terça-feira, 28 de julho de 2009

INFRASAT lança serviços comerciais

INFRASAT lança serviços comerciais


Angop
Director executivo da Infrasat, Eduardo Continentino
Director executivo da Infrasat, Eduardo Continentino

Luanda - A INFRASAT, um projecto de comunicação via satélite, lançou hoje (quinta-feira), em Luanda, os seus produtos e serviços comerciais, que vão permitir às pessoas residentes em localidades rurais longínquas comunicarem-se com outras em qualquer ponto de Angola e no Exterior, através de telecentros.


Em entrevista à Angop, o Director Executivo da INFRASAT, Eduardo Continentino, disse que a empresa está já implantada nas 18 províncias do país, nos muncípios e nas comunas, locais onde não existem os seviços tradicionais de comunicação mormente telemóveis e rede de telefonia fixa, facilitando a comunicação entre os cidadãos independemente da sua localização.


Disse que o projecto utiliza uma tecnologia de ponta e já tem instalados mais de 500 telecentros e dispõe de 2000 aparelhos para sua utilização no sistema designado "liga-liga".


Os telecentros são unidades bem equipadas,com meios de comunicação via satélite, têm a capacidade de quatro linhas telefónicas e uma linha de acesso à internet. As chamadas e serviço de internet serão feito a partir de cartões de recarga em valores que podem ser 100 kwanzas (para 5 minutos), Akz 280 (10 minutos) Akz 380 (30 minutos) e de 550 kwanzas, para mais de 30 minutos.


Os valores, relativamente baixos de acesso aos produtos e serviços da INFRASAT,vão permitir que as pessoas de baixa renda possam usufruir destas oportunidades que o Estado angolano coloca à disposição dos cidadãos, sem exclusão, disse o responsável.


INFRASAT, inaugurado pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, em Setembro do ano passado (2008), é um projecto do governo angolano, está a ser executado pelo Grupo Telecom e custou aos cofres de Estado cerca de 100 milhões de dólares norte-americanos.


De acordo com o director executivo, a instituição é servida por 5 estações de satélites que garantem a fiabilidade e alta qualidade dos serviços prestados às empresas e às instituições públicas.


A INFRASAT emprega 96 pessoas das quais mais de 30 porcento são mulheres.

Cuba manifesta gratidão a Angola


Cubanos e amigos do povo da Ilha em todo mundo celebraram, ontem, o 56º aniversário do assalto ao Quartel-general de Moncada em Santiago de Cuba, e ao Quartel de Cespedes. Uma data de insubstituível valor histórico, não apenas para o país de Fidel, agora sob liderança de Raul Castro Ruz, mas para todo o mundo, como nos diz Emiliano Manresa Porto, primeiro secretário da embaixada de Cuba em Angola.
Em entrevista ao Jornal de Angola, o diplomata apresenta as razões que fazem do 26 de Julho de 1953 uma data sempre actual. Recentemente, o Presidente Raul Castro visitou pela segunda vez Angola, em seis meses, um facto político recente que, sem precisar de grande esforço, é também consequência do feito protagonizado por Fidel, Raul e outros jovens cubanos de então, que diante da falta de alternativas ao regime ditatorial de Fulgêncio Baptista, resolveu invadir o quartel-general de Moncada, em Santiago de Cuba, e Cespedes.
“Do ponto de vista militar aquele heróico gesto fracassou, mas foi precisamente este facto que determinou o triunfo da revolução no dia 1 de Janeiro de 1959, pois, entre outras coisas, não se verificou o factor surpresa, tal como se pretendia, e tal levou a que Fidel, Raul, e outros jovens fossem para a prisão”, conta o diplomata.
Ao falar do golpe ao regime de Fulgêncio Baptista, precisamente na data em que completaria o seu centenário, Emiliano Manresa Porto não resiste à tentação de recordar o julgamento de Fidel Castro. “Ao ser acusado de assalto ao quartel, diante do Tribunal de Excepção de Santiago de Cuba, Fidel, que era advogado, fez a sua própria defesa, apresentando um discurso que ficou conhecido como ‘a história me absolverá’”, afirma o diplomada.
Os ideais de liberdade plasmados no discurso de Fidel converteram-se num programa político seguido pela maioria do povo cubano. “Este programa político e o gesto heróico daqueles jovens obrigou o tirano Fulgêncio Baptista a amnistiar aqueles jovens que partiram para o México e organizaram o seu regresso a Cuba”.
Foi nesta altura que Fidel Castro conheceu Ernesto Rafael Guevara de la Serna, um jovem médico de nacionalidade argentina, que mais tarde viria a tornar-se no mito “Ernesto Che Guevara”. Os guerrilheiros comandados por Fidel Castro instalaram-se na região da Sierra Maestra, onde desenvolveram combates que viriam a determinar o triunfo da revolução no dia 1 de Janeiro de 1959.
“Com o triunfo revolucionário se desenvolveram os distintos programas, como a campanha de alfabetização em 1961, a reforma agrária com base na qual se reverteu a propriedade da terra aos camponeses, e outras importantes medidas de carácter revolucionário em benefício do povo e a libertação dos povos oprimidos no mundo”, conta Manresa Porto.

A reacção americana

O triunfo da revolução cubana representa o fim da opressão ao povo cubano e a queda do regime ditatorial de Fulgêncio Baptista, um acontecimento que mereceu a solidariedade de muitas nações, mas que foi “desaprovada” pelos Estados Unidos da América. “Desde o primeiro momento do triunfo revolucionário, o Governo dos EUA começou a aplicar medidas de agressão ao povo cubano para impedir o avanço do processo revolucionário”, afirma o diplomata cubano.
Essas medidas a que se refere Manresa Porto viriam a desembocar no bloqueio económico decretado pela Administração da Casa Branca no dia 19 de Outubro de 1960. “É um bloqueio cruel e desumano que persiste há já quase 50 anos, que impede o normal desenvolvimento das relações económicas e comerciais de Cuba, não apenas com os EUA, mas também com outros países, aos quais o governo norte-americano aplica extraterritorialmente as suas leis, afectando gravemente o desenvolvimento da economia cubana”, acusa o diplomata.

Direito de autodefesa

A coisa de 10 anos, Cuba bate-se pela libertação de cinco cidadãos seus que se encontram presos em território norte-americano acusados de espionagem. Um tema que mereceu também a reflexão de Manresa Porto na conversa com o Jornal de Angola: “a administração dos EUA permite que grupos terroristas de origem cubana levem a cabo actos de sabotagem, atentados contra os principais dirigentes da revolução, introduzem vírus, e protagonizam outras acções que afectam não só a economia do país, mas também a segurança e saúde da população cubana”, afirma.
Os prejuízos provocados por estes grupos de cubanos a partir de células no exterior, e o risco que os mesmos representam para a segurança do país, levaram a que o Governo cubano levasse a cabo uma série de acções no sentido de desarticular tais células, como conta o primeiro secretário da embaixada de Cuba: “A revolução cubana teve de defender-se para detectar os planos destas organizações terroristas, conseguindo penetrar dentro destes grupos de origem cubana como medida de autodefesa a favor dos interesses do povo cubano”.

Cinco heróis cubanos
na América


Emiliano Manresa Porto afirma que os resultados da acção contra as células terroristas foram positivos, uma vez que as infiltrações permitiram frustrar vários planos contra interesses do Estado cubano. Entretanto, essa acção sofreu um revês quando cinco elementos enviados por Havana acabaram por ser denunciados e presos acusados de espionagem. “Em momento nenhum esses jovens agiram contra os Estados Unidos da América. Esses cinco jovens cubanos foram submetidos a injustas medidas de prisão durante mais de 10 anos, numa situação que viola as próprias leis e procedimentos dos EUA, como também viola as normas internacionais, incluindo direitos humanos”, afirma o diplomata, sublinhando que três dos cubanos combateram e defenderam a independência e a integridade do território angolano contra o regime do Apartheid.

A solidariedade
inquebrantável de Angola


O 26 de Julho de 1953 é uma data que se faz presente em todos os momentos da vida do povo cubano e também dos seus amigos. Uma data que permite perceber a complexidade das relações entre Cuba e os Estados Unidos da América, mas também a profundidade da aliança entre a ilha e Angola, daí que Emiliano Manresa Porto aproveita a passagem do aniversário do assalto ao quartel-general Moncada para “agradecer ao povo angolano pela simpatia e carinho que tem manifestado para com Cuba”.
Em várias ocasiões o Chefe de Estado José Eduardo dos Santos manifestou a sua solidariedade e do povo angolano para com a causa cubana e pediu o fim do bloqueio económico imposto pelos EUA, considerando-o “absurdo e anacrónico”.
“Angola manifestou a sua disposição de permanecer junto do povo cubano nos momentos difíceis como aquando do furacão que assolou Cuba, no ano passado, mas também se solidarizou na luta contra o bloqueio, denunciando junto aos demais povos do mundo, na assembleia geral das Nações Unidas e noutros fóruns. E Cuba tem grande reconhecimento por isso”, afirma o diplomata, referindo-se a outras esferas de colaboração, nomeadamente cultural, científica e económica.

Administração Obama

Desde o mês de Janeiro que a Casa Branca tem um novo inquilino. O presidente Barack Obama tem demonstrado interesse em manter contactos ao mais alto nível com Cuba, algo que para muitos analistas, “representa um passo importante, mas insuficiente para corresponder às expectativas de Havana de ver, um dia, levantado o bloqueio económico”.
“Entretanto”, diz Emiliano Manresa Porto, “Cuba já expressou o seu respeito para com o povo dos EUA e sua disposição para conversar com os governantes americanos sobre temas de interesse bilateral, com base no princípio da igualdade e respeito da soberania de Cuba”.
O levantamento do bloqueio económico é um assunto cada vez mais adiado, segundo analistas, que se mostram cépticos quanto a possibilidade disto vir a acontecer, tendo em conta o que consideram “sinais de indisposição de Havana em fazer concessões”, e a “postura implacável dos congressistas republicanos para com o regime cubano”.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Militares da União Africana ajudam a travar guerrilheiros

No sábado, dez pessoas morreram e 37 ficaram feridas durante confrontos armados. Os revoltosos lançaram, em 7 de Maio, uma ofensiva para derrubar o Presidente Sharif Sheikh Ahmed. As milícias, Al Shabab, controlam grande parte do sul do país e a cidade de Mogadíscio.Os combates de ontem, aconteceram após uma ofensiva das forças governamentais, apoiadas por tanques da AMISOM, no bairro de Abdiasis, zona norte da capital. “Avançamos sobre as últimas posições no norte de Mogadíscio e vários dos seus combatentes morreram, hoje, de manhã, nas ruas“, declarou um dos comandantes da polícia local, Abdulahi Duale, à agência de notícias France Presse. “Perdemos dois soldados na batalha desta manhã”, declarou. Sete civis também foram feridos por disparos de morteiro no bairro do mercado de Bakara, o mais importante da cidade. Um parlamentar somali, Salad Ali Jelle, que participou nos combates, disse que, pelo menos, 40 rebeldes tinham sido mortos, mas os números não foram confirmados. Esta foi a primeira vez que as tropas da AMISOM tiveram de intervir e participar directamente em combates. “ As nossas tropas estavam em perigo eminente, por isso tomamos acções limitadas. Mas isso não quer dizer que estamos completamente envolvidos nos combates”, disse o porta-voz da União Africana, Bahoku Barigye. Os 4.300 soldados da AMISOM têm como atribuições defender o porto, o aeroporto e prédios do Governo, na capital. Podem defender-se de ataques, mas, geralmente, evitam confrontos para preservar a neutralidade.

Reunião ministerial dos Não-Alinhados tem início hoje em Sharm El Sheikh

A reunião ministerial do Movimento dos Países Não-Alinhados, que começa hoje, na cidade egípcia de Sharm El Sheikh, propõe-se analisar e votar os documentos que vão ser adoptados na Cimeira dos Chefes de Estado ou seus representantes, que decorre nos dias 15 e 16, naquele país africano.Os peritos dos Estados membros do Movimento terminaram ontem, num hotel de Sharm El Sheikh, os trabalhos, tendo concluído todos os documentos a submeter, hoje, ao encontro de ministros. O embaixador angolano junto dos organismos internacionais em Genebra, Manuel Arcanjo, disse aos jornalistas que os aspectos mais importantes na Declaração Económica, a ser submetida pelos peritos ao encontro dos ministros, relaciona-se com segurança alimentar, crise económica e financeira mundial e mudanças climatéricas.O diplomata considerou que as mudanças climatéricas “têm um impacto bastante significativo sobre a segurança alimentar e a situação económica”, sobretudo em países em desenvolvimento.Manuel Arcanjo revelou que as questões políticas que tiveram mais impacto na reunião de peritos giraram à volta da actualidade político-económica internacional, tendo sido citados os casos da Somália, Honduras e Iraque.Os peritos apreciaram, também ontem, uma proposta submetida pelo Egipto, que aborda uma série de aspectos relacionados com a actualidade internacional. Até à altura do fecho desta edição, a proposta continuava a ser discutida.