Sábado, 14 de Abril de 2012

Infertilidade
Durante muito tempo, a infertilidade foi motivo de vergonha e até de discriminação social. Culpavam-se e ostracizavam-se essencialmente as mulheres: sendo elas que engravidam, se não conseguem gerar um filho, de quem é a culpa senão delas? Um pressuposto errado, que o evoluir da ciência e da medicina felizmente deitou por terra. Sabe-se agora que a infertilidade tanto tem causas femininas como masculinas, partilhando mulheres e homens a “responsabilidade” em partes iguais. Assim, estima-se que 40% dos problemas reprodutivos se devam à mulher e outros tantos ao homem, havendo em 20% dos casos razões que radicam no organismo de ambos os parceiros. Seja como for, a infertilidade deve ser encarada como problema do casal. Para que a função reprodutiva tenha sucesso, a totalidade do sistema reprodutivo tem de estar intacto e integrado: hipotálamo, hipófise, pélvis, trompas de Falópio, útero e vagina, para a mulher, e hipotálamo, hipófise, testículos, canais deferentes, vesículas seminíferas, próstata, uretra e pénis, para o homem. Daí que, perante suspeitas de infertilidade, os testes médicos procurem identificar eventuais disfunções em cada um destes órgãos. Para tanto, é fundamental conhecer a história clínica dos dois membros do casal, na medida em que há patologias que interferem com o bom funcionamento do sistema reprodutivo. É o que acontece com algumas doenças sistémicas, como a diabetes e insuficiência renal, com disfunções da tiróide e hepáticas, mas também com a anorexia nervosa. As perturbações alimentares têm, aliás, reflexos negativos sobre o hipotálamo, tal como o abuso de antidepressivos e de psicotrópicos pode afectar a hipófise. É sabido que o tabaco e o álcool afectam a ovulação, mas os ovários podem igualmente ser lesionados por tumores, radio ou quimioterapia ou ainda devido a trauma cirúrgico. Do mesmo modo, há que contemplar a possibilidade de falência ovárica prematura. O uso de DIU – Dispositivo Intra-Uterino como contraceptivo pode igualmente deixar marcas nas trompas de Falópio, dificultando uma gravidez. Doenças sexualmente transmissíveis têm o mesmo efeito e uma gravidez ectópica anterior também. Quanto ao útero, há riscos associados a malformações, a fibromas e a cirurgias prévias. Malformações embriológicas, relações sexuais dolorosas e vaginismo são factores que podem afectar o bom funcionamento da vagina enquanto órgão do sistema reprodutivo. Já no caso específico dos órgãos masculinos, papeira juvenil, trauma, doenças sexualmente transmissíveis, varicocelo e elevado consumo de álcool e drogas são factores que prejudicam a integridade dos testículos, logo o seu desempenho no processo de reprodução. Impotência, trauma do pénis, lesão da espinal medula e pequena quantidade de secreção seminal podem igualmente explicar a infertilidade masculina. A responsabilidade editorial e científica desta informação é da http://saude.sapo.ao/mulher/de-quem-e-a-culpa-6872-0.html

Sexta-feira, 13 de Abril de 2012

Sono irregular aumenta risco de obesidade
São Paulo - Má notícia para quem dorme pouco ou em horários irregulares. Uma nova pesquisa indica que a falta de sono ou padrões de sono que contrariam o relógio biológico humano podem aumentar o risco de desenvolver diabetes e obesidade. O estudo, feito por cientistas da Harvard Medical School e do Brigham and Women's Hospital, nos Estados Unidos, foi publicado no dia 11 de abril na revista Science Translational Medicine. Os pesquisadores avaliaram 21 voluntários saudáveis em um ambiente controlado durante seis semanas. Foram regulados fatores como horas de sono, em que período do dia os participantes dormiam, dieta e outras atividades. A ideia foi simular situações que levam ao sono irregular, como turnos de trabalho alternados (diurno e noturno) ou jet lag recorrente. Inicialmente os participantes dormiram cerca de 10 horas por noite. Em seguida, passaram três semanas com média de 5,6 horas dormidas a cada 24 horas, com períodos de sono alternados, de modo a simular trocas de turno. Para terminar, os voluntários passaram os últimos nove dias da pesquisa dormindo períodos normais e à noite. Os cientistas observaram que a interrupção prolongada do sono normal e do ritmo circadiano afetou a produção de insulina nos voluntários, levando ao aumento de glicose no sangue. Em alguns casos, a elevação atingiu níveis considerados pré-diabéticos. Os participantes também apresentaram importante queda em suas taxas metabólicas, que, segundo os autores do estudo, pode ser traduzida em um ganho de peso superior a 4,5 quilos por ano. A boa notícia é que o estudo verificou que os efeitos danosos puderam ser revertidos em grande parte com a volta do sono para padrões normais. Os pesquisadores ressaltam que os voluntários não se exercitaram durante o período do estudo e pretendem avaliar no futuro interações entre sono, dieta e exercícios. O artigo Adverse Metabolic Consequences in Humans of Prolonged Sleep Restriction Combined with Circadian Disruption (doi: 10.1126/scitranslmed.3003200), de Orfeu Buxton e outros, pode ser lido por assinantes da Science Translational Medicine. http://exame2.com.br/chrome/?canal=tecnologia/ciencia

Quinta-feira, 12 de Abril de 2012

MCS põe fim ao pagamento de propinas de bolseiros
O Ministério da Comunicação Social anunciou, em comunicado, que a partir deste mês não se responsabiliza pelo pagamento de pro­pinas dos bolseiros e recomendou que se dirijam ao Instituto Na­cional de Bolsas de Estudos, para resolverem a sua situação. O comunicado refere que a deliberação resulta da execução do Decreto Presidencial nº 320/11, que na alínea r) do artigo 20º considera “infracção contra as finanças públicas” o pagamento de bolsas de estudo por parte dos departamentos ministeriais. Comentando a decisão do Ministério da Comunicação Social, o jurista António Freitas disse que a medida vai certamente ser seguida por outros ministérios que ainda não o fizeram, porque o Decreto Presidencial “quer dizer, por outras palavras”, que não é vocação dos departamentos ministeriais conceder bolsas de estudos. A instituição vocacionada para conceder bolsas de estudos, internas e externas, prosseguiu o jurista, é o Instituto Nacional de Bolsas de Estudos (INABE), tutelado pelo Ministério do Ensino Superior e da Ciência e Tecnologia.A bolsa interna, de acordo com António Freitas, é um mecanismo de apoio social que visa garantir o prosseguimento dos estudos de cidadãos angolanos com bom aproveitamento académico e que sejam economicamente carenciados. Também é atribuída aos Beneficiários do Regime de Protecção Especial. Nos termos da lei, são considerados estudantes economicamente carenciados todos aqueles cujo rendimento mensal do agregado familiar é inferior a quatro salários mínimos nacionais e gozam de protecção especial, como os antigos combatentes, os deficientes de guerra e seus descendentes e familiares de combatentes falecidos. O Decreto n.º 2/08, de 28 de Fevereiro, do Conselho de Ministros que institui a bolsa de estudo interna determina as condições em que deve ser concedida e aprova o seu regulamento. António Freitas disse que, nos termos da lei, cabe ao INABE velar pela aplicação prática do regulamento das bolsas de estudo e gerir e concentrar toda a informação relativa à matéria. Os bolseiros dos ministérios, notou o jurista, escapam do controlo do Instituto Nacional de Bolsa de Estudos e fazem com que os dados estatísticos sobre os bolseiros internos não sejam próximos do número exacto de estudantes beneficiários em todo o território nacional. http://www.angonoticias.com/Artigos/item/33748/mcs-poe-fim-ao-pagamento-de-propinas-de-bolseiros

Sexta-feira, 30 de Março de 2012

Pr promulga leis do pacote eleitoral


O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, no uso das competências que lhe confere a Constituição, assinou e mandou publicar, esta semana, a Lei de Observação Eleitoral e a Lei do Financiamento aos Partidos Políticos, documentos essenciais para o processo que vai conduzir às eleições gerais previstas para o último quadrimestre deste ano.

De acordo com uma fonte oficial, a Lei de Observação Eleitoral estabelece os princípios e normas que regulam a observação nacional e internacional dos processos eleitorais em Angola. Para efeitos da presente lei, entende-se por observação nacional a verificação da regularidade dos processos eleitorais desenvolvida por entidades ou organizações angolanas com personalidade jurídica e, por observação internacional, a que é desenvolvida por organizações regionais e internacionais, organizações não estatais, governos estrangeiros ou por personalidades de reconhecida experiência e prestígio internacionais.

A observação nacional e internacional do processo eleitoral, de acordo com a lei, inicia com a campanha eleitoral e termina com a publicação oficial dos resultados eleitorais definitivos.

A Lei do Financiamento aos Partidos Políticos, por sua vez, visa permitir uma participação mais equilibrada no processo político angolano dos Partidos e das coligações de Partidos, considerados como tal pela Lei dos Partidos Políticos em vigor, e salvaguardar que os que estão legalmente constituídos usufruam de um apoio do Estado para a participação no processo eleitoral.

Os financiamentos respeitantes aos períodos eleitorais são regulados pela Lei Orgânica sobre as Eleições Gerais e os Partidos Políticos ou coligações de Partidos Políticos podem beneficiar, além do financiamento do Estado, do apoio de outras pessoas singulares ou colectivas privadas, nos termos da lei, sob a forma de dotações financeiras, contribuições, subvenções, legados e doações.

Outros diplomas legais que mereceram o mesmo tratamento do Chefe do Estado foram o Decreto Presidencial que aprova o Programa de Desenvolvimento das Micro, Pequenas e Médias Empresas e o que aprova o estatuto orgânico do Gabinete Técnico para a implementação e gestão do Plano Director da Área Residencial da Camama.

Também foram assinados os Decretos Presidenciais que aprovam os acordos entre o Executivo da República de Angola e o governo da República Popular da China, sobre a cooperação no domínio laboral, e entre o Executivo angolano e o governo da República da Sérvia, no domínio da Defesa.

O Presidente da República assinou igualmente os Decretos Presidenciais que aprovam os acordos entre o Executivo da República de Angola e os governos da República da Coreia e da República Socialista do Vietname sobre a isenção de vistos em passaportes diplomáticos, de serviço e oficiais.

Os dois restantes Decretos assinados aprovam o regulamento da Comissão Nacional de Prevenção e Auditoria de Mortes Maternas e Neonatais e as alterações na estrutura indiciária do Regime Jurídico da Carreira de Enfermagem.

Por último, o Presidente da República também assinou e mandou publicar dois Despachos Presidenciais, concretamente o que cria o grupo de trabalho com o objectivo de preparar as actividades relativas à presença de Angola na conferência ‘Rio+20’ e o que integra no grupo ministerial da Comissão Multissectorial de Desenvolvimento Sustentável os ministros das Finanças, do Interior, da Justiça e da Ciência e Tecnologia.

23 de Março de 2012

http://www.opais.net/pt/opais/?det=26095&id=1929&mid=271

Desenvolvimento e produção da jazida de Lianzi objecto de acordo entre Angola e Congo Brazaville


Dois acordos para o de senvolvimento e pro dução do jazida petro lífero transfronteiriça “Lianzi”, situado na zona marítima de interesse comum entre Angola e o Congo Brazaville, foram rubricados na última sexta feira, em Luanda, pelos ministros angolano dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos, e congolês dos Hidro carbonetos, André Raphael Luem ba.
A ser operado pela companhia Chevron (Congo Brazzaville), o campo petrolífero apresenta uma reserva total na ordem dos 67 mi lhões de barris, uma quantidade considerada razoável pelos especia listas.

O primeiro entendimento esta belece os mecanismos para a parti lha de receitas resultante da futura exploração da jazida, que deverá entrar em produção em 2015, en quanto o segundo se refere à aber tura de uma conta conjunta para o depósito dos rendimentos gerados pela exploração do campo Lianzi.

Ao falar à imprensa no final da cerimónia, o ministro angolano dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos, afirmou que a assinatura do acordo abre condições para a decisão final do investimento, referindo ainda que os dois documentos serão le vados, posteriormente, aos respec tivos órgãos de soberania dos dois países para avaliação e aprovação, pelo que, no que respeita a Angola, passará pelo Conselho de Ministros e pela Assembleia Nacional.

Botelho de Vasconcelos precisou que os acordos rubricado trazem alterações a um outro assinado en tre as partes em Setembro de 2001, realçando que os ajustamentos se referem à introdução dos regimes legislativo, fiscal, comercial, adua neiro e migratório.

Já o ministro dos Hidrocarbo netos do Congo Brazzaville, André Raphael Luemba, disse que o en tendimento representa a vontade de cooperar e os excelentes laços de amizade existentes entre os po vos dos dois países. André Luem ba sublinhou que os acordos agora assinados resultam de um longo processo de negociações iniciado em 2001, cujo desfecho vai permi tir que a produção do jazigo Lianzi seja partilhado por Angola e Congo Brazzaville, sem passar por guerras como acontece em algumas partes do mundo.

26 de Março de 2012

http://www.opais.net/pt/opais/?det=26128&id=1551&mid=229

Prémio Itamaraty de Literatura Brasileira

A Embaixada da República Federativa do Brasil tem abertas de 19 de Abril a 31 de Outubro as inscrições para o IV Concurso Internacional de Monografias, promovido pelo Ministério brasileiro das Relações Exteriores, que, nesta edição, homenageia a escritora Lygia Fagundes Telles.

Segundo a organização, poderão inscrever-se no concurso cidadãos brasileiros ou estrangeiros de todas as nacionalidades, residentes no exterior, que exerçam actividades relacionadas com o estudo da língua portuguesa e da cultura brasileira, como magistério, jornalismo cultural e outras actividades afins.

Festa óptica, o ensaio deverá ser, obrigatoriamente, inédito e, se originalmente escrito em língua estrangeira, traduzido para o português.

Assim, os residentes em Angola deverão enviar os formulários de inscrição por via postal ou serviço expresso de remessas, para a Embaixada do Brasil em Luanda, constando do envelope de encaminhamento a indicação “IV Concurso Internacional de Monografias: a obra de Lygia Fagundes Telles”, onde deverão constar a data da postagem e a de inscrição.

A organização alude que o envelope deverá conter, além das informações solicitadas no formulário, documentação comprobatória de residência no exterior. Os valores dos prémios situam-se entre os 20 , 15 mil, 10 mil, 5 mil e 3 mil dólares, respectivamente, para o primeiro, segundo, terceiro, quarto e quinto colocados. Os cinco ensaios premiados serão publicados pelo Ministério 2 das Relações Exteriores, em livro de distribuição gratuita. Primeiros classificados do Prémio terão também direito a uma hospedagem e passagens de ida e volta ao Brasil para participarem da cerimónia de premiarão e de actividades académicas programadas pelos organizadores do Concurso. O formulário de inscrição e o edital contendo mais detalhes sobre o IV Concurso Internacional de Monografias estão disponíveis nos idiomas português, espanhol, francês e inglês no portal electrónico do Ministério das Relações Exteriores (www.itamaraty.gov.br). na página Difusão Cultural. O edital em português poderá tabém ser acessado diretamente por meio do link http:// goo.gl/42Pqg Os envelopes deverão ser encaminhados para o seguinte endereço: Embaixada do Brasil em Angola Av.

Preso Houari Boumedienne, nº O132 Miramar – Luanda.

http://www.opais.net/pt/opais/?det=26184&id=1929&mid=271

Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011

"Vamos realizar o sonho de uma Angola para todos"




O Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, na sua mensagem de fim de ano definiu como "objectivos essenciais", para 2012, "erradicar a pobreza, o analfabetismo, as injustiças sociais, a intolerância, os preconceitos de natureza racial, regional e tribal".
Reproduzimos na íntegra a mensagem do Presidente da República:

Caros compatriotas

Mais um ano chega ao fim e, de acordo com a tradição, este constitui um momento para partilhar com todos vós algumas reflexões sobre os problemas mais urgentes que ainda nos afligem e para deixar também aqui uma mensagem de esperança e de confiança.
Nós acreditamos num futuro melhor e na capacidade do nosso povo de vencer todas as dificuldades, mesmo os problemas mais complexos e difíceis. A nossa História assim nos ensina.




Por mérito próprio conseguimos alcançar tudo aquilo que queríamos. Com determinação, coragem, firmeza e grande vontade de vencer conquistámos a Independência, e mais tarde a Paz, construímos o nosso Estado e estamos a desenvolver o País em democracia.
Todos os Angolanos contribuíram para que chegássemos onde estamos. É legítimo, no entanto, que queiramos mais. Não podemos baixar os braços, porque ainda não realizámos o nosso sonho de construir uma Angola para todos onde cada família se sinta realizada, possuindo o necessário para ter uma vida condigna.
Permanecem por realizar alguns dos nossos objectivos essenciais, tais como erradicar a fome, a pobreza e o analfabetismo; as injustiças sociais, a intolerância, os preconceitos de natureza racial, regional e tribal.
Apesar dos resultados positivos que atingimos, ainda há e haverá sempre, como é natural, por causa da evolução e do crescimento, aspectos e problemas a requererem mais atenção e resolução prioritária nos domínios da educação, saúde, habitação, emprego e do fornecimento de água e energia.
O Estado, a Sociedade Civil e o sector privado devem continuar a conjugar e a aumentar os seus esforços com o objectivo de corrigir o que está mal e melhorar o que está bem. Criar coisas novas onde for necessário para aumentar a nossa capacidade de resposta e satisfazer as necessidades da sociedade.

Coesão social

O caminho do desenvolvimento e do progresso faz-se com o trabalho de cada cidadão e exige de cada empresa pública ou privada e de cada instituição pública, uma disciplina determinada, uma orientação clara e condução responsável.
Requer ainda a unidade da Nação, a coesão social, estabilidade política e respeito pelos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, bem como o respeito pelas instituições democráticas.
Por essa razão, temos de continuar a criar condições para que nenhum cidadão nacional se sinta excluído do processo de crescimento do País ou discriminado por factores de ordem subjectiva.

Correcção das assimetrias

A concretização desta intenção de inclusão social passa pela adopção de políticas públicas que acelerem a absorção dos agentes económicos do sector informal pela economia formal e pela desconcentração da actividade administrativa, económica, produtiva, social e cultural da capital do País e das sedes de Província para os Municípios, Comunas, Aldeias e Povoações por forma a canalizarmos para aí mais recursos técnicos, financeiros, materiais e humanos, através da administração pública e das empresas e combater as assimetrias regionais.
Assim criaremos, paulatinamente, condições e oportunidades para que todos beneficiem do clima de paz e dos frutos da Reconstrução Nacional e do desenvolvimento do País.
Esta tendência vai ser acentuada a partir de 2012, por força de uma melhor coordenação da implementação da Lei das Micro, Pequenas e Médias Empresas, do Programa Nacional de Reabilitação das Vias Secundárias e Terciárias, do Programa Água para Todos, do Programa da Municipalização dos Cuidados de Saúde, do Programa do Desenvolvimento e Comércio Rural e do Programa de Habitação Social.
A referida Lei deve ser aplicada de modo criativo para que beneficiem também pequenos empreendedores tais como, as mulheres que se dedicam ao comércio ambulante, os criadores de cultura como os músicos, as produtoras, as associações de dança e de teatro, produtores de artesanato, artistas plásticos.
Reconheço como natural a expectativa e a vontade de ver resolvidos rapidamente todos os problemas. Mas, temos contra nós, o tempo.

A via do diálogo

Tudo requer tempo para ser feito!
Em 2012 vão cumprir-se apenas dez anos de paz e o caminho percorrido, desde então, permite-nos concluir que se fez tudo o que esteve ao nosso alcance para chegarmos onde estamos.
O que a Nação fez é positivo e dá-nos a esperança de que podemos fazer melhor agora e atingir as metas que estamos a preconizar a médio prazo e garantir uma vida melhor para todos.
Caros compatriotas, o mundo está em constante transformação e é compreensível o desejo de todos aspirarmos a uma mudança para melhor nas nossas vidas.
Esse é um sentimento normal no ser humano e que o faz avançar sem parar para conquistar cada vez mais progresso e bem-estar.
A nossa História recente ensinou-nos que o processo de mudança pode ser brusco e radical ou evolutivo e suave, por fases.
Os processos radicais provocam rupturas e grande desorientação inicial com consequências sociais graves.
As mudanças que decorrem através de processos democráticos e pela via do diálogo, da compreensão mútua, da convivência pacífica e do estrito cumprimento da legalidade, garantem estabilidade social e política.
No ano que dentro de dias começa, vamos realizar pela terceira vez eleições para a escolha dos nossos Deputados à Assembleia Nacional e do Presidente da República, Titular do Poder Executivo. Estão a ser criados os mecanismos legais para que essas eleições sejam bem organizadas, transparentes e justas.
Cabe a todos, aos cidadãos eleitores em particular, a grande responsabilidade de fazerem a escolha certa para que seja garantida a continuidade da construção de uma Angola de paz, de democracia e de desenvolvimento.

Eleições de Setembro

Alguns Partidos Políticos já anunciaram o candidato à Presidente da República que vão apoiar nas próximas eleições. Outros vão pronunciar-se brevemente, como é natural.
Ainda temos oito meses pela frente o que importa é que cada um, no seio da sua família, encontre nesta Quadra Festiva o amor e a energia necessários para seguirmos em frente, num espírito de unidade e de solidariedade social, defendendo os superiores interesses da Pátria angolana.

Eu desejo a todos FESTAS FELIZES E UM PRÓSPERO ANO NOVO!



http://jornaldeangola.sapo.ao/20/0/vamos_realizar_o_sonho_de_uma_angola_para_todos

José Eduardo dos Santos acredita num futuro melhor




O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, disse (quarta-feira), em Luanda, “acreditar num futuro melhor, e na capacidade do nosso povo de vencer todas as dificuldades, mesmo os problemas mais complexos e dificeis”.


O Chefe de Estado angolano discursava na sua mensagem de fim de ano endereçada à Nação, por si descrita como de “esperança e de confiança”.


“A nossa história assim nos ensina, por mérito próprio conseguimos alcançar tudo aquilo que queriamos”, asseverou.


Com determinação, coragem, firmeza e grande vontade de vencer, enalteceu José Eduardo dos Santos, “conquistámos a independência e mais tarde a paz, construímos o nosso estado e estamos a desenvolver o país em democracia”.


Salientou que todos os angolanos contribuiram para chegar-se onde se está, para depois referir ser legítimo, no entanto, “que queiramos mais”.


“Não podemos baixar os braços porque ainda não realizamos o nosso sonho de construir uma Angola para todos, onde cada família se sinta realizada, possuindo o necessário para ter uma vida condigna”, disse o Presidente da República

Terça-feira, 27 de Setembro de 2011

Controlar energia é sinónimo de poupança

A Europa consome cerca de quatro vezes mais energia do que a Ásia ou a América do Sul e 30 por cento dessa energia é consumida pelas famílias. Os números pioram se analisarmos os dados: pelo menos 16 por cento da energia consumida em casa é desperdiçada. Como podemos mudar esta situação?

Para encontrar as respostas fomos primeiro a Manchester, no coração do Reino Unido

Nesta cidade, os cientistas estão a ajudar as pessoas a poupar energia.

A ideia não é fazer obras em casa, comprar outra nova ou adquirir eletrodomésticos mais eficientes. O objetivo é mostrar de uma forma simples e eficaz como e quanta energia consumimos em casa.

“O principal objetivo do projeto é influenciar mudanças de comportamento do consumidor final.

Como gerem a energia em casa, mas também de que forma utilizam as informações que recebem” afirma Pukul Rana, Coordenador do Projeto Dehems, em Manchester.

Informações sobre o consumo que os membros do projeto e voluntários obtêm, em tempo real, graças a contadores.

“Temos um kit básico que monitoriza o consumo geral de energia. Mas temos também medidores que monitorizam o consumo de energia dos aparelhos e nos permitem compreender em pormenor como cada agregado familiar usa a energia” refere Pukul Rana.

Fiona Nicholls tem em casa um kit básico para a eletricidade e a partir de agora vai ter outro para o gás. O suficiente, garante, para alterar os hábitos diários:

“Penso que estou a progredir. Estou a olhar para os eletrodomésticos que tenho em casa, que antes nem sequer reparava, porque os vejo no ecrã e se não fosse assim não seria capaz de alterar o comportamento”.

Quando Fiona liga um eletrodoméstico, pode ver no monitor a quantidade de energia que está a consumir e quanto custa. Depois de experimentar o sistema, ficou convencida.

“Penso que é uma tecnologia extremamente simples de utilizar. Vou definitivamente continuar a usá-la. Espero que o projeto me permita ficar com o equipamento, caso contrário, vou ter de comprá-lo” afirma Nicholls.

Segundo Pukul Rana “a última análise dos resultados mostra que os utilizadores dos laboratórios vivos economizam até oito por cento do consumo total de energia a partir do momento em que aderem ao projeto. Esperamos que até ao final possa duplicar e esperamos chegar aos 20 por cento para os laboratórios vivos.”

Mas será que podemos mudar, também, o “comportamento energético” da nossa casa? A resposta está em Mannheim, na Alemanha, onde os cientistas estão trabalhar num outro projeto de investigação da União Europeia destinado a controlar o consumo.

Nagy chega a casa depois do trabalho. Mas enquanto esteve fora, também, poupou energia. Tudo porque tem uma casa inteligente. O coordenador do projeto, explica como funciona. ¨

“Temos alguns dispositivos inteligentes que ao serem instalados em casa podem controlar eletrodomésticos, como por exemplo, a máquina de lavar roupa ou o frigorífico. Estes dispositivos ou controladores centralizados determinam o momento certo para o consumo” refere Anke Weidlich, coordenador do projeto Casa Inteligente/Rede Inteligente.

Basta deixar a máquina de lavar preparada. Os controladores centralizados encarregam-se depois de ligá-la quando as tarifas de eletricidade são mais baixas ou quando Nagy decidir, depois de verificar os preços.

Robert Nagy, um voluntário alemão garante que o sistema mudou os hábitos de utilização dos eletrodomésticos “Agora olhamos primeiro para as horas do dia em que o preço da eletricidade é mais baixo e, desta forma, podemos controlar os eletrodomésticos para poupar dinheiro e energia.”

Nagy passou, também, a usar mais energia amiga do ambiente porque os controladores centralizados são acionados quando detetam energia renovável na rede.

“Como pode imaginar, se estiver muito vento ou muito sol, há muita eletricidade proveniente de centrais eólicas ou solares. Nesta altura a eletricidade será mais barata que noutras, e esta é a altura certa para consumir energia. A tecnologia que estamos a desenvolver ajuda-o a fazê-lo no momento certo” refere o coordenador.

Mais, a porta de ligação, também, pode controlar a energia solar que outras casas envolvidas no projeto geram. Desta forma, o excedente de energia renovável é consumido localmente.

“Hoje em dia, se tiver um painel fotovoltaico no telhado, por exemplo, pode vender a energia à rede. Mas também pode optar por integra-la na comunidade do seu bairro e vendê-la, diretamente, aos seus vizinhos que depois a vão consumir.”

Podemos tornar-nos independente da rede?

Para obter a resposta fomos à Grécia, a Lavrio, no sul de Atenas.

Aqui há um edifício muito especial, porque toda a eletricidade que utiliza provém de energia eólica e solar.

“O problema aqui é que as fontes de energia renováveis não geram energia de forma contínua e constante. Quando as fontes de energia de um edificio são renováveis, a energia produzida, nem sempre é igual à energia consumida. Às vezes é mais elevada, outras mais baixa. Portanto, quando tem mais, tem de armazenar o excesso de energia, e quando tem menos, tem que usar a energia armazenada no interior do edifício” afirma Ioannis Paspaliaris da Universidade Nacional Técnica de Atenas.

Armazenar a energia em baterias ocuparia demasiado espaço e, além disso, as baterias têm uma vida curta. A solução: transformar o excesso de energia em hidrogénio por eletrólise e armazená-la.

“A ideia do hidrogénio nasceu tendo em conta o equilíbrio necessário entre a energia produzida e a energia utilizada, portanto, da possibilidade de armazenar a energia como hidrogénio que mais tarde, através de pilhas de combustível, podia ser usado para produzir eletricidade ou calor para aquecer uma casa “

“O hidrogénio é um gás. Quando é usado para produzir eletricidade ou calor, não gera gases com efeito de estufa. O hidrogénio quando queimado ou utilizado em células de combustível produz água pura e não CO2 “ refere Ioannis Paspaliaris.

O objetivo desta experiência é integrar um sistema de armazenamento de hidrogénio numa comunidade, num edifício, ou em casas normais.

Paspaliaris defende que “a futura casa de hidrogénio terá um melhor desempenho se consumir pouca energia. Quando um edifício tem um baixo consumo energético, o sistema exigido para satisfazer as necessidades de energia é menor e, portanto, mais económico “

Mas então, como reduzir o consumo? A resposta parece simples: controlando, a energia.

www.dehems.eu
www.smarthouse-smartgrid.eu
www.h2susbuild.ntua.gr

Copyright © European Commission 2011 / euronews 2011

http://pt.euronews.net/2011/02/09/controlar-energia-e-sinonimo-de-poupanca/

Geithner diz que mundo espera reacção dos europeus à crise

Nova Iorque - O mundo inteiro levou aos dirigentes europeus a mensagem de que é responsabilidade deles solucionar a crise da dívida, afirmou o secretário do Tesouro americano, Tim Geithner.



"Durante o fim de semana, ouviram todo o mundo afirmar que devem fazer todo o possível para tranquilizar as pessoas sobre a sua intenção e capacidade de conter a crise", declarou numa entrevista ao canal ABC.



Nas reuniões do FMI e do G20 do fim de semana em Washington, os europeus defenderam o plano estabelecido em 21 de Julho passado, que inclui entre outras medidas uma nova ajuda para a Grécia e uma ampliação do Fundo de Estabilização (FESF).



Para Geithner, a crise europeia "começa a prejudicar o crescimento em todas as partes, em países tão afastados como a China, o Brasil, a India e a Coreia".





"Os europeus ouviram a mesma mensagem é hora de actuar".

Angola volta a crescer dois dígitos em 2012, prevê o FMI

Angola volta a crescer dois dígitos em 2012, prevê o FMI
A economia angolana deverá retomar um crescimento de dois dígitos em 2012, atingindo os 10,5%, muito acima do crescimento económico previsto para a região, segundo as últimas previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O crescimento económico de Angola sobe dos 1,6% registados em 2010 para 7,8% este ano e acelera no ano seguinte, registando o segundo maior crescimento da região da África subsaariana, a seguir ao Níger.

“O abrandamento do crescimento económico na Europa afecta alguns países da região exportadores de produtos transformados, como a África do Sul”, e a subida dos preços de petróleo penaliza os importadores, refere o relatório divulgado na segunda-feira.

Mas estes são factores que pelo contrário beneficiam Angola, um dos maiores exportadores de petróleo.

As projecções do FMI para a região apontam para crescimentos de 5,5 este ano e 5,9% em 2012.

As dificuldades em Angola são ao nível do controlo da inflação este ano, com os preços no consumidor a subir 14,6% (14,5 em 2010), mas alguma correcção já em 2012, com uma taxa de 12,4%.

Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2011

Belgas tiram a roupa em protesto contra impasse político

Por Eva Dou

GHENT, Bélgica (Reuters) - Belgas fizeram protestos em todo o país na quinta-feira para exigir que os políticos resolvam uma crise que se arrasta há oito meses e impede a formação de um novo governo.

Cerca de 50 pessoas, a maioria estudantes, ficaram só de roupas íntimas em Ghent (norte), posicionando-se para formar a palavra "unidade." Rodadas de gim holandês ajudavam a espantar o frio.

"Há em holandês a expressão 'estar pelado', com o sentido de ser feito de bobo. Nada aconteceu, os políticos negociam há 249 dias, e ainda há um impasse, então estão nos fazendo de bobos", disse o mestrando Jouwe Vanhoutteghem, um dos organizadores do protesto.

Em Leuven, na região central do país, os belgas recebiam batatas fritas, especialidade nacional, se escrevessem uma mensagem de adesão à "Revolução das Fritas."

A imprensa belga aludiu ao que considerou ser um recorde mundial estabelecido pelo país: 249 dias de impasse desde a eleição parlamentar de 13 de junho. "Finalmente, campeões mundiais", zombou o jornal De Standard, sobre uma foto de torcedores belgas dançando.

Com esses 249 dias de impasse, a Bélgica iguala à prolongada negociação do ano passado para a formação de um novo governo no Iraque, mas lá ainda houve outros 40 dias até que o Parlamento aprovasse o gabinete.

Os protestos de quinta-feira são parte de uma série de manifestações contra os políticos. Há um mês, 34 mil pessoas participaram de uma passeata em Bruxelas.

Um ator local conclamou os belgas a deixarem a barba crescer até que um governo seja formado. Até agora, 771 pessoas colocaram na internet (www.unebelgiqueaupoil.be) fotos das suas barbas.Mas alguns espectadores do protesto de quinta-feira duvidam que os políticos se sintam compelidos a agir, e vários transeuntes diziam não partilhar do empenho pela unidade entre flamengos (que falam holandês) e valões (francófonos).

"Acho que a Bélgica deveria se dividir. Não tenho nada contra o rei, mas todo o nosso dinheiro de Flandres vai para o outro lado", disse o transportador flamengo Luc Baudewijn, de 53 anos.

Desde a inconclusiva eleição de junho, um governo provisório exerce o poder, enquanto líderes valões e flamengos divergem a respeito do grau de autonomia das regiões belgas.

Os flamengos se queixam dos subsídios à Valônia, uma região mais pobre, enquanto os francófonos argumentam que uma maior autonomia regional seria um passo rumo à dissolução do país, em que os valões seriam mais prejudicados.

O rei Albert deu na quarta-feira ao seu principal mediador mais duas semanas para tentar superar o impasse. O ministro interino das Finanças, Didier Reynders, é a sexta pessoa a encarar o desafio.

Economistas dizem que um governo definitivo precisará adotar medidas para reduzir a dívida pública, que pode chegar neste ano a 98,1 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

A agência de avaliação de crédito Standard & Poor's disse que pode reduzir a nota da Bélgica se o país não formar um novo governo até junho.
http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRSPE71G0T520110217?pageNumber=2&virtualBrandChannel=0

Violência cresce em protestos na Líbia, Barein e Iêmen

Por Cynthia Johnston e Frederik Richter

MANAMA (Reuters) - Distúrbios se espalharam na quinta-feira pelo Oriente Médio e Norte da África, com registros de incidentes violentos na Líbia, no Iêmen e no Barein, onde três pessoas morreram na repressão militar a manifestações contra o governo.

Os protestos no mundo árabe são inspirados pelas recentes revoluções na Tunísia e no Egito. No Barein, os manifestantes se queixam de dificuldades econômicas e da suposta discriminação da monarquia sunita contra os xiitas, maioria da população.

Soldados com veículos blindados ocuparam a capital do pequeno país do golfo Pérsico, em meio à pior onda de incidentes nas últimas décadas. Pelo menos três pessoas morreram e 231 ficaram feridas; a oposição diz que há dezenas de presos e cerca de 60 desaparecidos.

"Estão nos matando!", disse um manifestante à Reuters. Outras duas pessoas já haviam morrido em protestos nos dias anteriores.

No Iêmen, quatro manifestantes foram mortos na cidade portuária de Áden (sul), no sétimo dia de protestos. Agora são seis o número de mortos após o início das manifestações no país, um dos mais pobres da região.

Na Líbia, o "Dia de Fúria" convocado por ativistas pela Internet começou com poucos sinais de atividade em Trípoli, onde houve uma manifestação promovida por partidários do líder Muammar Gadaffi, no poder há 42 anos.

Mas um morador de Benghazi, cerca de 1.000 quilômetros a leste da capital, disse à Reuters que ocorreram confrontos na vizinha localidade de Al Bayda, envolvendo seguidores do governo e parentes de dois jovens mortos num protesto na véspera.

Um morador de Benghazi disse que pelo menos cinco pessoas foram mortas em localidades próximas, mas foi impossível confirmar essa informação e estabelecer o número exato de vítimas.No Iraque, uma pessoa morreu e 33 ficaram feridas quando a polícia abriu fogo contra manifestantes que faziam um protesto contra o governo local em Sulaimaniya (nordeste), segundo testemunhas e fontes médicas.

"Profundas questões sociais e econômicas por todo o Oriente Médio e Norte da África continuarão motivando novos distúrbios", disse o analista de riscos políticos Anthony Skinner, da consultoria Maplecroft. "Os protestos no Barein e na Líbia refletem a facilidade com que os protestos se espalharam na região."

Essas preocupações ajudaram a levar o petróleo do tipo Brent à sua maior cotação em 28 meses, 104 dólares por barril, e também contribuíram para que o ouro mantivesse sua alta das últimas cinco semanas.

No entanto, a ministra britânica da Segurança, Pauline Neville-Jones, disse numa entrevista que as revoltas dos jovens árabes são uma "enorme oportunidade" para a estratégia ocidental de contraterrorismo, por enfraquecer o argumento da al Qaeda de que o Islã e a democracia são incompatíveis.

EX-DITADOR EM ESTADO GRAVE

A revolta árabe está completando dois meses. Ela começou em 17 de dezembro, quando o jovem tunisiano Mohamed Bouazizi suicidou-se em sacrifício, depois de ser proibido pelas autoridades de vender frutas e verduras na localidade de Sidi Bouzid.

O caso dele inspirou manifestações contra a pobreza, a corrupção e a repressão, que culminaram com a fuga, um mês depois, do ditador Zine al Abidine Ben Ali.

Logo em seguida, os protestos ganharam força no Egito, levando à renúncia do presidente Hosni Mubarak. Em vários países da região grupos de oposição vivem a esperança de um "efeito dominó", semelhante à onda que varreu os regimes comunistas do Leste Europeu em 1989.

Mas muitos governos autoritários da região têm recursos financeiros - graças ao petróleo - para enfrentar as rebeliões, além de controlarem as Forças Armadas. Ben Ali e Mubarak só caíram depois que seus respectivos Exércitos retiraram seu apoio.Depois de deposto, Ben Ali se refugiou na Arábia Saudita. Uma fonte desse país disse que o tunisiano está hospitalizado em "estado grave".

Contrapondo-se à onda de protestos, vários governos da região têm anunciado concessões, voltadas principalmente para a redução do preço dos alimentos, a criação de empregos e uma maior participação política.

Os Emirados Árabes anunciaram na quinta-feira que triplicarão o número de integrantes de um conselho consultivo, nomeado pelos xeques do país, que funciona como uma espécie de Parlamento.

No caso do Barein - importante centro financeiro regional, além de ser sede da Quinta Frota Naval dos EUA -, o governo tenta reforçar a segurança. O Exército alertou a população a se afastar do centro da cidade, e na praça Pérola havia restos de barracas, cobertores e lixo, depois de os manifestantes serem dispersados. Um intenso cheiro de gás lacrimogêneo pairava no ar, e helicópteros sobrevoavam o local.

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRSPE71G0SH20110217?pageNumber=3&virtualBrandChannel=0

Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011

Discurso de presidente do Egito arruína festa na praça Tahrir

Por Tom Perry

CAIRO (Reuters) - A alegria se transformou em desespero e raiva na praça Tahrir, no centro do Cairo, quando o presidente do país, Hosni Mubarak, acabou na quinta-feira com a esperança de centenas de milhares de manifestantes que exigem sua renúncia após 30 anos no poder.

A multidão acampada na praça dançava, cantava, gritava frases e exibia um mar de bandeiras egípcias, nas cores vermelho, branco e preto, na expectativa de que o tão esperado discurso iria satisfazer o desejo do povo de ver o líder renunciar ao cargo.

"Ele sai nesta noite, nesta noite ele sai", cantavam alguns na medida em que as notícias sugeriam que Mubarak realmente renunciaria.

Foram muitos os boatos. Alguns diziam que ele iria à Alemanha, enquanto outros estavam confiantes de que o presidente viajaria para os Emirados Árabes Unidos.

Os organizadores do protesto pintavam os rostos daqueles que aderiam ao movimento com as cores nacionais do país. Num certo momento, a praça Tahrir pareceu sediar uma festa de carnaval ao invés de um protesto.

Como de costume, egípcios de todos os estilos de vida e convicções políticas estavam unidos, de islâmicos a esquerdistas seculares, liberais e famílias inteiras.

Uma garota, sentada sobre os ombros de seu pai, tinha a palavra "saia" pintada em sua testa, repetindo a principal exigência de uma multidão que tomou conta da praça Tahrir ao longo da semana.

Momentos antes de Mubarak começar a falar, os manifestantes diziam que estavam prestes a testemunhar a história. "Senta, senta, senta", gritavam alguns. Continuação...
Milhares responderam, sentando no chão da praça, numa cena que refletia o espírito de cooperação no acampamento de protesto.

Na grande tela à frente, a aparição do presidente de 82 anos fez com que todos pedissem o fim de qualquer burburinho. Novamente, a multidão cooperou. Um manto de silêncio caiu sobre a praça Tahrir.

SAPATOS

Sob um céu claro e uma meia-lua, os soldados em cima de tanques e veículos blindados prestavam mais atenção ao discurso do que qualquer outra pessoa. Alguns fumavam cigarros quando o presidente começou a falar.

Em menos de um minuto, a alegria da multidão deu lugar à aflição. Um homem abaixou a cabeça na medida em que ficava claro que Mubarak não pretendia renunciar.

Alguns tiraram os sapatos, acenando com a sola em mãos. Outros exibiram sua desaprovação com os dedos ou fizeram sinais negativos para Mubarak. Alguns choraram.

Na metade do discurso, a paciência dos manifestantes pareceu se esgotar. Eles se levantaram e gritaram: "Saia, saia, saia."

"Ele não quer entender. O povo não o quer no poder", disse Hesham al-Bulak, de 23 anos. "Ele está se mantendo no poder de uma forma que é totalmente bizarra."

Alguns manifestantes abandonaram o local logo em seguida, enquanto outros ficaram onde estavam, gritando frases de protesto. Falando aos que deixavam a praça, um organizador, com os olhos cheios de lágrimas, gritou: "Não desanimem, não desanimem."

"Não há desânimo", respondeu um manifestante. "Não há desespero e não há rendição."

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRSPE71A00320110211?pageNumber=2&virtualBrandChannel=0

Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2011

Missões diplomáticas interditas de celebrar contratos de compra e venda

Os chefes das missões diplomáticas e consulares estão interditos de celebrar contratos de compra e venda e de praticar actos de disposição e alienação sobre todos os bens imóveis e móveis sujeitos a registo. Os bens referidos são os que fazem parte do património do Estado, e os contratos carecem de autorização do Ministério das Finanças, sob proposta do MIREX.

A declaração é do secretário de Estado do Tesouro, Manuel da Costa, que esclareceu, aquando da sua intervenção terça-feira no IV Conselho Alargado do Ministério das Relações Exteriores, que nos casos em que se pretenda a venda de imóveis ou móveis sujeitos a registo dever-se-á invocar, entre outros, os motivos de incapacidade ou inutilização.

O responsável enumerou ainda, como possíveis razões, a necessidade de substituição por um bem novo, sem prejuízo do seu valor histórico, o facto deste ser desnecessário ao serviço ou ter avaria cuja reparação ultrapasse os 80 por cento do valor inicial, ou ainda ter atingido o tempo de vida útil, sem hipótese de restauração, mas com as causas devidamente indicandas.

Assim sendo, o secretário de Estado do Tesouro, que se debruçava especificamente sobre “a gestão do património” disse que para efeito de aquisição de equipamentos, móveis, imóveis e viaturas, as missões diplomáticas e consulares devem estabelecer planos concretos para apresentar ao Ministério das Relações Exteriores (MIREX).

http://www.angonoticias.com/full_headlines_.php?id=30470

Segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2011

Universidade Lusíada de Angola

A Instituição
A Universidade Lusíada de Angola iniciou actividades com o ensino propedêutico em 1999 nas áreas económica, jurídica e engenharia.

Nestes nove anos de existência, a Universidade Lusíada de Angola cresceu não só em discentes mas também em áreas de actividade. Assim contamos hoje com Licenciaturas em Psicologia, Informática, Arquitectura, Economia, Contabilidade, Gestão de Empresas, Gestão de Recursos Humanos, Direito, Relações Internacionais, para além de mantermos a estrutura do ano propedêutico.

Em 9 anos, passamos de um total de 370 alunos universitários para um total de 4.200.

No ano de 2004 graduamos os nossos primeiros licenciados na área de economia.

As regras de admissão de docentes para a Universidade são equiparadas às vigentes na Universidade Agostinho Neto, pelo que enquadramos docentes que vão da categoria académica de Assistente Estagiário à de Professor Titular.

As Universidades Lusíada orgulham-se da sua dimensão nacional e do prestígio alcançado, principalmente, do contributo dado ao País na formação universitária de uma parte significativa da sua juventude.

A verificação desta realidade, tem exigido das Universidades Lusíada um contínuo esforço da qualificação do seu corpo docente, de actualização dos seus equipamentos técnicos e tecnológicos e de renovação das suas práticas pedagógicas, tendo sempre em vista um ensino que apenas se subordina aos princípios da qualidade e do rigor científico.

A aquisição de uma consciência ética e social que determine o comportamento e o procedimento científico e profissional é o suporte do projecto de formação integral das Universidades Lusíada.

Procuramos que os membros da nossa comunidade universitária se distingam pelas suas qualidades humanas antes e ao mesmo tempo que pela sua preparação cultural e alta categoria profissional.

Histórico

A Universidade Lusíada de Angola iniciou actividades com o ensino propedêutico em 1999 nas áreas económica, jurídica e engenharia.

Nestes nove anos de existência, a Universidade Lusíada de Angola cresceu não só em discentes mas também em áreas de actividade. Assim contamos hoje com Licenciaturas em Psicologia, Informática, Arquitectura, Economia, Contabilidade, Gestão de Empresas, Gestão de Recursos Humanos, Direito, Relações Internacionais, para além de mantermos a estrutura do ano propedêutico.

Em 9 anos, passamos de um total de 370 alunos universitários para um total de 4.200.

No ano de 2004 graduamos os nossos primeiros licenciados na área de economia.

As regras de admissão de docentes para a Universidade são equiparadas às vigentes na Universidade Agostinho Neto, pelo que enquadramos docentes que vão da categoria académica de Assistente Estagiário à de Professor Titular.

As Universidades Lusíada orgulham-se da sua dimensão nacional e do prestígio alcançado, principalmente, do contributo dado ao País na formação universitária de uma parte significativa da sua juventude.

A verificação desta realidade, tem exigido das Universidades Lusíada um contínuo esforço da qualificação do seu corpo docente, de actualização dos seus equipamentos técnicos e tecnológicos e de renovação das suas práticas pedagógicas, tendo sempre em vista um ensino que apenas se subordina aos princípios da qualidade e do rigor científico.

A aquisição de uma consciência ética e social que determine o comportamento e o procedimento científico e profissional é o suporte do projecto de formação integral das Universidades Lusíada.

Procuramos que os membros da nossa comunidade universitária se distingam pelas suas qualidades humanas antes e ao mesmo tempo que pela sua preparação cultural e alta categoria profissional.

http://www.ulangola.net/interna.php?cod=28

Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011

Angolanos celebram 50 anos do Início da Luta Armada

Celebra-se esta Sexta-feira, 4 de Fevereiro, o 50º aniversário do Início da Luta Armada de Libertação Nacional, data que constitui um marco indelével na história da resistência ao regime colonial-fascista português, para o alcance da Independência Nacional.

Na madrugada de 4 de Fevereiro de 1961, um grupo de homens e mulheres, munido de paus, catanas e outras armas brancas, atacou a casa de reclusão e a cadeia de São Paulo, em Luanda, para libertar presos políticos ameaçados de morte.

Em resposta ao ataque, o regime colonial-fascista reagiu brutalmente com uma acção de repressão em todo o país, com assassinatos, torturas e detenções arbitrárias.

Essas prisões e assassinato de pessoas indefesas levou alguns nacionalistas a organizarem-se para a luta de libertação.

Os preparativos da acção tiveram início em 1958, em Luanda, com a criação de dois grupos clandestinos, um abrangendo os subúrbios e outro a zona urbana, coordenados por Paiva Domingos da Silva, Imperial Santana, Virgílio Sotto Mayor e Neves Bendinha (já falecidos).

A acção inseriu-se também nos anseios da população e na necessidade de se passar a formas de luta que correspondessem à rigidez da administração colonial. Para tal valeu a colaboração do cónego Manuel das Neves e outros combatentes.

O papel do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) na preparação e organização da "acção directa" já constava do anúncio feito pelo seu Comité Director na conferência de Londres de Dezembro de 1960.

O 4 de Fevereiro de 1961 é considerado um marco importante da luta africana contra o colonialismo, numa tradição de resistência contra a ocupação que vinha desde os povos de Kassanje, do Ndongo e do Planalto Central.

Os primeiros relatos de realce de resistência à ocupação colonial datam dos séculos XVI e XVII (1559-1600 e 1625-1656), conduzidos por Ngola Kiluanje e Njinga Mbandi.

Os acontecimentos de Fevereiro de 1961 traduziram-se assim numa sublime expressão de nacionalismo, demonstrada pelos angolanos.

Este ano, o acto central das comemorações da data decorre na província do Bengo e tem como lema: "Com espírito do 4 de Fevereiro " construámos uma Angola próspera e moderna".

As celebrações decorrem com actividades culturais e recreativas, destacando-se encontros, palestras, seminários, entrevistas, exposições e colóquios, com o objectivo de destacar o exemplo do 4 de Fevereiro para as novas gerações.

Recordar a importância da data, sensibilizar a sociedade para o seu empenho activo nas tarefas que visam a consolidação da paz, a reconciliação nacional e a reconstrução do país, em todas as suas vertentes, constam igualmente dos objectivos da celebração da data.

Quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2011

WikiLeaks é indicado para o Prêmio Nobel da Paz

Por Wojciech Moskwa

OSLO (Reuters) - O site WikiLeaks foi indicado para o Prêmio Nobel da Paz de 2011, disse nesta quarta-feira o parlamentar norueguês Snorre Valen, autor da proposta, um dia depois de encerrado o prazo para as candidaturas.

O Comitê do Nobel norueguês aceita até 1o de fevereiro as indicações para o prêmio considerado por muitos como a principal honraria do mundo, embora os cinco membros do painel tenham até o fim do mês para fazer as suas propostas.

Valen disse que o WikiLeaks é "uma das contribuições mais importantes para a liberdade de expressão e transparência" no século XXI.

"Ao divulgar informações sobre corrupção, violações dos direitos humanos e crimes de guerra, o WikiLeaks é um candidato natural ao Prêmio Nobel da Paz", afirmou Valen.

Parlamentares, professores de direito ou de ciência política e laureados pelo prêmio em anos anteriores estão entre os que podem fazer indicações. O comitê não quis fazer comentários sobre a indicação do WikiLeaks nem de outras nomeações.

O governo dos EUA está furioso com o WikiLeaks e com o seu fundador, Julian Assange, pela divulgação de dezenas de milhares de documentos secretos e telegramas diplomáticos que, segundo Washington, prejudicou os interesses norte-americanos no exterior, incluindo os esforços de paz.

O australiano Assange pode ser extraditado da Grã-Bretanha para a Suécia para ser interrogado num caso de suposto abuso sexual que, segundo ele e seus simpatizantes, é uma campanha destinada a fechar o WikiLeaks, uma organização sem fins lucrativos fundada por grupos de direitos humanos e pela sociedade civil.

Uma premiação do WikiLeaks provavelmente provocaria críticas ao Comitê do Nobel, que já causou polêmica com suas duas escolhas mais recentes - o ativista chinês pró-democracia Liu Xiaobo e o presidente dos EUA, Barack Obama, alguns meses após ter vencido a eleição.

O prêmio foi criado pelo sueco Alfred Nobel, o inventor da dinamite, que disse em seu testamento que o laureado deveria ser aquele "que fez o melhor e maior trabalho para a fraternidade entre as nações, para a abolição ou redução dos Exércitos existentes e para a manutenção e promoção dos congressos da paz".

Irã pode ter arma nuclear em até dois anos, diz instituto

Por Adrian Croft

LONDRES (Reuters) - O Irã pode ter condições de desenvolver armas nucleares dentro de um ou dois anos, caso assim decida, disse o influente Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IIEE) na quinta-feira.

Um relatório da entidade disse haver evidências "além de qualquer dúvida razoável" de que o Irã está buscando a capacidade de produzir armas atômicas, caso seus líderes decidam trilhar tal caminho.

Já as suspeitas de que o Irã teria realizado atividades proibidas com armas químicas e biológicas "não podem ser determinadas a partir de informações disponíveis publicamente, e foram exageradas", diz o texto de 128 páginas, intitulado "Capacidades nucleares, químicas e biológicas do Irã".

O Irã nega a intenção de desenvolver armas atômicas, e diz que seu programa nuclear está voltado exclusivamente para fins pacíficos. No entanto, a Organização das Nações Unidas já impôs quatro rodadas de sanções ao país por causa da sua recusa em abdicar do programa de enriquecimento de urânio.

O IIEE, com sede em Londres, disse que o atual estoque iraniano de urânio baixamente enriquecido seria suficiente - caso seja ainda mais purificado - para a produção de uma ou duas armas atômicas.

Se as 4.000 centrífugas que aparentemente funcionam na usina de Natanz fossem usadas para fins bélicos com sua capacidade máxima, "seria preciso um pouco mais de um ano e sete meses para (que o Irã acumulasse) urânio altamente enriquecido suficiente para a primeira bomba."

A produção de urânio altamente enriquecido para bombas subsequentes seria mais rápida - um mínimo de 32 semanas por peça, segundo o relatório.

O IIEE acrescentou que haveria métodos mais rápidos para conseguir esse material, talvez num prazo de seis meses para a primeira bomba e quatro meses para cada uma das seguintes, mas que provavelmente o Irã não domina tal tecnologia.

Com qualquer dos métodos de enriquecimento de urânio, seriam necessários pelo menos mais seis meses para transformar o gás de urânio enriquecido em metal, e para então montar a bomba. O desenvolvimento de mísseis para usar essa arma também levaria mais tempo, diz o relatório.

Novo premiê egípcio se desculpa por violência no Cairo

CAIRO (Reuters) - O novo primeiro-ministro do Egito, Ahmed Shafiq, se desculpou nesta quinta-feira pela violência no centro do Cairo que, segundo manifestantes que exigem a saída do presidente Hosni Mubarak, foi instigada pelo governo.

"Como autoridades e um Estado que devem proteger seus filhos, pensei ser necessário me desculpar e sei que este fato não se repetirá", declarou o premiê a repórteres.

Shafiq afirmou não saber quem está por trás dos ataques mas disse que investigaria.

Nesta quinta-feira, décimo dia seguido de protestos contra Mubarak, que está há 30 anos no poder, houve tiroteio na praça Tahrir, no centro do Cairo, local onde os manifestantes estão reunidos, informou a rede de TV Al Arabiya.

Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011

Belarmino Van-Dúnem

Mediador para resolução da Costa do Marfim não é o mais ideal – Belarmino Van- Dúnem TPA

O analista para os Assuntos Internacionais, Belarmino Van-Dúnem (Na Foto), considerou Ontem, Quarta-feira, 19/1, em entrevista ao Telejornal da Televisão Pública de Angola (TPA), que o medianeiro da União Africana para a Costa do Marfim, não é o mais ideal.

“Como sabem, o Quénia está neste momento a viver uma crise eleitoral ainda não resolvida. Acho que temos personalidades políticas em condições para mediar esta crise, como o Joaquim Chissano, Thabo Mbenki e o antigo Secretário-geral das Nações Unidas Koffi Annan”, disse.

Segundo o analista, as figuras citadas exercem a diplomacia no Continente por uma questão de prestígio e não têm interesses pessoais e nem perspectiva de médio prazo exercer o poder.

“Esses homens têm alguma isenção que lhes da margem de negociação”, salientou.

No seu entender, seria melhor que se enviasse uma personalidade com alguma margem de liberdade para expressar as posições da União Africana e dos Chefe de Estados.

“Nós temos visto o radicalismo no posicionamento de Raila Odinga, alias, é um dos que estava solicitar os Estados Africanos que se preparassem para o envio de tropas para Costa do Marfim”, acrescentou Belarmino Van – Dúnem.

Recorde-se que a Costa do Marfim vive uma crise pós eleitoral causando centenas de vítimas mortais.

http://www.angonoticias.com/full_headlines_.php?id=30245

Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011

IBM se prepara para duelo entre homem e máquina em Jeopardy

YORKTOWN HEIGHTS, Estados Unidos (Reuters) - Um computador da IBM venceu uma rodada de teste no popular programa de conhecimentos gerais Jeopardy!, diante de dois dos melhores participantes humanos da disputa, o que demonstra que a inteligência artificial avançou muito em sua capacidade de simular como os seres humanos pensam.

"Criamos um sistema de computação com a capacidade de compreender a linguagem humana natural, algo que é muito difícil para um computador", disse John Kelly, diretor da IBM Research.

"No campo da inteligência artificial, as pessoas passam suas vidas tentando conquistar avanços de alguns centímetros. O que o Watson faz e já provou é desenvolver uma capacidade de avançar o estudo da inteligência artificial na escala dos quilômetro", afirmou.

O computador, chamado de Watson em homenagem a Thomas Watson, lendário presidente da IBM, serve como demonstração da competência da empresa na computação e nas pesquisas científicas avançadas.

Também demonstra que a IBM, que chega aos 100 anos em 2011, deseja se manter na vanguarda da tecnologia, ainda que companhias como Google e Apple se tenham tornado as líderes do setor em termos de popularidade.

A IBM diz que a capacidade de compreender a linguagem humana faz do Watson uma máquina muito mais desenvolvida que o Deep Blue, o supercomputador da empresa que derrotou o campeão mundial de xadrez Garry Kasparov em uma série de partidas em 1997.

O maior desafio para os cientistas da IBM foi o de ensinar o Watson a distinguir entre expressões literais e metafóricas, e a compreender trocadilhos e gírias.

Alimentá-lo com conhecimento é fácil. O Watson não está conectado à Internet, mas dispõe de um banco de dados que cobre ampla gama de tópicos, entre os quais história e entretenimento.Na sessão de treino conduzida quinta-feira no centro de pesquisa da IBM em um subúrbio tranquilo de Nova York, o Watson demonstrou sua familiaridade com filmes musicais.

"O filme Gigi deu a ele a canção tema, 'Thank Heaven for Little Girls'", perguntou o apresentador Alex Trebek. "Quem é Maurice Chevalier", respondeu o computador.

A máquina, que combina computadores Power7 da IBM do tamanho de refrigeradores, é muito grande para caber no estúdio do programa e estava conectada remotamente.

Watson respondeu corretamente questões sobre Agatha Christie e a cidade de Jericó. A máquina venceu a primeira parte do teste, ganhando 4.400 dólares, enquanto Ken Jennings, que venceu 74 vezes seguidas durante a temporada de 2004 e 2005 do programa, ficou com 3.400 dólares. Brad Rutter, que já acumula ganhos de 3,3 milhões de dólares no programa, ficou em último.

"Estou muito impressionado", disse Jennings, um ex-programador de computadores.

Uma vitória no show de verdade, que irá ao ar em 14, 15 e 16 de fevereiro, será um triunfo para a IBM, que investiu cerca de 6 bilhões de dólares no ano passado em pesquisa e desenvolvimento.

Uma parte desse investimento, não informada pela empresa, foi para o que a companhia chama de "grandes desafios" ou enormes projetos científicos de vários anos como o Watson e Deep Blue.

Apesar de Watson pode não se tornar um projeto comercial no curto prazo, executivos da IBM afirmam que suas capacidades linguísticas e analíticas podem eventualmente ajudar a companhia a desenvolver novos produtos em áreas como medicina diagnóstica.

Entretanto, Jennings, acredita que Watson pode ser vencido na competição de verdade. "Watson está sujeito a erros", disse ele Rutter concordou, citando a fraqueza da máquina em compreender humor, uma parte importante de algumas perguntas.

Em uma pergunta sobre o ator e músico Jamie Foxx, que aprendeu a tocar violoncelo, Watson deu como resposta "quem é Beethoven?"

"Eu confundo os dois sempre", brincou Rutter sobre o erro da máquina.

Watson não riu, mas acabou vencendo a sessão de treinamento.
http://br.reuters.com/article/internetNews/idBRSPE70D08H20110114?pageNumber=3&virtualBrandChannel=0

Sexta-feira, 14 de Janeiro de 2011

Costa do Marfim: Crise não é militar, mas sim eleitoral TPA

A crise na Costa do Marfim não é militar, mas sim eleitoral, disse Quarta-feira, 12/1, o Analista Político angolano, Belarmino Van – Dúnem (Na Foto), quando falava sobre os recentes acontecimentos naquele país africano.

“Esta é uma crise interna e as coisas foram levadas ao campo internacional, quando se trata de uma crise interna”, frisou Belarmino, acrescentando que com esta atitude, a comunidade internacional acabou de passar um certificado de incompetência as instituições que até ao momento estão investidas para dirimir o caso Costa do Marfim.

Segundo o analista, ouve a ponderação necessária de se ouvir as partes em conflito e que daquilo que tem sido as eleições em África, com as dificuldades e limitações existentes, era necessário haver um período de análise, verificação e conversações.

“É preciso diálogo e dar tempo ao tempo e deixar as instituições funcionarem e esgotar todos os mecanismos diplomáticos e de diálogo que existem “, considerou.

Quanto ao papel de Angola para a resolução da crise, Belarmino Van –Dúnem, disse que tem sido brilhante, porque tem sabido ouvir as partes em conflito, apesar das conversações não serem públicas.

Dizer que a crise pós-eleitoral agudiza-se todos os dias na Cote D’ivoire. Os confrontos já fizeram dezenas de mortos, e mais de vinte mil pessoas refugiaram-se para países vizinhos.


http://www.angonoticias.com/full_headlines_.php?id=30145

Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011

POBRES DOS NOSSOS RICOS

POBRES DOS NOSSOS RICOS

A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos.

Mas ricos sem riqueza.

Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados.

Rico é quem possui meios de produção.

Rico é quem gera dinheiro e dá emprego.

Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro, ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.

A verdade é esta: são demasiados pobres os nossos "ricos".

Aquilo que têm, não detêm.

Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros.

É produto de roubo e de negociatas.

Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram.

Vivem na obsessão de poderem ser roubados.

Necessitavam de forças policiais à altura.

Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia.

Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade.

Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem ...


MIA COUTO

Angola perde mais de 60 bilhões de Kz por causa dos feriados TPA

Angola perdia mais de 60 bilhões de kwanzas devido aos números elevados de feriados, por isso, o grupo parlamentar do MPLA apresentou a Assembleia Nacional uma proposta de lei que retira do calendário alguns dias considerados feriado.

O 4 de Janeiro, dia dos Mártires da Repressão Colonial, o 2 de Março, dia da Mulher Angolana, o 15 de Março dia da Expansão da Luta Armada de Libertação Nacional, o 14 de Abril, dia da Juventude Angolana, o 25 de Maio dia de África, o 1 de Junho, dia Internacional da Criança e o 10 de Dezembro dia Internacional dos Direitos Humanos, passarão às datas de celebração nacional e, por isso, dias de trabalho normal.

Na especialidade, o texto passa e está em condições de ser aprovado no plenário da Assembleia Nacional.

A oposição diz não entender algumas das escolhas, mas o partido no poder esclarece, dizendo que houve votos e algumas delas tiveram maiorias folgadas e tiveram mesmo de fazer parte dos feriados nacionais.

http://www.angonoticias.com/full_headlines_.php?id=30140

Crise ivoiriense trasita por Luanda

Luanda cristaliza os contornos da rota para a solução da crise pós-eleitoral na Cote d’ivoire. Depois de Laurent Gbagbou, agora é a vez do seu opositor, Alassane Ouatra,(Na foto), solicitar os préstimos do executivo angolano.

Enviados do Presidente eleito nas eleições de 28 de Novembro na Cote D’ivoire foram recebidos esta terça-feira na capital angolana.

Jean Marie Kacou Gervais e Bakayoko Amed foram recebidos em audiência pelo Vice-Presidente de Angola, Fernando da Piedade Dias dos Santos.

Os homens de Gbagbou, haviam sido acolhidos pelo Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos.

“ Nandó” garantiu apoio de Angola a uma solução pacífica, condenando o uso das armas, segundo os políticos ivoirienses.

A crise pós-eleitoral agudiza-se todos os dias na Cote D’ivoire. Os confrontos já fizeram dezenas de mortos, e mais de vinte mil pessoas refugiaram-se para países vizinhos.

http://www.angonoticias.com/full_headlines_.php?id=30137

Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2011

Só há democracia representativa com reconhecimento da pluralidade

Só há Democracia Representativa quando existe um reconhecimento da pluralidade das ideologias, crenças, opiniões, das formações sociais e económicas, dando a possibilidade de todas as forças, com expressão significativa, terem acesso aos órgãos do poder.

Esta consideração é do constitucionalista português, Jorge Miranda, quando abordava o tema “Democracia Representativa e Democracia Participativa”, durante a IV Semana Social Nacional, organizada sob a égide da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) em parceria com o Centro Cultural Mosaiko.

Segundo o professor, tal facto significa, em democracia, o princípio da maioria que vai governar e a minoria que exerce a função da oposição.

No seu entendimento, hoje a verdadeira essência para a separação dos poderes legislativo, executivo e judicial é o Governo e Oposição ou seja a maioria e minoria.

Explicou que nas democracias o princípio pluralista é fundamental, pois “nenhuma maioria poderá sê-lo eternamente porque tudo depende dos votos dos cidadãos”, frisou.

Outro aspecto importante na Democracia Representativa, lembrou, é a ideia de responsabilidade política, uma vez que os governantes são eleitos e não governam por direito próprio, estando sujeitos a responderem politicamente perante os cidadãos.

Desta feita, referiu, os cidadãos têm direito de, através dos meios normais para o exercício da cidadania, discutir os actos do poder.

Para si o Estado do Direito é também um dos aspectos importantes da Democracia Representativa uma vez que estão interligados.

Relativamente à Democracia Participativa fez saber que muitas vezes ela é identificada com as formas de democracia semi-directa como o referendo.

Na sua opinião a Democracia Participativa é a participação das pessoas ou em grupos na resolução dos problemas que afectam as suas vidas quotidianas.

Durante a sua alocução o constitucionalista disse que a participação tem de se fazer a partir de baixo.

“A concretização dos direitos sociais faz-se entre o Estado e as populações, ou seja de baixo para cima e de cima para baixo”, acrescentou.

Ao fazer a interligação entre a Democracia Representativa e a Participativa, o professor Jorge Miranda disse que a Democracia Participativa não poderá substituir a Representativa.

Para si, a Democracia representativa está para ficar e é através das suas formas que se tomam as decisões.

A semana Social, que vai até ao dia 15 do corrente mês, é um espaço aberto de reflexão e de debates sobre um tema socialmente relevante, contando com a participação de eminentes figuras religiosas, da sociedade civil, juristas e políticos.

O evento visa permitir aos cristãos e outras entidades da sociedade a tomada de maior consciência sobre as responsabilidades sociais, bem como procurar caminhos concretos que possam ser sinais “eloquentes” do Evangelho de Cristo no mundo de hoje.

A primeira edição da semana social nacional realizou-se em 1999, com o tema a Educação para a Cultura da Paz. A segunda aconteceu em 2003, com o tema O Cidadão e a Política. A terceira edição deu-se em 2007, com o tema Justiça Social.


http://www.angonoticias.com/full_headlines_.php?id=30115

Mudanças na Microsoft continuam; chefe de servidores sai

Por Bill Rigby

SEATTLE (Reuters) - O presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, afastou o comandante da divisão de servidores da empresa, na mais recente das demissões de executivos de primeiro nível empreendidas pela produtora de software em um esforço para retomar a liderança do setor de tecnologia.

Bob Muglia, que estava na companhia há 23 anos, manterá o posto até a metade do ano a fim de ajudar seu sucessor, ainda não selecionado, a tomar as rédeas da divisão de servidores e ferramentas da Microsoft, que fatura 15 bilhões de dólares anuais. A divisão, a terceira maior da companhia, vende software de banco de dados e servidores a clientes empresariais.

Um memorando interno de Ballmer indica que Muglia foi afastado devido a um desacordo sobre estratégia.

"Bob Muglia e eu temos conversado sobre o negócio em geral e sobre o que é necessário para acelerar nosso crescimento", escreveu Ballmer no memorando, que foi divulgado pela empresa. "Nesse contexto, decidi que agora é a hora de indicar uma nova liderança para a divisão de servidores."

O sucessor ainda não foi indicado. Ballmer afirmou que consideraria candidatos de dentro e de fora da companhia.

"Ao parece ele foi convidado a se retirar", disse Sid Parakh, analista da McAdams Wright Ragen. "Aparentemente houve um desacordo quanto a estratégia."

Muglia, um veterano respeitado da Microsoft, bem pode ressurgir em outra empresa.

"Acreditamos que o nome de Muglia venha a fazer parte da lista para muitos postos de primeiro escalão de empresas de tecnologia", disse Jason Maynard, analista do Wells Fargo.Superada pela Apple como companhia de tecnologia com maior valor de mercado, no ano passado, e com o preço de suas ações estagnado há uma década, a Microsoft vem promovendo mudanças em seu comando executivo já há alguns anos.

Nos últimos 15 meses, saíram o vice-presidente de arquitetura de software, Ray Ozzie; o vice-presidente da divisão Office, Stephen Elop; o vice-presidente da divisão de entretenimento e aparelhos, Robbie Bach; e o vice-presidente financeiro Chris Liddell.

Dos líderes das cinco principais divisões da empresa, apenas Qi Lu, da divisão online, mantém o posto que detinha dois anos atrás.

Terça-feira, 11 de Janeiro de 2011

Portugal não planeja pedir ajuda externa, diz ministro

LISBOA (Reuters) - Portugal não tem planos de pedir um resgate financeiro à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional (FMI), e o governo está fazendo tudo possível para evitar isso, disse o ministro das Finanças do país, Fernando Teixeira dos Santos.

"Eu não antevejo essa eventualidade (de Portugal ter de pedir ajuda ao FMI). Aliás, estamos motivados para evitar que essa eventualidade ocorra", afirmou Fernando Teixeira dos Santos, em declarações à rádio TSF.

O ministro disse que seu país é capaz de continuar sem resgate, acrescentando que as taxas de juros médias que Portugal paga pela dívida são relativamente baixas, com apenas uma pequena porção sendo financiada a custos maiores.

"Nós estamos fazendo o nosso trabalho. Claramente a Europa não está fazendo o seu trabalho para garantir a estabilidade do euro", disse.

(Por Elisabete Tavares)

http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE70A02H20110111

Deputados aprofundam Proposta de Lei Sobre Transgressões Administrativas Angop

Os deputados das Comissões da Administração do Estado e Poder Local e para os Assuntos Constitucionais e Jurídicos da Assembleia Nacional apreciam hoje, terça-feira, para enriquecimento, a Proposta de Lei sobre Transgressões Administrativas.

Para os devidos fundamentos, participa na reunião o ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa, e uma equipa de técnicos do seu pelouro.

A proposta de lei, de iniciativa legislativa do Executivo, tem por finalidade estabelecer um regime geral da punição dos actos lícitos de mera ordenação social.

Considera transgressões administrativas qualquer acção ou omissão, por dolo ou negligência, cujo resultado perturba o ambiente, a ordem pública, a tranquilidade, a segurança de pessoas e bens, a saúde pública, bem como a ornamentação e embelezamento de lugares públicos ou privados.

Quanto às modalidades, o texto refere que incumbe à Administração Central e Local do Estado a regulamentação das condutas que, atendendo a especificidade de cada região ou sector de actividade, deve ser considerada transgressões administrativas.

Refere que as multas devem ser fixadas por regulamentos, atendendo ao critério do sujeito e da modalidade da transgressão.

Segundo a proposta, para as transgressões cometidas por pessoas colectivas, a multa varia entre doze salários mínimo nacional, como valor mais baixo, e trezentos salários mínimo nacional, como valor mais alto.

Quanto às transgressões cometidas por pessoas singulares, a multa varia entre dois salários mínimo nacional, como valor mais baixo, e cinquenta salários mínimo nacional, como valor mais alto.

Se aprovada, o diploma vai revogar a Lei 10/87, de 26 de Setembro, sobre a mesma matéria.

http://www.angonoticias.com/full_headlines_.php?id=30091

Trinta mortos no Sudão em resultado de conflitos étnicos

Há notícia de 30 mortos, no Sudão, em resultado de três dias de violentos combates ocorridos entre elementos das etnias Misseriya e Ngok Dinka, no disputado distrito de Abyei, zona rica em petróleo, apesar da situação ser pacífica nos locais onde estão instaladas as assembleias de voto.

O referendo sobre a independência do Sul do Sudão está a registar uma grande afluência às urnas. Em Juba, ronda os 20 por cento. Na região de Wau, já votaram entre 60 a 80 por cento dos eleitores.

Pelo segundo dia consecutivo, os votantes formaram longas filas em assembleias de voto na capital, Juba, em um pouco por todo o território.

A votação vai prolongar se por toda a semana, terminando no sábado, sendo necessária uma afluência de 60 por cento para que os resultados sejam considerados válidos.

O referendo desta semana faz parte de um acordo assinado em 2005 e que pôs fim à guerra entre o Norte e o Sul. A Voz da América está a companhar de perto a votação. Em Juba, está Scott Bobb, enviado especial da VOA.

http://www.voanews.com/portuguese/news/Sudan_conflict_01_10_2011_Voanews-113213904.html

EXCLUSIVO – Laurent Gbagbo defende recontagem dos votos

A Costa do Marfim está à beira da guerra civil. A ONU teme violências étnicas. Laurent Gbagbo não quer deixar o poder. Considera ter ganho as eleições presidenciais de Novembro, apoiando-se no veredicto do Conselho Constitucional.

A comunidade internacional contesta a legitimidade de Gbabo e considera que Alassane Ouattara é o novo presidente do país.
Em Abidjan para a euronews, Laurent Gbagbo aceitou explicar, em exclusivo, o braço de ferro que causou a crise no país e a apreensão no mundo.
François Chignac, euronews – Há pouco mais de um mês, a Comissão Eleitoral independente anunciou que o seu adversário, Alassane Ouattara, ganhou as eleições presidenciais da Costa do Marfim. Alguns dias depois, o Conselho Constitucional legitimou a sua presidência. Hoje, a Costa do Marfim enfrenta uma das piores crises dos últimos tempos. Em que ponto estamos?

Laurent Gbagbo, presidente em exercício – O que é preciso compreender bem é que o resultado é ilegítimo, proclamado fora de prazo por alguém que não tinha o direito de o proclamar, é a isso que o Ocidente se agarra. O Conselho Constitucional deliberou e deu os resultados. É uma instituição reconhecida, proclamou eleito o novo presidente, que sou eu. Não querem sequer ouvir falar nisso. Sai do âmbito do direito, não é direito. É apenas a vontade dos poderosos de impôr outra pessoa. Não estou de acordo.

euronews:
A União Europeia contesta a sua legitimidade.

Laurent Gbagbo:
A União Europeia segue a França. Nas relações entre as grandes potências, cada um tem a sua zona de influência. E quando se trata de países francófonos da África negra, quando a França fala, todos os outros a seguem. A França interfere da pior maneira. Todas as resoluções feitas sobre a Costa do Marfim, na ONU, têm rascunho escrito pela França. É a França que escreve o esboço. Contestámo-lo várias vezes, mas somos um país pequeno. Não somos uma potência nuclear, não temos o direito de veto, nem sequer estamos no Conselho de segurança.

euronews:
O seu adversário, Alassane Ouattara, formou um governo, nomeou embaixadores que foram reconhecidos. O embaixador nomeado por Outtara em França foi reconhecido.

Laurent Gbagbo:
Mas a França está errada. Sou eu que digo: a França está errada.

euronews:
Passou 30 anos na oposição, Laurent Gbagbo. Tem uma longa carreira política. Nicolas Sarkozy dá-lhe um ultimato. Que responde ao chefe de Estado francês?

Laurent Gbagbo:
É inaceitável que um chefe de Estado, sob o pretexto de ser de um país mais poderoso do que outro, apresente um ultimato ao chefe de Estado de outro país. Não é possível.

euronews:
Os opositores dizem que o senhor não é um democrata, é um ditador, que fez um hold up eleitoral.

Laurent Gbagbo:
Quando …
euronews: que fez uma negação da democracia nas últimas semanas, que lhes responde?

Laurent Gbabo:
Que não estão bem colocados para falar sobre isso porque estão entricheirados no Hotel do Golfe (Ouattara e o governo). Estavam do lado do partido único, quando nós lutávamos pelo multipartidarismo. . Ouattara, Bédier (candidato na primeira volta)… queriam tanto matar o sistema multipartidário que estive na prisão durante o governo de Ouattara (que foi primeiro-ministro na década de 90).

euronews:
Laurent Gbagbo, estaria disposto a sacrificar-se pelos marfinenses para legitimar a visão de democracia.

Laurent Gbagbo:
Não é uma questão de sacrificar a Costa do Marfim, é uma questão mundial…

euronews:
Mas nós estamos no limite de tudo. A situação é tensa no país …

Laurent Gbagbo:
Esta não é a primeira vez que a a situação está tensa na Costa do Marfim.

euronews:
Não vai deixar o poder?

Laurent Gbagbo:
Oiça, eu fui eleito. Deve falar com aqueles que não foram eleitos.

euronews:
Se a comunidade internacional continuar a pressionar, nas próximas semanas, não vai deixar o poder?

Laurent Gbagbo:
Mas porque iriam continuar as pressões? É injusto.

euronews:
Há violência nas ruas. Se as atrocidades continuam, de ambas as partes, deixa o cargo?

Laurent Gbagbo:
Por quem? E há uma pergunta que quero fazer, e que as pessoas não costumam equacionar. Mesmo se já a seguir eu disser que deixo o poder, quem pode garantir que isso trará a paz? E que não vai provocar violências ainda maiores do que as que esperamos?

euronews:
E se a Comunidade Económica da África Ocidental intervir?

Laurent Gbagbo:
faria mal …

euronews:
e se os jovens marfinenses se opuserem aos militares da CEDEAO, abandonaria o poder?

Laurent Gbagbo:
Logo verei. E então anunciarei a decisão. Mas não está na agenda, por agora. O que importa agora é a discussão. Por isso discutimos. E pergunto porque é que as pessoas que pretendem ter ganho contra mim não querem voltar ao essencial e recontar os boletins de voto. Só peço isso. Que as pessoas venham para revermos as eleições.

euronews:
Então acusa os adversários de serem a fonte dos problemas na segunda volta das eleições.

Laurent Gbagbo:
Claro. Não é verdade que, nessas regiões, abusaram, violaram as mulheres que iam votar Gbagbo? É uma questão central.

euronews:
E quando o representante dos Direitos Humanos na ONU o estigmatiza e lhe aponta o dedo, o que responde?

Laurent Gbagbo:
É outro problema. É outro problema a que eu quero responder bem. Qual é o problema na Costa do Marfim? Ou seja, foram realizadas eleições. É preciso saber quem as ganhou. Esta é a fonte do problema. Eu digo que ganhei porque as instituições, que têm a responsabilidade de dizer quem ganhou, atribuiram-me a vitória. Os outros dizem outra coisa. Dizem outra coisa qualquer, mas sem base legal.
Então, como é habitual nestes casos, não têm argumentos sobre o fundo da questão, ou seja, quem ganhou as eleições e invocam os direitos do homem.
Em 2000, quando fui eleito, foi igual. Inventaram as valas comuns e culparam-me de mortes inexistentes. Pedi uma investigação judicial e houve um processo. Os polícias acusados foram absolvidos.

euronews:
As forças da ONU são imparciais na Costa do Marfim?

Laurent Gbagbo:
Já não são imparciais.

euronews:
Desde quando?

Laurent Gbagbo:
Desde as últimas eleições. Porque nós considerávamo-la uma força imparcial, digamos em 2003/2004. Mas, desde o momento que o líder …

euronews:
Que o coloca directamente em causa …

Laurent Gbagbo:
Que eu coloco directamente em causa. Acho que as pessoas da ONU devem ser mais sábias.
Sabem muito bem que os responsabilizamos pela escalada da tensão, sabem muito bem que o Governo da Costa do Marfim pediu para partirem. Disse às pessoas para não os apressarem, pedimos a saída diplomaticamente e é diplomaticamente que a vamos obter. Mas é preciso que sejam mais sábios. Quando as pessoas que vêm do exterior se querem impor por serem mais fortes, o resultado é este.

euronews:
Então, a Costa do Marfim e Laurent Gbagbo são vítimas do exterior?

Laurent Gbagbo:
Disse, no início da minha campanha, que a população tinha a escolha entre um candidato para a Costa do Marfim e um candidato para o estrangeiro. É isso. Parece carricatural, mas é realidade.

euronews:
Vamos ter de passar por um banho de sangue?

Laurent Gbagbo:
Eu não quero, estou a tentar evitar que aconteça.

euronews:
Mas não pode evitá-la?

Laurent Gbagbo:
Não acredito, de todo, que haja guerra civil. Mas, obviamente, se as pressões continuarem, acabam por nos empurrar para o confronto.



http://pt.euronews.net/2010/12/31/laurent-gbagbo-defende-recontagem-dos-votos/

Referendo no Sudão decorre sem incidentes

Segundo um responsável da comissão referendária, a taxa de participação no primeiro dia da votação sobre a autodeterminação da região semi-autónoma do Sul do Sudão atingiu 20 por cento.

O ex-presidente Jimmy Carter, um dos observadores internacionais independentes que acompanham a votação, estava contente com o que via: “Não existe qualquer evidência de intimidação, nem de ilegalidades. Segundo o que averiguamos, tudo está a ser feito como de deve ser”.

Perto de quatro milhões de sudaneses do Sul foram chamados às urnas para, até ao dia 15, optarem pela continuação da unidade com o Norte ou a independência.

“Pelo segundo dia a votação continua numa atmosfera calma, e pelo segundo dia há uma grande afluência às mesas de voto.

Pelo segundo dia, a opção da separação parece mais próxima do sul”, refere o enviado especial da Euronews ao Sul do Sudão.

Para que o resultado da votação seja validado, a taxa de participação tem de ser pelo menos de 60 por cento.


http://pt.euronews.net/2011/01/11/referendo-no-sudao-decorre-sem-incidentes/

Governo aplicará dois biliões de dólares na implementação de vários projectos

Luanda - O ministro da Geologia e Minas e da Indústria, Joaquim David, afirmou hoje, em Luanda, que o financiamento que o Estado tem preparado para o relançamento de várias unidades fabris no país está acima de dois biliões de dólares norte-americanos.
Joaquim David anunciou, neste âmbito, o relançamento da Textang II, com equipamentos tecnológicos modernos, de modo que a sua produção possa competir com os bens importados.
“O financiamento que o Estado colocou em benefício do sector privado, para o relançamento destas indústrias é superior a um bilião de dólares. Estamos a falar de indústrias de uma actividade que terá uma intensidade clara também em termos de capital”, disse Joaquim David na cerimónia de cumprimentos de ano novo.
Afirmou que o sector está neste momento em fase de preparação, análises e discussão de acordos financeiros para o relançamento da África Têxtil em Benguela, da Satec no Dondo e da indústria de descaroçamento de algodão em Malanje.
O governante frisou que, no sector agrícola, esforços estão ser feitos no sentido de se incrementar a plantação do algodão.
“Estamos a falar de projectos de elevada tecnologia que darão milhares de postos de trabalho”, referiu.
Para cobrir o défice que existe no sector habitacional, adiantou, o sector foi orientado no sentido de lançar esforços no domínio dos materiais de construção civil. Referiu que as fábricas de cimento existentes e as projectadas estarão sob tutela do Ministério da Geologia e Minas e da Indústria.
Para tal, estão em curso construção da fábrica de cimento do Bom Jesus (no Kwanza Sul), Benguela e Luanda.
“Vai eventualmente levar-nos a uma suficiência na oferta de cimento, a partir de 2014/2015. E se os esforços continuarem, dentro de dois a três anos, estaremos em condições de ser exportadores de cimento ao contrário da situação actual em que importamos todo o cimento que consumimos”, disse.
A nível do agro-alimentar, disse que foi aprovado o relançamento da actividade de Moageira no país.
Segundo o ministro, está igualmente em estudo o relançamento da indústria do açúcar, a criação de pólos de desenvolvimento industrial e uma fábrica de fertilizantes município do Soyo, província do Zaire.
Na indústria de minerais, está em estudo a implementação de projecto para a refinação do alumínio, um produto derivado da bauxite.
Segundo disse, foi decidido também a nível do Conselho de Ministros o relançamento do Complexo de Cassinga, da actividade exploração do ferro, manganês bem como a exploração e produção do cobre.
“Em todos estes projectos nós faremos os possíveis para acrescentar valor à produção do mineral em bruto” frisou.
Neste âmbito, Joaquim David anunciou igualmente a construção de uma siderurgia na província do Namibe ou da Huíla para aproveitar a produção do ferro, a partir de Cassinga.

Entretanto, o governante sublinhou que um dos exercícios mas significativos em 2010 foi o início do relançamento de sector têxtil no país.


http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/economia/2011/0/1/Governo-aplicara-dois-bilioes-dolares-implementacao-varios-projectos,2ad60a5b-0cb9-4227-ba14-d0de44c224e1.html

Angola vai aderir à Convenção sobre Zonas Húmidas

Luanda - Técnicos do Ministério do Ambiente e parceiros trabalham no dossier para que a República de Angola adira à Convenção sobre Zonas Húmidas, geralmente conhecida como “Convenção de Ramsa”, um tratado inter-governamental adoptado em 2 de Fevereiro de 1971, no Irão.


Em declarações à Angop hoje, segunda-feira, o técnico do Ministério do Ambiente, Nascimento António, disse que o seu sector continua a envidar esforços para que este plano seja uma realidade, a partir de 2012, tendo em conta os trâmites legais que têm de ser seguidos.


Para este ano, o Ministério do Ambiente tem em carteira a implementação do inventário sobre as zonas húmidas, que vai ajudar na identificação dessas áreas, assim como o seu estado de conservação.


No quadro desta intenção, em 2006 foram formados 36 técnicos idos das 18 províncias (dois para cada), que vão trabalhar na identificacação das zonas húmidas de Angola, que ao nível internacional representa o primeiro dos tratados globais sobre conservação.


Segundo a fonte, o inventário a ser elaborado nos próximos tempos vai permitir também constatar quais as zonas húmidas de carácter nacional e internacional, estas últimas estão relacionadas com aquelas que recebem aves migratórias, isto é de outros países.


“A situação das zonas húmidas em Angola ainda é desconhecida, daí a necessidade da realização deste trabalho”, admitiu Nascimento António.


Em Angola, grande parte das zonas húmidas encontram-se localizadas na região sudeste do país, com especial destaque para as províncias do Bié, Kuando Kubango e Moxico.


A Convenção de Ramsar entrou em vigor em 1975 e conta actualmente com 150 países em todos os continentes.


Pesquisas feitas pela Angop revelam que actualmente foram designadas pelas partes contratantes cerca de 1.600 sítios de importância internacional, cobrindo cerca de 134 milhões de hectares de zonas húmidas.


Segundo o texto aprovado pela Convenção, zonas húmidas são definidas como "zonas de pântano, charco, turfeira ou água, natural ou artificial, permanente ou temporária, com água estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo águas marinhas cuja profundidade na maré baixa não exceda os seis metros".


Desta feita, os países que aderem à Convenção tem a obrigação de designar as áreas húmidas para inclusão na lista de zonas Húmidas de Importância Internacional, mas estes sítios são reconhecidos a partir de critérios de representatividade do ecossistema, de valores faunísticos e florísticos e da sua importância para a conservação de aves aquáticas e peixes.


As Partes devem de igual modo elaborar planos de ordenamento e de gestão para as zonas húmidas, com vista à sua utilização sustentável, além da promoção da conservação das zonas húmidas e das aves aquáticas, estabelecendo reservas naturais e providenciar a sua protecção apropriada.


A 2 de Fevereiro celebra-se o Dia Mundial das Zonas Húmidas.


http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/ambiente/2011/0/2/Angola-vai-aderir-Convencao-sobre-Zonas-Humidas,b1af5a6f-91c4-4a25-bd57-aac026db9374.html

CAN2010 contribuiu para fortalecimento da paz no país

Luanda - A Taça de África das Nações Orange-Angola 2010 em futebol, disputada de 10 a 31 de Janeiro, foi uma confraternização que contribuiu para o fortalecimento da paz, da unidade e reconciliação nacional, além de reforçar as relações de amizade e de cooperação entre os povos do continente.

Estas palavras foram expressas hoje pelo vice-ministro da Juventude e Desportos, Yaba Pedro Alberto, durante o discurso da cerimónia de outorga de menções honrosas aos voluntários da província de Luanda (série A) que contribuíram na realização da prova continental, organizada pela primeira vez em Angola.

O acto contou com presenças de responsáveis do comité organizador (COCAN), das federações nacionais e decorreu no estádio 11 de Novembro, em Luanda.

Em representação do titular da pasta da Juventude e Desportos, Gonçalves Muandumba, Yaba Alberto reconheceu que o CAN2010 permitiu para o país uma projecção internacional, através do futebol, na qual Angola se tornou mais conhecida, assim como passou a despertar maior interesse pela sua cultura, potencialidades económicas e turísticas.

"Neste momento em que assinalamos a passagem deste inesquecível acontecimento, pelo empenho, disciplina, patriotismo e espírito de missão demonstrados, o executivo angolano, através do Ministério da Juventude e Desportos, decidiu realizar esta singela cerimónia de entrega de menções honrosas aos jovens voluntários, em homenagem aos serviços prestados no quadro da realização do evento" - disse.

De acordo com o vice-ministro, os voluntários demonstraram elevada consciência patriótica, assim como souberam cumprir com zelo as suas responsabilidades e deram uma lição de efectivo e activo exercício de cidadania juvenil.

Yaba Alberto elogiou também o trabalho desenvolvido pelos órgãos de comunicação social, polícia nacional, serviços de defesa e segurança e tantos outros, para além da boa prestação dos Palancas Negras ao conseguirem atingir os quartos de final na competição.

Destacou igualmente o engajamento do Presidente da Republica, José Eduardo dos Santos, que tornou um facto a disputa desta maior cimeira futebolística no continente.

Os voluntários das restantes províncias sedes, Benguela, Huila e Cabinda, terão também a devida homenagem, segundo fonte do Ministério da Juventude e Desportos.

O Campeonato Africano das Nações (CAN'2010) foi conquistado pelo Egipto.



http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/desporto/2011/0/2/CAN2010-contribuiu-para-fortalecimento-paz-pais,6ec14fd8-2be1-4f69-b115-cddca60d83fa.html

Vice-presidente da República visita Lunda Norte para inspeccionar sectores sociais

Dundo – O vice-presidente da República, Fernando da Piedade Dias dos Santos, é aguardado nesta terça-feira, na província da Lunda Norte, para uma visita de trabalho de dois dias, destinada a inspeccionar os sectores sociais que superintende e inteirar-se do desenvolvimento do região.


De acordo com o programa oficial distribuído à imprensa, Fernando da Piedade Dias dos Santos manterá, após a chegada, um encontro de cortesia com os membros do governo local, seguido de visitas ao Hospital provincial, à Universidade Lueji Ankonda e ao internato adstrito a instituição.


Inscreve ainda a inauguração da biblioteca provincial e visitas ao Instituto Médio Politécnico "28 de Agosto", às obras do futuro Hospital Regional da Lunda Norte, à Nova Centralidade do Dundo, ao Estádio Sagrada Esperança e ao Museu do Dundo.


A agenda da visita do vice-presidente da República prevê, igualmente, a inauguração do complexo residencial para os Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, incluindo a entrega simbólica de algumas casas e uma viatura.


Para quarta-feira, último dia da visita, o programa reserva um encontro com as autoridades tradicionais e deslocações ao complexo agro-pecuário de Cacanda e ao Aeroporto do Dundo.


Antes de regressar a Luanda, ao meio da tarde, Fernando da Piedade Dias dos Santos manterá uma reunião com o governo provincial.


Para acompanhar a visita do vice-presidente da República, encontram-se na cidade do Dundo desde hoje, os ministros da Saúde, José Van-Dúnem, da Família e Promoção da Mulher, Genoveva Lino, dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Kundi Pahiama, e da Juventude e Desportos, Gonçalves Muandumba.


Fazem ainda parte da comitiva do Executivo central, os titulares das pastas da Reinserção Social, João Baptista Kussumua, do Ensino Superior e Ciência e Tecnologia, Maria de Cândida Pereira Teixeira, da Cultura, Rosa Cruz e Silva, e da Educação, Mpinda Simão.


A província da Lunda Norte situa-se a leste do país e tem uma superfície de 103 mil km2 e uma população estimada em 270 mil habitantes.


De clima tropical húmido, a Lunda Norte é constituída por 11 municípios e é rica em produtos agrícolas, como arroz, mandioca, milho e, sobretudo, minerais, com realce para os diamantes.


Nos últimos anos, a província tem sido assediada por milhares de cidadãos estrangeiros (imigrantes ilegais), ávidos em instalarem-se na região com o intuito de extrair diamantes à margem da legislação em vigor.



http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/politica/2011/0/2/Vice-presidente-Republica-visita-Lunda-Norte-para-inspeccionar-sectores-sociais,9cd777ef-374e-445e-b0e1-babf0b21d1a0.html