terça-feira, 12 de outubro de 2010

Exploração das linhas-férreas aberta a operadores privados

O sector privado pode, nos próximos tempos, participar na exploração do sector ferroviário, admitiu ontem, em Luanda, o director do Instituto Nacional dos Caminhos-de-ferro de Angola (INCFA), Júlio Bango.
Júlio Bango disse que a concorrência num mesmo traçado ferroviário entre vários operadores pode acontecer logo termine o processo de reabilitação e modernização do sector ferroviário.
“O Estado está a construir as linhas férreas, adquirir o que tem para adquirir, mas admitimos desde já a possibilidade de entrarem outros operadores privados na exploração das linhas de Malange, Benguela ou Moçâmedes” afirmou à imprensa Júlio Bango, à margem da reunião que o ministro dos Transportes, Augusto Tomás, teve com responsáveis dos portos, aeroportos e caminhos-de-ferro, no Instituto Nacional de Administração (INAD).
Os interessados que reunirem as condições e obedecerem aos critérios do Instituto Nacional dos Caminhos-de-ferro de Angola, acrescentou, podem ser licenciados e autorizados a operar nas três companhias ferroviárias do país.
Júlio Bango falou da necessidade de quadros especializados para o sector ferroviário nos domínios da sinalização, telecomunicações, oficinas, electricidade, essencialmente virados para a manutenção de locomotivas.
Para o director do Instituto Nacional dos Caminhos-de-ferro de Angola, a debilidade do sector resulta do facto do país não possuir escolas para a preparação e especialização de quadros no domínio ferroviário. Mas anunciou que tudo está a ser feito para que as empresas ferroviárias ganhem maior capacidade e autonomia.
Revelou que as empresas ferroviárias estão com grandes défices, atendendo ao facto do sector ferroviário ter sido o que mais sofreu com a guerra.
Pelo facto do sector ferroviário ser a “espinha dorsal” do desenvolvimento da economia do país, acrescentou, o Estado deve subvencionar as respectivas empresas, sobretudo enquanto decorre o processo de modernização das mesmas.
Júlio Bango disse ainda que o Estado deve, em paralelo, subvencionar a aquisição de novas locomotivas, carruagens e vagões de vários tipos: plataformas, cisternas, abertos e fechados, atendendo, sobretudo, ao arranque do projecto da Jamba Mineira.







http://jornaldeangola.sapo.ao/20/0/exploracao_das_linhas-ferreas_aberta_a_operadores_privados

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