujidade acumulada. Sistemas autónomos com baterias exigem a monitorização das baterias.

Quantos anos dura um painel solar ?

O tempo de vida de um painel solar eléctrico pode-se estender por várias décadas. A maioria dos fabricantes oferece garantias de pelo menos 25 anos, pelo que pelo menos por esse período é de esperar que o painel não se avarie. Outras componentes de uma instalação, como as baterias ou circuitos electrónicos de controlo tem tempos de vida mais curtos, podendo durar entre 3-15 anos.

Os paineis solares eléctricos são recicláveis ?

Sim, quando chegam ao fim de vida útil os painéis podem ser desmontados. As células(a parte mais importante e cara do painel) podem ser re-processadas e utilizadas de novo. Os restantes materiais, como vidro, caixilho, cablagem etc, seguem o habitual circuito de reciclagem.



Quanto custa um painel solar ?

Os preços dependem do fornecedor. O "preço de referência" é da ordem de 6�/Wp para uma instalação completa, o que corresponde a cerca de �25,000 para produzir electricidade para uma família de 4 pessoas.

Que beneficios fiscais e outros incentivos existem para a electricidade solar ?
A electricidade solar é subsidiada através do regime de tarifas garantidas (Produção em Regime Especial) que garante cerca de 0.54�/kWh vendido à rede. Também está prevista a dedução à colecta do IRS em 30% até um máximo de �700, embora na prática não funcione pois esta dedução é avaliada em conjunto com as deduções no âmbito do crédito à habitação. Isto faz com que uma pessoa que tenha um empréstimo à habitação (situação comum na maioria das famílias portuguesas), não consiga ter benefício no IRS pela a aquisição do equipamento de energias renováveis. A taxa do IVA aplicada é a taxa intermédia de 12%.

É verdade que para se fazer um painel solar eléctrico se gasta mais energia do que aquela que o painel vai produzir em toda a sua vida ?

Não. O tempo que um painel solar eléctrico leva a produzir a energia que foi gasta para o fazer é chamado "energy payback time" e depende, naturalmente, da tecnologia utilizada.

Por exemplo, Erik Alsema fez os cálculos para células solares de silício ("Energy payback time and CO2 emissions of PV systems", Prog. Photovolt. Res. Appl 8 (2000) 17-25) mostrando que o tempo de retorno energético é de cerca de 2 anos. Como o tempo de vida de um painel é pelo menos 25 anos podemos concluir que um painel solar produzirá ao longo da sua vida dez vezes mais energia do que aquela que foi necessária para o fazer.



Quantos paineis solares seriam precisos para produzir a electricidade consumida em Portugal ?

A radiação solar média em Portugal é 1500 kWh/m2/ano. Assumindo um eficiência de conversão de 15% temos 225kWh/m2/ano de electricidade solar. Como o consumo nacional é da ordem de 4.5 x 1010 kWh/ano, seriam precisos 200km2 de painéis solares para produzir toda essa electricidade. Dividindo pelo número de habitantes significa 20m2 de painéis solares por português (incluindo não só o consumo doméstico mas também o consumo de electricidade na industria e nos serviços).

Como é que isso se compara com a área total de asfalto ?

Considerando que temos cerca de 90,000 km de estradas em Portugal, assumindo que a largura média da estrada é 10m temos 900km2 de asfalto no país, ou seja cerca de 90m2 por habitante.

Qual a diferença entre quilowatt e quilowatt-hora ?

A potência eléctrica de uma lâmpada é a energia que ela consome por unidade de tempo. No Sistema internacional de Unidades, a unidade de medida da potência é o Watt (W). Como 1 W é uma potência relativamente pequena, é comum falarmos de milhares ou milhões de watts, que se pode simplificar usando os seguintes múltiplos do watt:

1 kilowatt: 1 kW= 1000 W

1 megawatt: 1 MW = 1000 kW = 1,000,000 W

1 gigawatt: 1 GW = 1000 MW = 1,000,000,000 W

Se a potência de uma lâmpada nos indica a energia consumida por unidade de tempo então se multiplicarmos a potência da lâmpada por uma hora ficamos a saber a energia consumida pela lâmpada ao longo de uma hora. A unidade de energia correspondente é o watt-hora (Wh). Assim, ao longo de um dia uma lâmpada de 100W consome 24 x 100 = 2400 Wh. Do mesmo modo, ao longo de um ano uma lâmpada de 100 W consome 365 x 24 x 100 = 876,000 Wh = 876 kWh.

O mesmo raciocínio pode ser aplicado para a electricidade produzida por um painel solar: se a potência instalada é de 100W então ao longo de uma hora o painel fornecerá 100Wh. Bom, isto não é necessariamente verdade porque a potência de um painel é estimada para condições padrão de iluminação e temperatura. Por isso se diz que a potência de um dado painel é de 100Wp (lê-se "watt pico", o que quer dizer que nas condições padrão de iluminação o painel produz 100Wh por hora). Se a iluminação for superior às condições padrão, por exemplo num belo dia de céu azul no Alentejo, a energia produzida pode ser superior a 100Wh. Se a iluminação for inferior (por exemplo à noite!!) a energia produzida será evidentemente inferior.


http://solar.fc.ul.pt/faq.htm

Casas verdes, cidades sustentáveis 15/12/10 17:04 CET

Nas próximas décadas, talvez haja mais casas como as que existem em Aarhus, Dinamarca, no recém-construído bairro de Lystrup. Aqui, 50 pessoas vivem em apartamentos que usam e controlam a energia de uma forma racional.

“Eu vivi numa casa que era muito antiga e que tinha buracos nas paredes. Era muito fria. Eu tinha de usar imensas camisolas, mas aqui é muito quente, também graças ao bom isolamento”, diz Agnete Dorph-Jensen, inquilina de um dos apartamentos.

Com a mudança de casa, as despesas com o aquecimento passaram de mais de 200 euros por mês, para menos de 50, quando o inverno é muito frio.

“Temos células solares, para as luzes exteriores, para os espaços em comum e lavandaria. Se houvesse células solares no telhado, seria perfeito. Aí, poderíamos poupar imensa electricidade”, afirma Agnete Dorph-Jensen.

A casa onde vive diminui até 70% as necessidades energéticas, graças às tecnologias definidas no SHE – Sustainable Housing in Europe. O projecto-piloto da União Europeia, que envolveu quatro países, pretende demonstrar a viabilidade da habitação sustentável do ponto de vista económico, ambiental, social e cultural.

“É muito, muito simples poupar energia. Sabemos como fazê-lo. Aqui temos quase 100% de materiais renováveis. Noventa por cento das casas são feitas de madeira”, sublinha o coordenador dinamarquês do SHE, Palle Jorgensen.

Mil e trezentos quilómetros a sul, em Viena, outro projecto da União Europeia tenta desenhar a cidade do futuro. O desenvolvimento urbano tem em conta as mudanças climáticas, as emissões de CO2, o uso do solo. O modelo, que inclui o conceito de metabolismo urbano, é desenvolvido sob a coordenação de Christof Schremmer.

“Esta é a extremidade da cidade que tende a tornar-se um subúrbio… Baixa densidade, um tipo de construção na periferia da cidade, e devemos evitar isso. A cidade de Viena tenta evitá-lo, mas ainda há muitas lacunas para colmatar”, realça Schremmer.

De acordo com a análise das tendências, nos próximos 40 anos, Viena vai crescer 54% em termos de áreas urbanas, usando 100 quilómetros quadrados de terreno. Com o modelo elaborado, a expansão custará menos 80 por cento.

“Até agora, em desenvolvimento, temos mais ou menos três abordagens distintas: o planeamento dos transportes é uma coisa, a eficiência energética dos edifícios é outra e a concepção arquitectónica, em termos de qualidade, é a terceira abordagem. Com este projecto, tentamos ver como é que estas três abordagens podem ser combinadas no futuro desenvolvimento das cidades”, explica o coordenador do Sustainable Urban Metabolism for Europe.

À procura do metabolismo urbano, os investigadores definiram alguns pontos críticos, onde acções racionais reduzem dramaticamente o impacto ambiental.

“Se pudermos fazer três ou quatro viagens por dia numa área como esta, sem sair da cidade, não necessitamos do carro. E usamos, claro, muito menos energia, não há emissões de CO2, não temos de usar tanto terreno. Portanto, isto é eficaz em muitos aspectos”, garante Schremmer.

O Sustainable Urban Metabolism for Europe (SUME) envolve uma parceria de instituições de nove países e dois continentes. O objectivo é definir como os futuros sistemas urbanos podem ser projectados de uma forma menos prejudicial para o ambiente do que a actual.

Estas investigações científicas têm objectivos específicos, como a redução dos consumos ou da poluição. Desenvolvem também a consciência ecológica das pessoas envolvidas, como é o caso de Agnete Dorph-Jensen: “Ao viver aqui, podemos ajudar o planeta. Acho que isso é muito importante. Mas estamos tão longe da cidade que necessitamos de ter um carro. Acho que se tivéssemos um carro para partilhar, seria perfeito.”

A experiência de Aarhus criou as condições para a existência de uma interacção com as políticas locais. A partir desta abordagem, o município já está a definir os próximos passos, como revela o arquitecto da Câmara Municipal, Niels-Peter Mohr. “Também queremos fazer novas cidades. Temos quatro cidades em estudo e todas elas estão relacionadas com o novo sistema de linhas de eléctrico. Desta forma, os futuros cidadãos de Aarhus, poderão ter um novo sistema de eléctrico e viver numa casa que é sustentável, como as que viram”.

Além da Dinamarca, o projecto envolve Itália, Portugal e França, onde outras experiências-piloto estão localizadas.

Ao evidenciar sustentabilidade económica e ecológica, estas construções cooperativas devem disseminar um novo modelo construtivo a adoptar em construções futuras.

“Demos a possibilidade aos políticos de dizerem que já não é ficção. Agora, podemos mudar os regulamentos e leis de construção, baseando-nos neste tipo de projecto”, diz Palle Jorgensen.

Casas mais ecológicas e cidades sustentáveis estão na base destes projectos, que pretendem demonstrar que é possível desenvolver formas de planeamento e construção menos prejudiciais para o ambiente.

Mais informações nos sítios

www.she.coop

www.sume.at

http://pt.euronews.net/2010/12/15/casas-verdes-cidades-sustentaveis/

Prevenção contra o HIV 29/11/10 16:36 CE

Um estudo recentemente publicado no New England Journal of Medicine revela que a prevenção do HIV pode tornar-se acessível sob a forma de um comprimido tomado diariamente e já utilizado no tratamento da mesma infecção.

O estudo envolveu cerca de 2500 pessoas em alto risco e os resultados apontam que o medicamento, chamado Truvada, possa ser aplicado noutras populações em risco de contraírem o vírus.

http://pt.euronews.net/2010/11/29/prevencao-contra-o-hiv/

Poupança terá contribuído para desastre no Golfo do México 06/01 04:03 CET

A BP e os parceiros da petrolífera tomaram uma série de decisões relacionadas com corte de custos operacionais que contribuíram para o derrame de petróleo no Golfo do México no ano passado. A conclusão surge no relatório final da comissão de inquérito da Casa Branca às causas do desastre ambiental.

A comissão afirma que a BP e os colaboradores no poço Macondo não tinham um sistema para garantir a segurança das operações.

A conclusão é bastante diferente da publicada no primeiro relatório que avançava não terem sido encontradas evidências de que as empresas ligadas àquela exploração sacrificaram a segurança para poupar dinheiro.

Embora a comissão não tenha autoridade para estabelecer políticas ou punir companhias, as conclusões podem influenciar futuros casos civis e criminais relacionados com o derrame.

http://pt.euronews.net/2011/01/06/poupanca-tera-contribuido-para-desastre-no-golfo-do-mexico

Estados Unidos: Perante o paradoxo da China Desacordos políticos e comericiais no pano de fundo das relações bilaterais

Washington, 29 Dez - As relações sino-americanas enfrentaram uma série de desafios durante o ano de 2010, isso enquanto os laços entre as duas maiores economias mundiais parecem mais do que nunca estar numa disputa sem limites.

Analistas das relações China – Estados Unidos falam dos factores que têm dificultado a aproximação entre os dois países.

O ano de 2010 iniciou com a China a cortar as relações militares com os Estados Unidos, e dias depois, a companhia Google revelava foi alvo de um ataque altamente sofisticado com origens na China.

Em Fevereiro, o presidente Barack Obama encontrou-se com o líder espiritual Tibetano Dalai Lama, isto apesar de protestos de Pequim, que levantaram questões sobre uma possível ausência do presidente chinês Hu Jintao na cimeira sobre a Segurança Nuclear de Abril em Washington. No final o líder chinês acabou por participar no evento.

Cheng Li do Brookings Instituto descreve as relações sino-americanas.

“É um paradoxo de esperança e medo; é um paradoxo de progresso e de tremendos problemas, um paradoxo de confiança e possível desastre.”

As duas nações deram início este ano da cooperação no domínio de energias alternativas, mas desentenderam-se sobre as taxas de câmbio aplicadas a moeda chinesa, bem como noutras questões comerciais.

Bonnie Glaser trabalha com um grupo de pesquisas do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais em Washington.

“Penso que ambos lados perceberam que é difícil gerir as relações e de forma cordial. E com a visita de Hu Jintao prevista para Janeiro próximo, será colocado um grande desafio a ambos os países.”

O Mar do Sul da China, reivindicado pelo governo chinês como parte do seu território, tornou-se num outro ponto de contencioso. Washington ofereceu para mediar as disputas territoriais entre a China e os seus vizinhos do Sudeste Asiático, mas Pequim rejeitou rispidamente a proposta.

Um mês mais tarde, o governo chinês anunciou o envio de um submarino para o extremo sul do Mar Amarelo, assumindo-se assim como o senhor da situação.

A China parece não ter sido afectada pela crise financeira global, e tem reforçado o seu poder na arena internacional.

Cheng Li do Brookings Instituto diz que tanto a China e os Estados Unidos entrada numa escalada perigosa de disputas económicas, que começam a ser encaradas como ameaças recíprocas.

“Quando se começa a pensar que a ameaça chinesa é real, ela acaba por sê-la. Se se pensar que a política americana é anti-chinesa, ou seja que os Estados Unidos querem conter a China, tarde ou cedo isso acabará por acontecer. Vai ser uma realidade. Por isso é um perigo.”

Cheng Li diz que os líderes políticos em ambos os países precisam de aceitar o confronto que coloca o crescimento da China, e adianta que a situação poderá piorar se persistir a incompreensão.

Sophie Richardson é directora da região Asia, da Human Rights Watch.

“ O tipo de progressos que vimos na China, infra-estruturas, económicas e alguma liberdade social, muitos deles são importantes, e é uma clara opção da parte do governo chinês. Mas não tem havido um aumento quantificável de melhorias no que toca aos direitos civis básicos e políticos, e esta é também uma escolha muito clara.”

Enquanto a China vai se crescendo, muitas e grandes são as expectativas, tanto internas como externas. E isto representa, segundo os analistas, uma oportunidade de escolha para o governo chinês, que deverá atender as essas expectativas ou simplesmente as ignorar.

http://www.voanews.com/portuguese/news/12_29_10_us_china_yearender-112617219.html

O Governo moçambicano confirma sequestro de navio

O barco Vega 5, desaparecido no dia 27 de Dezembro último em Bazaruto, no banco de Sofala, com 24 pessoas a bordo, foi sequestrado por piratas do mar e já saiu das águas territoriais nacionais.

Segundo o Vice-Ministro das Pescas, Gabriel Muthisse, o barco foi visto ontem ao largo da Tanzânia.

Gabriel Muthisse diz que os dados em poder do Governo indicam que se trata de uma acção de pirataria e que um dos piratas deve estar no interior do barco. Para Muthisse, há questões relacionadas com o interesse dos piratas por um barco pequeno de pesca e sem mercadoria valiosa.

Levou tempo para confirmar, mas agora o Governo moçambicano reconhece que a embarcação Vega 5 foi mesmo sequestrada.

Moçambique e seus parceiros estão a trabalhar no sentido de garantir que as pessoas a bordo do barco sejam salvas.

O Vice-Ministro Muthisse reuniu-se no início da tarde de hoje com o Embaixador da Espanha. Dois dos 24 cidadãos a bordo do barco são espanhóis.

O representante diplomático espanhol, Eduardo Lopez, também está muito preocupado com a segurança dos 24 indivíduos.

Eduardo Lopez diz que o barco está nas mãos dos piratas fora das águas territoriais de Moçambique, mas que ainda não chegou à Somália.

O assunto do sequestro do barco moçambicano é considerado muito delicado no País com uma longa costa marítima e com portos que recebem navios de todos os cantos do Mundo.

http://www.voanews.com/portuguese/news/01_05_2011_moz_ship_update-112956714.html

Costa do Marfim continua mergulhada na incerteza

Costa do Marfim após um dia de esperança numa solução política, a incerteza e a ansiedade regressaram: o presidente Laurent Gbagbo não levantou (como prometera) o cerco ao hotel em Abidjan onde reside o seu rival, Alassane Ouattara.

E Gbagbo, tendo dito que aceita negociar uma saída para a crise, sem pré-condições, ainda não concordou em transferir o poder para o seu rival, Ouattara, reconhecido universalmente como o vencedor das últimas presidenciais.

A CEDEAO aproveita para dizer que, apesar da anunciada realização de negociações, mantém a ameaça de depor Gbagbo pela força, até que ele aceite abandonar o poder.
"Deixem-me dizer sem margem para equívocos que a opção militar continua na mesa" – declarou James Gbeho, da CEDEAO.

Esclareceu, no entanto, que a sua organização e a União Africana, tencionam explorar todas as avenidas para uma solução pacífica, ainda que a probabilidade de êxito seja diminuta. Afirmou que, dos contactos com Gbagbo e Ouattara, ficou a ideia de que será possível um acordo para evitar a via militar.

Uma vez que Gbagbo ainda controla o exército, uma operação militar para o retirar do poder seria potencialmente sangrenta. E muitos imigrantes dos países da CEDEAO na Costa do Marfim, ficariam sujeitos a represálias.

James Gbeho afirma que a CEDEAO está ciente das dificuldades, mas não hesitará em recorrer à força, se for necessário: "Nós estamos conscientes dos perigos da opção pela via da força, particularmente num país como a Costa do Marfim. Trata-se de uma opção que deve ser considerada com muita ponderação. Mas se for preciso recorrer à força é isso mesmo que vai acontecer".

Os mediadores africanos dizem que em caso algum aceitarão uma partilha do poder; que Ouattara é o vencedor legítimo das eleições, e que Gbagbo tem que se ir embora. Há até a hipótese de vir viver para os Estados Unidos, no estado da Geórgia, onde tem familiares. Mas para já, todas as indicações que ele dá, é de que não cede o poder.

http://www.voanews.com/portuguese/news/Costa-do-Marfim-continua-mergulhada-na-incerteza-112957014.html

ANÁLISE-Fundo do Goldman Sachs ligado ao Facebook desafia SEC

Por Joseph A. Giannone e Sarah N. Lynch

NOVA YORK/WASHINGTON (Reuters) - Os esforços do Facebook para levantar até 1,5 bilhão de dólares fora de ambientes regulados é o mais recente ataque aos muros que separam os mercados privado e público.

O Goldman Sachs enviou uma carta aos seus clientes mais ricos com uma oferta atraente: um fundo especial que será acionista da maior rede social do mundo.

As transações com ações de empresas de Internet de capital fechado chamaram a atenção da Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos, que agora precisa decidir se irá fechar o cerco sobre investidores e companhias que podem estar se esquivando das regras nos registros contábeis ou se precisa deixar essas regulamentações mais claras.

"Você pode ter pessoas provavelmente criando mercados privados que rivalizariam com os ambientes regulados de bolsas para garantir uma quantia significativa de dinheiro a grandes empresas sem que essas empresas tenham que se expor como companhias abertas", disse Donald Langevoort, professor de regulação de mercado de capitais da Universidade de Georgetown.

Tradicionalmente, empresas pequenas nascem com expectativa de realizar uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) e conseguir listagem em bolsa. Mas exigências fiscais e outros obstáculos regulatórios tornaram esse caminho menos atraente, ao mesmo tempo em que novas tecnologias e fontes alternativas de capital tornam a abertura de capital menos crítica.

Isso contribuiu para o aumento das plataformas online de operação de mercados que unem compradores e vendedores de participação em companhias privadas.

A SecondMarket, plataforma online que opera ações do Facebook e de outras empresas de capital fechado, disse à Reuters na segunda-feira que recebeu uma solicitação por informações da SEC na sexta-feria. A SEC não comenta a possibilidade de uma investigação no mercado privado.

Sob a legislação dos EUA, se uma companhia tiver mais de 500 detentores de registro de ações, ela é obrigada a ter registro na SEC e a emitir comunicados Mas instituições financeiras como o Goldman Sachs podem evitar a obrigatoriedade de comunicados públicos com o uso de um veículo especial de investimentos. Esses fundos podem oferecer a diversos investidores a oportunidade de comprar ações que permanecerão listadas sob o registro do Goldman Sachs, que aparece como um único acionista detentor dos papéis.

Alguns advogados da área acreditam que a SEC pode intervir, caso decida que o Facebook está tentando se esquivar das regulações do mercado de capitais.

Para o advogado Stephen Nelson, a recente crise financeira mostrou a necessidade de que reguladores tenham o máximo de informação possível para melhor fiscalizar os mercados.

"Quando há entidades como o Facebook, que não são registradas e não informam à SEC sobre suas atividades, quanto mais esse tipo de coisa acontece, mais burros ficam os reguladores e piores ficam suas decisões", afirmou. "E isso me assusta."

(Reportagem adicional de Jonathan Spicer)

http://br.reuters.com/article/internetNews/idBRSPE7040GW20110105

UE diz que ONU deve inspecionar instalações nucleares do Irã

Por Justyna Pawlak

BRUXELAS (Reuters) - O órgão executivo da União Europeia afirmou na quarta-feira que cabe à agência nuclear da ONU inspecionar as instalações atômicas iranianas, depois que Teerã convidou representantes da UE a explorar os locais este mês.

A Comissão Europeia disse que ainda não havia respondido ao convite enviado para alguns embaixadores, incluindo os da UE, junto à Agência Internacional de Energia Atômica (AEIA) em Viena, semanas antes de uma segunda rodada de conversações entre o Irã e seis potências mundiais sobre seu polêmico programa nuclear.

O Irã convidou a UE, bem como China, Rússia e outros países para a visita, em uma iniciativa que levantou suspeitas no Ocidente sobre a ação se constituir num verdadeiro passo para uma maior transparência nuclear ou um golpe de relações públicas, destinado a dividir as grandes potências e ganhar tempo para mais avanços atômicos.

O Ocidente suspeita que o programa nuclear iraniano é voltado para a fabricação de bombas. Teerã diz que tem fins energéticos exclusivamente pacíficos.

Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha --duas das principais potências ocidentais envolvidas na diplomacia do impasse sobre as intenções do Irã-- disseram que o gesto não tem valor. Os dois países e a França não foram convidados para a visita, segundo diplomatas.

A UE disse que as inspeções devem ser efetuadas por especialistas da AIEA, e não por embaixadores da agência da ONU convidados por Teerã.

"Ainda não respondemos à carta," disse um porta-voz da Comissão Europeia, em entrevista à imprensa na terça-feira.

"Mas o que queremos destacar é que há um processo em andamento e que cabe à AIEA a inspeção das instalações nucleares iranianas... Eles têm as pessoas para inspecioná-los." A Hungria, que foi incluída na oferta iraniana e mantém a presidência rotativa do bloco de 27 países até o final de junho, disse que os governos da UE iriam preparar uma resposta conjunta com a comissária da UE de Relações Exteriores, Catherine Ashton.

Mas a hesitação do bloco em aceitar rapidamente a oferta sugere que ela poderá ser recusada.

"Estamos em consulta com todos os Estados membros e com o Alto Comissariado. A posição será anunciada logo que estiver delineada," disse a repórteres o ministro de Relações Exteriores húngaro, Janos Martonyi, em Budapeste.

Ashton viaja a Israel e à Cisjordânia nesta quarta e na quinta-feira.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que os embaixadores foram convidados a viajar ao país antes que Teerã e seis potências mundiais se reúnam em Istambul, no final de janeiro.

Mas a Grã-Bretanha disse que "uma visita rigidamente controlada a instalações selecionadas não deverá prover as garantias necessárias para a comunidade internacional" sobre o programa nuclear iraniano.

Os inspetores da AIEA verificam regularmente as instalações nucleares iranianas, com a de Natanz --a usina de enriquecimento de urânio que está na agenda proposta da visita dos embaixadores-- para garantir que não haja fabricação secreta de armas nucleares.

Mas a AIEA diz que o Irã recusa as inspeções sem restrições, que vão além das instalações nucleares declaradas, como exigido pelo Protocolo Adicional da agência, portanto não pode haver confirmação de que todos os materiais nucleares no Irã tenham fins pacíficos.

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRSPE7040J420110105?pageNumber=2&virtualBrandChannel=0

ONU quer mais mantenedores de paz para Costa do Marfim

Por Tim Cocks e Louis Charbonneau

ABIDJAN/NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - A Organização das Nações Unidas (ONU) quer entre mil e dois mil soldados da força de paz adicionais para a Costa do Marfim, no momento em que a entidade pressiona o líder Laurent Gbagbo a renunciar a seu posto depois das eleições.

O país do oeste africano está numa situação tumultuada desde a eleição de 28 de novembro. Potências ocidentais e Estados africanos dizem que Gbagbo foi derrotado pelo seu adversário, Alassane Ouattara, levando a um impasse que já matou mais de 170 pessoas e gerou temores de uma guerra civil.

O chefe das operações de manutenção de paz da ONU, Alain Le Roy, disse à Reuters que a entidade iria pedir formalmente entre mil e dois mil soldados adicionais para a Costa do Marfim às 15 nações do Conselho de Segurança, e disse que esperava que eles pudessem ser enviados em semanas.

O governo de Gbagbo exigiu novamente que a missão de paz da ONU deixasse o país, depois que a entidade disse que Ouattara foi reconhecido como o vencedor da eleição. A ONU já enviou dez mil soldados ao país desde a guerra civil de 2002-03.

O bloco regional da África Ocidental (Cedeao) ameaçou Gbagbo de uso da força, caso ele não ceda o poder a Ouattara, mas disse que a intervenção seria o último recurso, mantendo a porta aberta a negociações quando Gbagbo aceitou realizá-las.

Uma solução para a crise no maior produtor mundial de cacau agora parece distante. Ouattara rejeitou a oferta de negociações, dizendo que o uso da força é a única solução.

Ele disse à televisão France 24 que Gbagbo "deve deixar o poder para permitir que a Costa do Marfim volte ao normal" e que uma intervenção militar não desencadeará necessariamente uma nova guerra civil.

Analistas duvidam que a Cedeao tenham os meios ou a vontade de usar a força, o que poderia levar a uma guerra urbana destruidora, com muitas vítimas civis.

(Reportagem adicional de Ange Aboa)

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRSPE7040OG20110105

Republicano John Boehner é novo presidente da Câmara dos EUA

Por Thomas Ferraro e Andy Sullivan

WASHINGTON (Reuters) - Os republicanos atenuaram seus planos para cortes profundos dos gastos do governo dos Estados Unidos, no momento em que assumiram o poder da Câmara dos Deputados na quarta-feira, voltando atrás na promessa fundamental que ajudou na sua vitória na eleição de novembro.

Um importante republicano também indicou que o partido poderá colaborar com a administração do presidente Barack Obama, um democrata, para evitar uma crise da dívida nos próximos meses.

"Nossos gastos ultrapassaram nossas capacidades, e nossa dívida em breve será maior do que toda a nossa economia. O trabalho árduo e as decisões difíceis serão necessários", disse presidente eleito da Câmara, John Boehner, em trechos de um discurso.

Boehner assume o lugar da democrata Nancy Pelosi.

O controle pelos republicanos da Câmara e sua minoria maior no Senado inaugura uma nova era de governo dividido, após seus grandes ganhos nas eleições, devido principalmente à raiva do eleitor com o desemprego e o déficit de 1,3 trilhão de dólares.

Mas os democratas de Obama ainda controlam o Senado e podem bloquear a agenda republicana, que inclui um plano para revogar a reforma na saúde e os maiores controles sobre Wall Street.

O futuro líder de orçamento da Câmara, o republicano Paul Ryan, disse ao programa "Today" da rede NBC que uma promessa de campanha republicana de cortar 100 bilhões de dólares nos gastos deste ano tinha sido "comprometida" pela dinâmica dos gastos já em andamento.

Os cortes reais apresentados podem ser "significativamente menores" do que os 50 bilhões de dólares, disse um assessor, porque o ano fiscal estará na metade quando os republicanos tiverem a chance de alterar os gastos. Um acordo de impostos em dezembro mostrou que Obama e a oposição podem trabalhar juntos, mas a cooperação é difícil em muitas questões, com os Estados Unidos se recuperando lentamente de sua pior recessão desde a década de 1930.

Ryan disse que vai tentar obter concessões de gastos do governo Obama em troca de um aumento do teto da dívida nacional.

"Eu não estou interessado em elevar o teto da dívida na esperança de que a promessa seja cumprida num momento posterior", disse Ryan à MSNBC.

"Eu só estou interessado em elevar o teto da dívida se conseguirmos concessões nos gastos, nos controles reais para reverter a situação fiscal e ir na direção certa."

Os comentários sugerem que os republicanos estão dispostos a trabalhar com Obama sobre o aumento do nível da dívida pública, mas as negociações poderão fracassar antes das votações, em março ou abril.

Na Casa Branca, o porta-voz Robert Gibbs instou os republicanos a colaborarem com a votação do limite da dívida "de uma forma que seja responsável e que não comprometa a plena fé e o crédito de nosso governo".

Os dois partidos terão seu primeiro grande embate na próxima semana, quando líderes republicanos da Câmara pretendem vetar a reforma da saúde de Obama. A ação será com certeza repelida pelo Senado, liderado pelos democratas, mas a votação poderá definir o tom dos combativos primeiros meses.

Pelosi disse que o Congresso deve se concentrar na alta taxa de desemprego, que custou aos democratas a derrota nas eleições.

"Nossa tarefa mais importante é lutar por empregos. Os democratas vão avaliar o que será apresentado ao Congresso pelo critério de o que gera empregos, fortalece a classe média e reduz o déficit, sem sobrecarregar as gerações futuras com dívidas," disse ela.

Obama terá a oportunidade de oferecer sua própria visão no início do ano, quando fizer o discurso do Estado da União ao Congresso e revelar o novo orçamento. Ele poderá propor uma reforma tributária, como forma de chegar a um acordo importante com os republicanos.

(Reportagem adicional de Richard Cowan, Alister Bull e David Morgan)

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRSPE7040HB20110105?pageNumber=2&virtualBrandChannel=0

Petróleo nos EUA se recupera e fecha acima de US$90 o barril

NOVA YORK (Reuters) - Os futuros do petróleo negociados nos Estados Unidos se recuperaram e fecharam acima dos 90 dólares por barril nesta quarta-feira, conforme a inesperada e forte geração de empregos no setor privado do país e dados positivos do segmento de serviços impulsionaram o otimismo sobre a economia norte-americana.

Operadores também citaram compras de investidores após a onda de vendas nos mercados de commodities na véspera.

Um incêndio em um complexo industrial próximo a Roterdã, na Holanda, ajudou a dar suporte aos futuros.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato para fevereiro subiu 0,92 dólar, ou 1,03 por cento, a 90,30 dólares por barril.

Os preços no intradia variaram entre 88,10 dólares e 90,84 dólares.

(Reportagem de Robert Gibbons e Gene Ramos)


http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRSPE7040JO20110105

Emirates Airline lança tarifas especiais para clientes angolanos

Os clientes angolanos da Emirates Airline podem viajar de 1 a 28 de Fevereiro de 2011 para os Emirados Árabes Unidos pagando tarifas especiais (sazonais), que na classe económica começam nos mil dólares norte-americanos, sem taxas, soube hoje (quarta-feira) a Angop, em Luanda.

Segundo o responsável da companhia em Luanda, Luís Berenguel, Angola representa um mercado muito importante para a Emirates e essas tarifas visam apoiar a rota Luanda/Dubai e criar mais um catalizador para trocas comerciais e o turismo entre os dois países através da rede de destinos globais da empresa.

O lançamento da tarifa sazonal se enquadra num momento em que o Dubai se prepara para o “ Dubai Shopping Festival” que decorre entre os dias 20 de Janeiro e 20 de Fevereiro. Neste período os turistas beneficiarão de compras isentas de impostos, bem como de descontos de até 50 porcento numa vasta maioria de produtos.

A Emirates Airline voa de Luanda para Dubai as terças, quintas e domingos. O voo parte de Luanda às 18 horas, chegando às 4 h 50 ao Dubai (dia seguinte). O voo de regresso sai às 10 horas do Aeroporto Internacional de Dubai (4 horas tempo de Angola), chegando a Luanda às 15h10.

Com uma frota de 153 aeronaves do tipo Airbus A380, a Emirates Airline voa actualmente para 109 cidades em todo mundo.

http://www.angonoticias.com/full_headlines_.php?id=29998