segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Um milhão de angolanos alfabetizados em dois anos

Um milhão de angolanos alfabetizados em dois anos

Um milhão de angolanos foram alfabetizados entre 2008 e 2009, revelou na sexta-feira, em Luanda, o ministro da Educação, Pinda Simão, no encerramento da Semana Internacional da Alfabetização e Aprendizagem de Adultos.
Pinda Simão, que falava na sede da Associação Beneficiente Cristã (ABC), adstrita à Igreja Universal, disse que a taxa de alfabetização está em 67,88 por cento, que foi apurada no Inquérito Integrado sobre o Bem-Estar da População no período 2008/2009.
O ministro acrescentou que, com esse número, foram ultrapassadas as metas em termos de crescimento da taxa de alfabetização, e encorajou os alfabetizadores a empenharem-se nessa acção.

Taxa ainda é alta

O governante considerou “ainda alto” o estado do analfabetismo em Angola, pois uma parte da população economicamente activa é analfabeta e isso compromete os desafios da reconstrução nacional.
Por essa razão, afirmou, “o Governo de Angola desde muito cedo assumiu a alfabetização de adolescentes, jovens e adultos como um imperativo nacional e prioridade no domínio da Educação”.
De acordo o ministro da Educação, os dados indicam que nas zonas urbanas as taxas das diferentes camadas da população ultrapassaram 80 por cento a cifra preconizada, e nas zonas suburbanas as taxas continuam abaixo de 50 por cento.
Pinda Simão garantiu que o objectivo do Ministério “não se vai cingir unicamente no alcance de números satisfatórios, mas sobretudo na qualidade do processo que é o de estender o ensino primário, com a conclusão da sexta classe, a todas zonas do país, para responder ao anseios das populações e concretizar o desiderato da Constituição e da Lei de Base do Sistema Educativo em Angola”.
Pinda Simão afirmou que o Executivo pretende alcançar este desiderato “através do Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar, articulado com os diferentes parceiros sociais que desenvolvem o processo de alfabetização”, entre os quais as igrejas, os ministérios da Defesa e do Interior e as Organizações Não Governamentais nacionais e internacionais. A cooperação internacional no domínio da alfabetização conta com contribuições financeiras da UNICEF, UNESCO e Cooperação Espanhola.
Pinda Simão apelou à sociedade civil, organismos nacionais e internacionais, organizações religiosas, sector privado, pessoas singulares, e outras sensibilidades para se unirem ao esforço do Executivo no combate ao analfabetismo “para que todos juntos possamos alcançar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio e da Educação para Todos”.

http://jornaldeangola.sapo.ao/18/0/um_milhao_de_angolanos_alfabetizados_em_dois_anos

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