domingo, 31 de agosto de 2008

Negociações no Zimbabwe


Negociações do Zimbabue retomadas na África do Sul
Por Tomé Mbuia-João
29/08/2008

Morgan Tsvangirai (dir) e Presidente Robert Mugabe (esq)
O Vice-Ministro dos Negócios Estrangeiros sul-africano, Aziz Pahad, anunciou o reatamento das conversações, duas semanas depois de terem conhecido o impasse relativamente à questão da partilha de poder entre o Partido ZANU-PF, de Mugabe, e duas facções do partidos da oposição, o Movimento para a Mudança Democrática, MDC.

"As conversações de hoje deverão tentar descobrir que mais se pode fazer para se chegar a um consenso entre as três partes quanto à forma como se deve proceder. Mas - acrescentou o ministro Pahad -se as partes precisarem de levar mais tempo, sou de opinião que poderão resolver as restantes questões com os partidos da oposição e com o MDC, Movimento para a Mudança Democrática.

O MDC ganhou a maioria dos assentos parlamentares nas eleições gerais em Março passado, tendo o líder oposicionista, Morgan Tsvangirai, recolhido o maior numero de votos nas presidenciais.

Mas Tsvangirai não ganhou os 50 por cento necessários para evitar a segunda volta contra Mugabe, que abandonou quando os apoiantes do Partido ZANU-PF se lançaram numa campanha de violência, matando mais de 100 activistas da oposição.

Desde então, os dois lados têm negociado para pôr fim à crise. As notícias referem que os dois contendores estiveram prestes a concluir um acordo, ao abrigo do qual Mugabe continuaria na presidência e Tsvangirai iria ocupar a oposição, recentemente criada, de Primeiro Ministro.

Mas as conversações entraram num colapso há duas semanas, quanto à questão da partilha de poder. Na quarta-feira, Mugabe ameaçou formar um gabinete excluindo a oposição, após ter sido vaiado um dia antes, durante as cerimónias de abertura do Parlamento.

O governo zimbabueiano disse hoje, sexta-feira, que levantou a proibição das organizações privadas transportarem ajuda humanitária em alimentos e prestarem cuidados de saúde a milhões de zimbabueianos através do país.

A Cruz Vermelha emitiu um apelo urgente aos doadores, afirmando que cinco milhões de zimbabueianos, ou seja metade da população do país, enfrenta escassez alimentar

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