quarta-feira, 23 de setembro de 2009

ONU abre Assembleia anual 23/09 07:25 CET

Nações Unidas: ONU abre Assembleia anual

A assembleia anual da ONU abre esta quarta-feira em Nova Iorque.

O encontro anual de chefes de estado contará pela primeira vez com a presença do presidente norte-americano, Barack Obama.

O clima continuará a figurar alto na agenda das discussões. Armas nucleares e pobreza são outros temas a debater.

Na terça-feira, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, convocou uma cimeira de um dia sobre as mudanças climáticas.

O evento contou com a presença de mais de uma centena de chefes de estado.

No entanto, apesar das esperanças, a cimeira não resultou em medidas concretas.

O presidente chinês, Hu Jintao, anunciou que o seu país vai aumentar os esforços para melhorar a eficiência energética e limitar as emissões de dióxido de carbono.

Os Estados Unidos, outro dos países mais poluidores, classificou as propostas chinesas como úteis mas vagas uma vez que não contêm números específicos.

A menos de uma centena de dias para a cimeira de Copenhaga sobre o clima, em Dezembro, a falta de avanços concretos na busca de limites para as emissões de CO2 começa a ser motivo de preocupação.

Os Estados Unidos estão igualmente sobre pressão. Apesar da administração Obama já ter reconhecido o clima como uma área prioritária, os avanços a nível legislativo têm ficado aquém do desejado.

De recordar que os Estados Unidos e a China são ambos responsáveis por 40% das emissões globais, seguidos pela União Europeia com 14%.

Comissão do Golfo da Guiné com contribuições atrasadas


O Secretariado da Comissão do Golfo da Guiné está a viver fundamentalmente do apoio financeiro de Angola, oito meses depois da instalação da sua sede em Luanda. O país, que preside à organização há dez meses, está a suportar até agora os custos da instalação da Comissão, por falta de contribuição de alguns dos seus Estados membros, afirmou ontem o secretário-executivo, Miguel Trovoada.
O orçamento da Comissão do Golfo da Guiné, aprovado em Março último, tem um plano de acção estimado em quatro milhões de dólares, montante que a organização precisa para funcionar, afirma Miguel Trovoada.
O secretário executivo da Comissão do Golfo da Guiné reconheceu que muitos Estados membros contribuíram para o funcionamento da organização, mas outros ainda não cumpriram a sua obrigação.
Ontem, o Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, actual presidente em exercício da organização, recebeu um relatório de actividades sobre o funcionamento da Comissão, desde a sua instalação na capital angolana.
O documento, segundo Miguel Trovoada, resume as actividades desenvolvidas nos últimos meses pela organização e as suas perspectivas imediatas. Depois de aprovar o orçamento e iniciar o processo de redimensionamento do seu secretariado em Luanda, a organização iniciou um processo de selecção de quadros para o funcionamento, mas dificuldades financeiras, segundo Miguel Trovoada, não permitiram ainda avançar para a fase de enquadramento.
Miguel Trovoada reconheceu que o secretariado da organização enfrenta dificuldades para executar o orçamento na sua globalidade por falta de meios financeiros, atrasando a execução do seu plano de acção.
O secretário-executivo admitiu que a actividade material da organização está a ser afectada pelas dificuldades financeiras, mas diz que há indicação de que os Estados membros em falta vão fazer a sua contribuição em breve.
São Tomé e Príncipe mostrou-se indisponível em albergar uma reunião da organização sobre estabilidade e segurança na região, segundo o secretário-executivo da Comissão do Golfo da Guiné. A organização está agora a analisar a oferta de outro Estado membro para acolher a reunião, em Outubro próximo.
Angola assumiu em Novembro último, durante a segunda cimeira da organização, a presidência rotativa da organização. O Chefe de Estado angolano é, por isso, o actual presidente. O secretariado executivo da Comissão do Golfo da Guiné está sedeado em Luanda (Angola), desde a sua fundação, em 1999.
A Comissão do Golfo da Guiné trabalha para a cooperação e o desenvolvimento, para a prevenção, gestão e solução dos conflitos ligados à delimitação das fronteiras, exploração económica e comercial das riquezas naturais localizadas nos limites territoriais. Esta organização tem por objectivos reforçar os laços de cooperação e solidariedade que existem entre os estados membros, criar as condições de confiança mútua, paz e segurança propícias ao desenvolvimento harmonioso dos estados membros.
A organização é integrada por Angola, Nigéria, República Democrática do Congo, Congo-Brazzaville, São Tomé e Príncipe, Gabão, Camarões e Guiné Equatorial.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

HP mostra novos laptops ultrafinos e netbook elegante

http://br.reuters.com/article/internetNews/idBRSPE58E07L20090915

HP mostra novos laptops ultrafinos e netbook elegante

terça-feira, 15 de setembro de 2009 10:40 BRT
SAN FRANCISCO (Reuters)
- A Hewlett-Packard revelou diversos produtos novos para a temporada de compras de final de ano, entre os quais laptops finos e leves e um netbook projetado pelo artista holandês Tord Boontje.
A maior fabricante mundial de computadores conseguiu manobrar com sucesso em meio à forte queda nas vendas de computadores, ampliando sua fatia do mercado mundial a 20 por cento ainda que os consumidores e empresas tenham reduzido seus gastos.
Com o lançamento do novo sistema operacional Windows 7, da Microsoft, em 22 de outubro, muitos analistas esperam que as vendas de computadores pessoais iniciem uma lenta recuperação depois da forte queda vista no começo do ano.
E apesar da recessão, os fabricantes de computadores continuam a ver um mercado para modelos mais caros e elegantes voltados para quem pode pagar o preço.
A HP está celebrando sua entrada no mercado de computadores de alto preço e ultrafinos com a nova marca Envy. O Envy tem menos de 2,5 centímetros de espessura e pesa menos de 1,8 quilo, e terá uma software de interface especial que, segundo a empresa, permite maior personalização do aparelho, uma tendência crescente no mercado de computadores pessoais.
O modelo enfrentará diretamente o MacBook Air, da Apple, e o Adamo, da Dell. O Envy terá preço inicial de cerca de 1,7 mil dólares, enquanto Air e Adamo partem de 1,5 mil dólares.
Já que computadores finos e leves são a moda, a HP também lançará uma dupla de modelos de preço mais acessível nessa categoria.
O novo laptop para empresa, o ProBook 5310m, é classificado pela HP como "o mais fino notebook de alto desempenho do mundo", com espessura de 2,25 centímetros e que custa a partir de 699 dólares.
O HP Pavillion dm3, que traz como opcional um processador Intel CULV de baixo consumo de energia, tem preço inicial de 549 dólares. A espessura também é inferior a 2,5 centímetros, e a empresa anuncia que a bateria da máquina dura até 10 horas.
Os computadores pessoais se saíram melhor que os empresariais na crise, ajudados pela ascensão dos netbooks, aparelhos de baixo custo que estão mudando o mercado de PCs. Ultraportáteis e usados principalmente para acesso à Web, email e outras tarefas mais simples, eles atraíram muitos consumidores.
Nessa categoria, a HP lançou um modelo desenhado por Tord Boontje, que tem uma temática floral e ambiental em um design em três dimensões. O aparelho branco, voltado ao público jovem, será vendido por 400 dólares.
Pelo mesmo preço ,a HP também lançou outro netbook, o Mini 311. A máquina tem uma tela de 11,6 polegadas e plataforma Ion, da Nvidia, que reúne chip Atom da Intel e um processador gráfico Nvidia.

Acordo militar entre Venezuela e Rússia preocupa os EUA

Acordo militar entre Venezuela e Rússia preocupa os EUA
terça-feira, 15 de setembro de 2009 08:42 BRT
WASHINGTON (Reuters)
- O Departamento de Estado dos EUA manifestou na segunda-feira o temor de que a Venezuela gere uma corrida armamentista na região ao comprar 2,2 bilhões de dólares em armas da Rússia.
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou no domingo ter recebido um crédito da Rússia nesse valor para adquirir 92 tanques e modernos mísseis antiaéreos.

"Temos preocupações com o desejo declarado da Venezuela de aumentar seu acúmulo de armas, que para nós representa um sério desafio à estabilidade do Hemisfério Ocidental," disse o porta-voz Ian Kelly a jornalistas.

"O que eles estão buscando adquirir e o que eles estão adquirindo supera todos os outros países da América do Sul. E é claro que estamos preocupados com uma corrida armamentista na região."

Nos últimos anos, a Venezuela adquiriu mais de 4 bilhões de dólares em armas da Rússia, incluindo 24 caças Sukhoi.

Chávez reage às críticas dizendo que está modernizando as forças do seu país para fins defensivos. Ele está envolvido atualmente em uma disputa diplomática com a Colômbia sobre um acordo que permitiria o acesso de soldados dos EUA a mais bases militares no país vizinho. Para Chávez, as bases podem ser usadas como plataforma para um ataque à Venezuela.

domingo, 13 de setembro de 2009

A diplomacia e os discursos do Presidente

http://jornaldeangola.sapo.ao/19/46/a_diplomacia_e_os_discursos_do_presidente_1

Belarmino Van-Dúnem *

A diplomacia e os discursos do Presidente

12 de Setembro, 2009
No primeiro artigo sobre esta matéria, terminei afirmando que existe uma evolução e adaptação à conjuntura nos discursos sobre diplomacia proferidos pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos. Esta realidade pode ser constatada nos discursos feitos pelo Presidente de 1992 a 2004. Neste período, Angola viveu os seus primeiros anos de paz efectiva, num curdo período e, os anos de conflito de alta intensidade nunca antes vividos pelo povo angolano.
O Presidente José Eduardo dos Santos usou a diplomacia como instrumento para a busca da paz, na tomada de posse de novos membros do Governo, nos conselhos consultivos e nas reuniões metodológicas do MIREX, nos cumprimentos do corpo diplomático acreditado em Angola ou em mensagens de fim de ano dificilmente encontramos o termo “guerra” nos seus discursos. Em vez disso, de forma repetida, existe a insistência de que “a diplomacia angolana deve afirmar-se como instrumento de luta pela paz, igualdade e desenvolvimento económico e social dos povos, contra a injustiça e a ingerência nos assuntos internos de outros Estados soberanos” (Luanda, 25/08/1994: 131pp).
Na verdade, a questão da salvaguarda da soberania dos Estados era uma preocupação devido ao recrudescer do conflito interno em Angola que tinha o envolvimento de Estados que fazem fronteira com o nosso país. Sobre este assunto, no mesmo discurso, o Presidente salientava: “Na realidade, a ingerência externa nos seus assuntos continua a ser um dos maiores problemas de Angola…Trata-se de uma ingerência nefasta e inaceitável, que é, a todos os títulos, vestígio de uma ordem mundial caduca, cuja eliminação deveria ser por isso acelerada”. Nesta conjuntura, em que se reconhece o envolvimento de terceiros no conflito angolano, era de esperar que o discurso do Presidente, José Eduardo dos Santos, fosse mais belicoso, mas encontramos de novo a qualidade de diplomata e do uso adequado da diplomacia: “É nesse mundo em mudança que a nossa diplomacia vai desenvolver a sua acção e assumir-se como guarda avançada da defesa dos interesses nacionais junto de outros Estados e Nações e das instituições regionais e internacionais”.
Se até ao final da década de 80, o Presidente reconhecia as debilidades das missões diplomáticas nacionais, em 1994 existe o reconhecimento do trabalho que o MIREX vem fazendo fora do país: “O MIREX tem procurado cumprir na medida do possível as suas atribuições e alguns dos nossos diplomatas têm feito um esforço significativo para representar condignamente e defender os seus interesses…” Nos anos 90, a conjuntura internacional passou da guerra-fria para um mundo unipolar, onde o multilateralismo parecia o caminho inevitável para as relações internacionais. Portanto, houve a preocupação de ajustar as estruturas do MIREX: Convém por essa razão proceder à descentralização de competências para áreas geopolíticas, para que estas cumpram o seu verdadeiro papel na definição de políticas e orientações para os órgãos executivos externos de si dependentes. Neste quadro, é de sublinhar que a despartidarização dos princípios que norteiam a política externa e a diplomacia tem vindo a ser aplicada no respeito pelas novas regras de convivência democrática e multipartidária vigentes no país. Nesta mensagem, pode-se constatar a preocupação de ajustar a diplomacia angolana com a nova conjuntura nacional e internacional, nesse sentido não existe atropelos aos cânones diplomáticos porque apesar do país viver, na época, em guerra, o discurso de paz, diálogo e acção para fazer face aos problemas que se apresentavam está sempre patente.
No ano de 2002, o Presidente alertava: “As nossas missões diplomáticas devem dar a conhecer a real situação que o país vive, a fim de que não se façam deturpações nem quaisquer aproveitamentos de ordem política, que visem aviltar a imagem do Governo de Angola, que tudo tem feito para minorar o sofrimento das populações”. Se nos lembrarmos que as finalidades da política externa do Estado podem resumir-se a cinco, segurança, fim económico, influência política, influência cultural e a criação de imagem, iremos constatar que nos discursos aqui analisados existe a preocupação de abranger todas essas áreas fundamentais para a existência de qualquer Estado.
Nos princípios da década de 2000, Angola predispôs-se a enfrentar novos desafios ao nível da sua política externa, com este objectivo, na Abertura da Reunião Metodológica do MIREX, Luanda, 10/06/2002, o Presidente dizia: “…Estamos particularmente interessados em contribuir para a solução definitiva dos conflitos internos dos países que fazem fronteira com a República de Angola, pelos reflexos que os mesmos podem ter no processo de paz e na estabilidade do país. Só em condições de paz poderão os países africanos superar os inúmeros desafios nos domínios económicos, social, cultural e político, a fim de enveredarem pela via do crescimento e do desenvolvimento sustentado, que possa garantir o combate à pobreza e a superação do atraso científico e técnico que os separa dos países desenvolvidos”. Neste mesmo discurso, anunciava também a candidatura de Angola a membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU para o período referente a 2003/2004, numa altura em que Angola iria assumir a Presidência rotativa da SADC e ter uma maior proactividade ao nível da Lusofonia, facto que veio a ser efectivado.
Os objectivos passavam por “ampliar a contribuição de Angola, através da mobilização da comunidade internacional para às tarefas internas imediatas e para a estabilização e segurança na nossa região. O apoio à solução definitiva dos conflitos armados na República do Congo-Brazzaville, RDC e na Região do Grandes Lagos”. Realçava ainda a situação privilegiada de Angola do ponto de vista geoestratégico, “ Angola tem uma posição geográfica privilegiada no corredor que liga a África Centra à África Austral. O Rio Zaire e o Caminho-de-Ferro de Benguela ligam-nos, respectivamente, à África Central e ao Leste de África”. Portanto, estavam lançadas as bases para o novo posicionamento de Angola na arena internacional, no espaço de cinco anos, o país passou de solicitante de apoio para a paz interna e cooperação para coadjuvante necessário para a resolução de conflitos, pacificação e consolidação da paz, para alem de bom parceiro de cooperação e passando de país de Emigração para um Estado de Imigração.
Neste novo papel que Angola vem desempenhando, “Existem valores universais que a República de Angola, enquanto Estado moderno e amante da paz e do progresso, respeita e pretende fazer respeitar, de modo a poder marchar a médio prazo na mesma cadência dos outros países mais desenvolvidos. Os valores referentes à democracia, ao respeito pelos direitos fundamentais dos cidadãos, à transparência e a boa governação devem de facto nortear hoje as politicas de qualquer governo e, sobretudo, daqueles que pretendem vencer o atraso económico, técnico-científico, a e a fome” (José Eduardo dos Santos 2002:132-133). Estas palavras do Presidente resumem os novos desafios que Angola enfrenta hodiernamente, a sistematização da sua política externa e a necessidade de um guião que possa orientar a análise e o debate sobre a diplomacia angolana ao longo dos tempos. O estudo dos discursos dos dirigentes e as acções do Estados constituem o primeiro passo. Os discursos do Presidente, José Eduardo dos Santos, enquanto Chefe do Estado e do Governo e, responsável máximo pela politica externa do Estado, constituem a principal fonte de estudo.

Fonte: José Eduardo dos Santos e os Desafios do Seu Tempo – Palavras de Um Estadista, (2004), Vol. II, ed. Maianga, Luanda, 129-134pp. (*) Analista Político
comentários:
Valdemar F. Ribeiro disse...
CONSTRUIR UMA UNIÃO
O Dr. Agostinho Neto é o primeiro Presidente de Angola .O Presidente Nelson Mandela foi o construtor da união Sul-Africana .O Dr. Holden Roberto é um exemplo de homem pacífico .O Dr. Savimbi optou pela via militar .O Senhor Engenheiro José Eduardo dos Santos , com seu exemplo de clareza , paciência , persistência , sabedoria , conseguiu unir os diferentes povos Angolanos ao redor da mesma fogueira e da mesma bandeira , tarefa muito difícil diante das conjunturas gananciosas que se viveram antes e após a Independência Nacional .Com a perda da maior parte de seus quadros administrativos antes e depois de 1974 , com a fuga de milhares de trabalhadores cuja mão de obra era indispensável para a construção da Nação angolana , com a inexistência de uma Força Política e Militar Nacional que preservasse as fronteiras do país e definisse os melhores rumos , foi muito difícil reconstruir um novo país .Há angolanos e outros que de algum modo foram bastante afectados pelos acontecimentos na construção da actual união angolana , tarefa esta muito difícil de ser concretizada pois os interesses internos e externos eram muito diversos e com objectivos lógicos diferentes.Mas se não fosse o exemplo e simbolismo do Sr. Presidente José Eduardo dos Santos , Angola provavelmente hoje poderia estar fragmentada em vários países ou em lutas entre povos irmãos , tal como aconteceu com a América Latina , onde por um lado temos várias Nações pequenas de língua espanhola e por outro temos esse gigante lusófono continental denominado Brasil e que aos poucos constrói seu espaço de respeito no mundo globalizado .Angola agora caminha também para a conquista de seu espaço mundial .Esta é a verdadeira vitória , independente das cores partidárias passadas , presentes e futuras , pois ninguém mais deixará de querer estar sentado à volta da fogueira (Bandeira) que une esta Nação Angolana , cujo sentido de vida foi construído com muito sacrifício , por todos , sem excepções .
14 de Setembro de 2009 11:26

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Cimeira da SADC Reunida em Kinshasa

http://www.voanews.com/portuguese/2009-09-07-voa1.cfm

Cimeira da SADC Reunida em Kinshasa

Por Filipe Vieira 07/09/2009

Líderes das 15 nações que integram a SADC iniciaram dois dias de debates sobre a situação na República Democrática do Congo. Os confrontos políticos no Zimbabué, Madagáscar e Lesotho estão igualmente na agenda dos trabalhos.
A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral iniciou os trabalhos desta cimeira em Kinshasa, a qual irá apelar às nações ocidentais para que levantem as sanções contra o Zimbabwe e para que anulem todos os obstáculos à implementação do acordo político celebrado há um ano entre o presidente Robert Mugabe e o primeiro-ministro Morgan Tsvangirai.
Representantes do grupo de Tsvangirai disseram querer uma cimeira especial para debater a situação no Zimbabwe. O secretário-geral da SADC, o moçambicano Tomás Salomão, disse a uma rede de TV sul-africana que foram feitos progressos no sentido da reconciliação: "O que é importante notar o que é positivo é apelar a todos os partidos políticos, a todos os que tomaram parte no Acordo Político Global, para confrontarem com as questões em aberto para que, no fim, tenhamos uma implementação total do acordo".
O Acordo Político Global, celebrado em Fevereiro, levou à criação do governo de unidade no Zimbabué. Mas, o Movimento para a Mudança Democrática, de Tsvangirai, queixou-se que foram cometidas centenas de violações ao acordo por parte da ZANU-PF, de Mugabe, incluindo bloquear a nomeação de aliados políticos para postos chave.
Mugabe tem-se, por seu lado, queixado de que Tsvangirai não conseguiu persuadir os governos ocidentais a levantar as sanções contra elementos seniores da ZANU-PF, e de pôr termo às emissões de rádio hostis a partir do estrangeiro para o Zimbabué.
O antigo presidente de Moçambique, Joaquim Chissano, deverá apresentar um relatório sobre os seus esforços para mediar o impasse político em Madagáscar, nomeadamente as conversações entre o deposto presidente Marc Ravalomanana e o actual líder, Andry Rajoelina. A SADC considerou o afastamento de Ravalomanana um golpe de Estado e suspendeu Madagáscar da organização.

http://www.voanews.com/portuguese/2009-09-07-voa1.cfm

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sul-africanos lideram investimento africano em Angola - Aguinaldo Jaime



http://club-k.net/index.php/economia.html



Sul-africanos lideram investimento africano em Angola - Aguinaldo Jaime. Quinta, 20 Agosto 2009 09:38, Luanda - O coordenador da Comissão de Gestão da Agência Nacional de Investimento Privado (ANIP), Aguinaldo Jaime, disse hoje em Luanda que a África do Sul é o país africano que mais investe na economia angolana. Segundo Aguinaldo Jaime, depois do investimento de empresários angolanos que representa 93,3 por cento, vem o da África do Sul, com um total de 3,3 por cento, equivalente a 60 milhões de dólares. Os sectores em que estes investimentos africanos se têm materializado são a indústria transformadora com 37,5 por cento, o comércio com 12,8 por cento e a construção civil com 11,4 por cento. A referência foi feita por Aguinaldo Jaime quando discursava no Fórum Empresarial Angola/África do Sul, onde durante dois dias 180 empresários sul-africanos, que integram a comitiva do Presidente Jacob Zuma, vão procurar desenvolver parcerias com os angolanos. No entender de Aguinaldo Jaime, existe em Angola "um potencial largamente por explorar". "Quero encorajar empresas sul-africanas a investirem em Angola e as angolanas na África do Sul", disse o coordenador da ANIP, acrescentando que para diversificar a economia angolana o Governo angolano prioriza as áreas da agricultura, pecuária, agro-indústria, indústria alimentar e de construção civil e pescas. "Nessa diversidade da economia a nossa prioridade é aumentar as exportações fora do sector mineral e diminuir as importações de que Angola ainda hoje é muito dependente", frisou. O coordenador da ANIP ofereceu garantias de investimentos aos empresários sul-africanos, nomeadamente a protecção e a segurança do investimento, a transferência de lucros e dividendos para o exterior, a não interferência do Estado na titularidade ou na gestão dos meios investidos e incentivos fiscais e aduaneiros. "Aqui há todo um campo alargado de cooperação para o qual os sul-africanos e os angolanos são convidados a aproveitar estas grandes potencialidades", aconselhou Aguinaldo Jaime.
comentários:
Valdemar F. Ribeiro disse...
QUAIS OS RUMOS DA ECONOMIA ANGOLANA ?
Em Angola , os empresários angolanos privados têm bastantes dificuldades em tratar com os Organismos Bancários e até com Organismos do Estado : Difícil acesso a financiamentos bancários principalmente porque em Angola só agora se começa a trabalhar com o “direito à superfície” , direito à propriedade privada , relativo aos terrenos aonde são construídos os projectos , por ser uma lei relativamente nova .Existe ainda bastantes dificuldades sobre os terrenos e seus legais e legítimos proprietários .Os juros dos Bancos privados em Angola ainda são muito especulativos comparados com os europeus e outros , os tempos de carências e pagamentos são curtos .Os custos operacionais no dia a dia das empresas são muito altos .O sistema de fiscalização e controle dos Organismos de tutela do Estado angolano muitas vezes são inibidores para os empresários privados mais empreendedores que querem e podem trabalhar com qualidade e eficiência pois estes Organismos de fiscalização muitas vezes actuam com “ EXCESSO DE ZELO” , significando isto que alguns grupos de fiscais procuram criar “dificuldades para obterem facilidades “ . É difícil encontrar em Angola empresas tradicionais ou mais antigas , com muitos anos de vida no mercado , com raras excepções .As empresas estrangeiras , associadas ou não a parceiros angolanos , geralmente têm fácil acesso ao crédito bancário e vantagens institucionais .Devido ao poderio económico e financeiro que as empresas estrangeiras têm , logo à partida têm vantagens na competição com as empresas pequenas e médias angolanas que perdem a “ OPORTUNIDADE” dos projectos ou negócios .Se não houver muito cuidado no tratamento destas questões por parte dos decisores políticos e económicos angolanos , estarão a condenar as empresas nacionais pequenas e médias relativamente aos grupos económicos mais fortes .É possível aos empresários angolanos desenvolver este grande país .com o próprio esforço mesmo diante das dificuldades conjunturais e estruturais internas e externas assim como se conseguiu construir uma União Nacional Angolana através da luta militar e política .(continua)
Valdemar F. Ribeiro disse...
(CONTINUAÇÃO)QUAIS OS RUMOS DA ECONOMIA ANGOLANA ? O Governo de Angola traçou caminhos bem delineados dos rumos da economia nacional e para que angola se cumpra plenamente , na área económica e social , é preciso que os responsáveis de primeiro , segundo e terceiro escalão dos organismos e instituições oficiais ou privadas decisórios saibam executar as tarefas orientadas pelo governo sem demoras , sem lentidão , sem interesses pessoais e oportunismo , sem falta de visão , sem incompetência , etc. , senão estarão a destruir todo o trabalho e esforço titânico executado com competência e mestria pelas Instituições Militares e Políticas angolanas durantye estes mais de 33 anos de lutas imensas .As Instituições militares em Angola , com o advento da paz , souberam cumprir com seu papel de construtores das fronteiras nacionais e sua bandeira .As Instituições políticas souberam desempenhar seu papel político com mestria e alavancar Angola para um destaque internacional de relevo, no mundo e em especial na região da SADC .Com o desfecho da visita do Presidente da África do Sul ficou claro e bem defenido o papel político nacional e internacional de Angola no mundo , principalmente na SADC .Só falta agora Angola cumprir-se económica e socialmente mas isso depende fundamentalmente dos angolanos empreendedores , depende dos pequenos e médios empresários angolanos , com o apoio dos Organismos e Instituições do Estado e privadas .Valdemar F. Ribeiro(Economista/empresário privado angolano)
Valdemar F. Ribeiro disse...
QUESTÕES QUE A UNIVERSIDADE LUSÍADA PODERIA ACADÉMICAMENTE DISCUTIR ÈM SEMINÁRIO :
01 - AS INSTITUIÇÕES MILITAR E POLÍTICA CUMPRIRAM PLENAMENTE SUS FUNÇÕES NA CONSTRUÇÃO DE ANGOLA ?
02 - A VISITA DO PRESIDENTE DA ÁFRICA DO SUL DEFINE O PAPEL DE ANGOLA NO MUNDO E NA SADC ?03 - ESTA FASE ECONÓMICA/SOCIAL É A ULTIMA FASE PARA QUE ANGOLA CAMINHE DEFINITIVAMENTE PARA UM DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO ?
04 - QUAL O PAPEL DO EMPRESARIADO NACIONAL NESTA IMPORTANTISSIMA TERCEIRA E ULTIMA FASE DE DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO/SOCIAL DE ANGOLA ?
05 - QUAL O PAPEL DO EMPRESARIADO NACIONAL PRIVADO ?06 - QUAL O PAPEL DAS PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS NO DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO DE ANGOLA ?
07 - QUAIS AS POLÍTICAS ORIIENTADAS PELO GOVERNO PARA QUE ANGOLA ALCANÇE UM DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO ?
08 - QUAIS AS POLÍTICAS QUE A SOCIEDADE POLÍTICA EXIGE PARA UM DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO ?
09 - QUAIS AS POLÍTICAS QUE A SOCIEDADE CIVIL EXIGE PARA UM DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO ?
10 - QUAL O PAPEL FUNDAMENTAL DAS INSTITUIÇÕES ESTATAIS E PRIVADAS NO APOIO AO EMPRESARIADO NACIONAL PRIVADO ?
11 - QUAL O PAPEL DOS DECISORES ESTATAIS E PRIVADOS DO PRIMEIRO , SEGUNDO E TERCEIRO ESCALÃO ?
12 - SE OS DECISORES ESTATAIS E PRIVADOS DE PRIMEIRO E SEGUNDO ESCALÃO NÃO CUMPRIREM COM RESPONSABILIADE SUAS POSIÇÕES , PODERÃO POR EM RISCO TODO O ESFORÇO DAS INSTITUIÇÕES MILITAR E POLÍTICA NA CONSTRUÇÃO DE ANGOLA ?
13 -NESTA ULTIMA E DECISIVA FASE ECONÓMICA/SOCIAL EM QUE ANGOLA SE ABRIU DEFINITIVAMENTE PARA O MUNDO ECONÓMICO GLOBAL E NA REGIÃO DA SADC , QUAL O CAMINHO CORRECTO PARA UMA ANGOLA DESENVOLVIDA E CAMINHANDO COM SEUS PRÓPRIOS PASSOS ?
SERIA IMPORTANTE HAVER UMA DISCUSSÃO ACADÉMICA , BEM ORGANIZADA E FUNDAMENTADA PELA EXPERIÊNCIA REAL DOS PARTICIPANTES , SOBRE A NOVA ANGOLA E QUAIS OS CAMINHOS A CONSTRUIR E QUAIS AS METAS A ALCANÇAR .
OBRIGADO
ATENCIOSAMENTE
Valdemar F. Ribeiro
(Economista/empresário privado angolano)
4 de Setembro de 2009 9:55
Valdemar F. Ribeiro disse...
AS PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS DE TRANSPORTES No dia 3 de Setembro de 2009 , assistiu-se a uma reportagem transmitida pela Televisão Pública de Angola , feita na Província da Huíla , sul de Angola , informando sobre as graves dificuldades de sobrevivência das pequenas e médias empresas de transportes e de camionistas em geral , do sul de Angola , Huíla e Kunene , pois enfrentam uma competição desleal com empresas de transportes Namibianas e Sul-africanas . As pequenas e médias empresas angolanas de Transportes Rodoviários têm pouco e difícil acesso aos financiamentos da Banca privada e oficial , com juros muito elevados e prazos de pagamento pouco interessantes .Estas empresas angolanas ainda têm muitas dificuldades para sobreviverem com seu próprio capital financeiro pois os custos operacionais são grandes e por isso perdem sua força económica pois não é fácil manter uma frota de camiões operacional e competitiva , com manutenção cara e reposição de peças e equipamentos importados com preços altos e ainda muito especulativos .Muitas das estradas de Angola ainda são difíceis de circular e , se até hoje essas estradas tinham muitos buracos , a partir de agora estão mais transitáveis e mais rápidas mas continuam muito estreitas e perigosas e os automobilistas em geral agora andam com muita velocidade , pondo em risco o transitar dos camiões que muitas vezes se acidentam com graves consequências e prejuízos financeiros .Os camionistas angolanos são heróis pois durante a fase muito difícil da guerra em Angola , muitas destas pequenas e médias empresas de transporte mantinham o país a funcionar mesmo com risco das próprias vidas dos pequenos empresários donos dos camiões e dos motoristas e ajudantes , num esforço titânico e , até hoje , esse esforço ainda não foi oficialmente reconhecido nem os benefícios económicos são visíveis para estas empresas ou camionistas e as dificuldades continuam imensas numa competição desleal , dentro e fora do país .Estas empresas angolanas pagam impostos relativamente caros e têm “outras despesas” indirectas ou directas que têm de cumprir para circularem sem aborrecimentos nas estradas do país , as tais “dificuldades que geram facilidades”.Quando as empresas angolanas fazem fretes para a Namíbia e África do Sul , após passarem a fronteira com a Namibia são impedidos de transportar gasolina extra em seus camiões nem podem utilizar-se de tanques de reserva cheios .A gasolina em Angola é mais barata do que nos outros países da SADC .(continua)
Valdemar F. Ribeiro disse...
(continuação)AS PEAUENAS E MÉDIAS EMPRESAS DE TRANSPORTESAs empresas Namibianas e Sul-africanas não pagam impostos para circularem nas estradas de Angola mas usufruem agora de estradas relativamente melhores e abastecem seus camiões com gasolina angolana e ao retornarem aos seus países de origem , abastecem seus camiões com esta gasolina , em tanques de reserva com até seis mil (6.000) litros e não têm nenhum impedimento ao entrar na Namíbia .Utilizam também a estratégia de viajarem em grupos , pois são melhores organizados , e ao retornar colocam alguns camiões em cima dos outros mas carregados de gasolina nos tanques extras além de evitarem o desgaste normal destes camiões .Na Namibia e África do Sul , as empresas de transporte têm fácil acesso e melhores condições de financiamento Bancário , as peças e equipamentos de reposição dos camiões são muito mais baratos e as empresas funcionam burocraticamente com menos impedimentos pois estes países funcionam bem , são organizados e ágeis a tomarem decisões económicas .Estas empresas Namibianas e Sul-africanas têm preços de frete mais atractivos para os clientes e , naturalmente , levam vantagem comparativamente às empresas de transporte angolanas e , em resultado disso , muitos camiões angolanos já se encontram parados nos seus parques na Huíla e Kunene e outras Provincias de Angola . Esta competição só pode ser leal se os decisores Institucionais do Estado Angolano e da Banca oficial e privada , de primeiro , segundo e terceiro escalão , implementarem com urgência , com eficiência e eficácia , a Política Económica do Governo e a Banca oficial e privada souber cumprir com seu papel dinamizador das pequenas e médias empresas , permitindo-lhes um poder financeiro que resulte num poder económico capaz de enfrentar a concorrência de outras empresas mais fortes e dinâmicas .