terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sul-africanos lideram investimento africano em Angola - Aguinaldo Jaime



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Sul-africanos lideram investimento africano em Angola - Aguinaldo Jaime. Quinta, 20 Agosto 2009 09:38, Luanda - O coordenador da Comissão de Gestão da Agência Nacional de Investimento Privado (ANIP), Aguinaldo Jaime, disse hoje em Luanda que a África do Sul é o país africano que mais investe na economia angolana. Segundo Aguinaldo Jaime, depois do investimento de empresários angolanos que representa 93,3 por cento, vem o da África do Sul, com um total de 3,3 por cento, equivalente a 60 milhões de dólares. Os sectores em que estes investimentos africanos se têm materializado são a indústria transformadora com 37,5 por cento, o comércio com 12,8 por cento e a construção civil com 11,4 por cento. A referência foi feita por Aguinaldo Jaime quando discursava no Fórum Empresarial Angola/África do Sul, onde durante dois dias 180 empresários sul-africanos, que integram a comitiva do Presidente Jacob Zuma, vão procurar desenvolver parcerias com os angolanos. No entender de Aguinaldo Jaime, existe em Angola "um potencial largamente por explorar". "Quero encorajar empresas sul-africanas a investirem em Angola e as angolanas na África do Sul", disse o coordenador da ANIP, acrescentando que para diversificar a economia angolana o Governo angolano prioriza as áreas da agricultura, pecuária, agro-indústria, indústria alimentar e de construção civil e pescas. "Nessa diversidade da economia a nossa prioridade é aumentar as exportações fora do sector mineral e diminuir as importações de que Angola ainda hoje é muito dependente", frisou. O coordenador da ANIP ofereceu garantias de investimentos aos empresários sul-africanos, nomeadamente a protecção e a segurança do investimento, a transferência de lucros e dividendos para o exterior, a não interferência do Estado na titularidade ou na gestão dos meios investidos e incentivos fiscais e aduaneiros. "Aqui há todo um campo alargado de cooperação para o qual os sul-africanos e os angolanos são convidados a aproveitar estas grandes potencialidades", aconselhou Aguinaldo Jaime.
comentários:
Valdemar F. Ribeiro disse...
QUAIS OS RUMOS DA ECONOMIA ANGOLANA ?
Em Angola , os empresários angolanos privados têm bastantes dificuldades em tratar com os Organismos Bancários e até com Organismos do Estado : Difícil acesso a financiamentos bancários principalmente porque em Angola só agora se começa a trabalhar com o “direito à superfície” , direito à propriedade privada , relativo aos terrenos aonde são construídos os projectos , por ser uma lei relativamente nova .Existe ainda bastantes dificuldades sobre os terrenos e seus legais e legítimos proprietários .Os juros dos Bancos privados em Angola ainda são muito especulativos comparados com os europeus e outros , os tempos de carências e pagamentos são curtos .Os custos operacionais no dia a dia das empresas são muito altos .O sistema de fiscalização e controle dos Organismos de tutela do Estado angolano muitas vezes são inibidores para os empresários privados mais empreendedores que querem e podem trabalhar com qualidade e eficiência pois estes Organismos de fiscalização muitas vezes actuam com “ EXCESSO DE ZELO” , significando isto que alguns grupos de fiscais procuram criar “dificuldades para obterem facilidades “ . É difícil encontrar em Angola empresas tradicionais ou mais antigas , com muitos anos de vida no mercado , com raras excepções .As empresas estrangeiras , associadas ou não a parceiros angolanos , geralmente têm fácil acesso ao crédito bancário e vantagens institucionais .Devido ao poderio económico e financeiro que as empresas estrangeiras têm , logo à partida têm vantagens na competição com as empresas pequenas e médias angolanas que perdem a “ OPORTUNIDADE” dos projectos ou negócios .Se não houver muito cuidado no tratamento destas questões por parte dos decisores políticos e económicos angolanos , estarão a condenar as empresas nacionais pequenas e médias relativamente aos grupos económicos mais fortes .É possível aos empresários angolanos desenvolver este grande país .com o próprio esforço mesmo diante das dificuldades conjunturais e estruturais internas e externas assim como se conseguiu construir uma União Nacional Angolana através da luta militar e política .(continua)
Valdemar F. Ribeiro disse...
(CONTINUAÇÃO)QUAIS OS RUMOS DA ECONOMIA ANGOLANA ? O Governo de Angola traçou caminhos bem delineados dos rumos da economia nacional e para que angola se cumpra plenamente , na área económica e social , é preciso que os responsáveis de primeiro , segundo e terceiro escalão dos organismos e instituições oficiais ou privadas decisórios saibam executar as tarefas orientadas pelo governo sem demoras , sem lentidão , sem interesses pessoais e oportunismo , sem falta de visão , sem incompetência , etc. , senão estarão a destruir todo o trabalho e esforço titânico executado com competência e mestria pelas Instituições Militares e Políticas angolanas durantye estes mais de 33 anos de lutas imensas .As Instituições militares em Angola , com o advento da paz , souberam cumprir com seu papel de construtores das fronteiras nacionais e sua bandeira .As Instituições políticas souberam desempenhar seu papel político com mestria e alavancar Angola para um destaque internacional de relevo, no mundo e em especial na região da SADC .Com o desfecho da visita do Presidente da África do Sul ficou claro e bem defenido o papel político nacional e internacional de Angola no mundo , principalmente na SADC .Só falta agora Angola cumprir-se económica e socialmente mas isso depende fundamentalmente dos angolanos empreendedores , depende dos pequenos e médios empresários angolanos , com o apoio dos Organismos e Instituições do Estado e privadas .Valdemar F. Ribeiro(Economista/empresário privado angolano)
Valdemar F. Ribeiro disse...
QUESTÕES QUE A UNIVERSIDADE LUSÍADA PODERIA ACADÉMICAMENTE DISCUTIR ÈM SEMINÁRIO :
01 - AS INSTITUIÇÕES MILITAR E POLÍTICA CUMPRIRAM PLENAMENTE SUS FUNÇÕES NA CONSTRUÇÃO DE ANGOLA ?
02 - A VISITA DO PRESIDENTE DA ÁFRICA DO SUL DEFINE O PAPEL DE ANGOLA NO MUNDO E NA SADC ?03 - ESTA FASE ECONÓMICA/SOCIAL É A ULTIMA FASE PARA QUE ANGOLA CAMINHE DEFINITIVAMENTE PARA UM DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO ?
04 - QUAL O PAPEL DO EMPRESARIADO NACIONAL NESTA IMPORTANTISSIMA TERCEIRA E ULTIMA FASE DE DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO/SOCIAL DE ANGOLA ?
05 - QUAL O PAPEL DO EMPRESARIADO NACIONAL PRIVADO ?06 - QUAL O PAPEL DAS PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS NO DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO DE ANGOLA ?
07 - QUAIS AS POLÍTICAS ORIIENTADAS PELO GOVERNO PARA QUE ANGOLA ALCANÇE UM DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO ?
08 - QUAIS AS POLÍTICAS QUE A SOCIEDADE POLÍTICA EXIGE PARA UM DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO ?
09 - QUAIS AS POLÍTICAS QUE A SOCIEDADE CIVIL EXIGE PARA UM DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO ?
10 - QUAL O PAPEL FUNDAMENTAL DAS INSTITUIÇÕES ESTATAIS E PRIVADAS NO APOIO AO EMPRESARIADO NACIONAL PRIVADO ?
11 - QUAL O PAPEL DOS DECISORES ESTATAIS E PRIVADOS DO PRIMEIRO , SEGUNDO E TERCEIRO ESCALÃO ?
12 - SE OS DECISORES ESTATAIS E PRIVADOS DE PRIMEIRO E SEGUNDO ESCALÃO NÃO CUMPRIREM COM RESPONSABILIADE SUAS POSIÇÕES , PODERÃO POR EM RISCO TODO O ESFORÇO DAS INSTITUIÇÕES MILITAR E POLÍTICA NA CONSTRUÇÃO DE ANGOLA ?
13 -NESTA ULTIMA E DECISIVA FASE ECONÓMICA/SOCIAL EM QUE ANGOLA SE ABRIU DEFINITIVAMENTE PARA O MUNDO ECONÓMICO GLOBAL E NA REGIÃO DA SADC , QUAL O CAMINHO CORRECTO PARA UMA ANGOLA DESENVOLVIDA E CAMINHANDO COM SEUS PRÓPRIOS PASSOS ?
SERIA IMPORTANTE HAVER UMA DISCUSSÃO ACADÉMICA , BEM ORGANIZADA E FUNDAMENTADA PELA EXPERIÊNCIA REAL DOS PARTICIPANTES , SOBRE A NOVA ANGOLA E QUAIS OS CAMINHOS A CONSTRUIR E QUAIS AS METAS A ALCANÇAR .
OBRIGADO
ATENCIOSAMENTE
Valdemar F. Ribeiro
(Economista/empresário privado angolano)
4 de Setembro de 2009 9:55
Valdemar F. Ribeiro disse...
AS PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS DE TRANSPORTES No dia 3 de Setembro de 2009 , assistiu-se a uma reportagem transmitida pela Televisão Pública de Angola , feita na Província da Huíla , sul de Angola , informando sobre as graves dificuldades de sobrevivência das pequenas e médias empresas de transportes e de camionistas em geral , do sul de Angola , Huíla e Kunene , pois enfrentam uma competição desleal com empresas de transportes Namibianas e Sul-africanas . As pequenas e médias empresas angolanas de Transportes Rodoviários têm pouco e difícil acesso aos financiamentos da Banca privada e oficial , com juros muito elevados e prazos de pagamento pouco interessantes .Estas empresas angolanas ainda têm muitas dificuldades para sobreviverem com seu próprio capital financeiro pois os custos operacionais são grandes e por isso perdem sua força económica pois não é fácil manter uma frota de camiões operacional e competitiva , com manutenção cara e reposição de peças e equipamentos importados com preços altos e ainda muito especulativos .Muitas das estradas de Angola ainda são difíceis de circular e , se até hoje essas estradas tinham muitos buracos , a partir de agora estão mais transitáveis e mais rápidas mas continuam muito estreitas e perigosas e os automobilistas em geral agora andam com muita velocidade , pondo em risco o transitar dos camiões que muitas vezes se acidentam com graves consequências e prejuízos financeiros .Os camionistas angolanos são heróis pois durante a fase muito difícil da guerra em Angola , muitas destas pequenas e médias empresas de transporte mantinham o país a funcionar mesmo com risco das próprias vidas dos pequenos empresários donos dos camiões e dos motoristas e ajudantes , num esforço titânico e , até hoje , esse esforço ainda não foi oficialmente reconhecido nem os benefícios económicos são visíveis para estas empresas ou camionistas e as dificuldades continuam imensas numa competição desleal , dentro e fora do país .Estas empresas angolanas pagam impostos relativamente caros e têm “outras despesas” indirectas ou directas que têm de cumprir para circularem sem aborrecimentos nas estradas do país , as tais “dificuldades que geram facilidades”.Quando as empresas angolanas fazem fretes para a Namíbia e África do Sul , após passarem a fronteira com a Namibia são impedidos de transportar gasolina extra em seus camiões nem podem utilizar-se de tanques de reserva cheios .A gasolina em Angola é mais barata do que nos outros países da SADC .(continua)
Valdemar F. Ribeiro disse...
(continuação)AS PEAUENAS E MÉDIAS EMPRESAS DE TRANSPORTESAs empresas Namibianas e Sul-africanas não pagam impostos para circularem nas estradas de Angola mas usufruem agora de estradas relativamente melhores e abastecem seus camiões com gasolina angolana e ao retornarem aos seus países de origem , abastecem seus camiões com esta gasolina , em tanques de reserva com até seis mil (6.000) litros e não têm nenhum impedimento ao entrar na Namíbia .Utilizam também a estratégia de viajarem em grupos , pois são melhores organizados , e ao retornar colocam alguns camiões em cima dos outros mas carregados de gasolina nos tanques extras além de evitarem o desgaste normal destes camiões .Na Namibia e África do Sul , as empresas de transporte têm fácil acesso e melhores condições de financiamento Bancário , as peças e equipamentos de reposição dos camiões são muito mais baratos e as empresas funcionam burocraticamente com menos impedimentos pois estes países funcionam bem , são organizados e ágeis a tomarem decisões económicas .Estas empresas Namibianas e Sul-africanas têm preços de frete mais atractivos para os clientes e , naturalmente , levam vantagem comparativamente às empresas de transporte angolanas e , em resultado disso , muitos camiões angolanos já se encontram parados nos seus parques na Huíla e Kunene e outras Provincias de Angola . Esta competição só pode ser leal se os decisores Institucionais do Estado Angolano e da Banca oficial e privada , de primeiro , segundo e terceiro escalão , implementarem com urgência , com eficiência e eficácia , a Política Económica do Governo e a Banca oficial e privada souber cumprir com seu papel dinamizador das pequenas e médias empresas , permitindo-lhes um poder financeiro que resulte num poder económico capaz de enfrentar a concorrência de outras empresas mais fortes e dinâmicas .

5 comentários:

  1. QUAIS OS RUMOS DA ECONOMIA ANGOLANA ?

    Em Angola , os empresários angolanos privados têm bastantes dificuldades em tratar com os Organismos Bancários e até com Organismos do Estado :

    Difícil acesso a financiamentos bancários principalmente porque em Angola só agora se começa a trabalhar com o “direito à superfície” , direito à propriedade privada , relativo aos terrenos aonde são construídos os projectos , por ser uma lei relativamente nova .

    Existe ainda bastantes dificuldades sobre os terrenos e seus legais e legítimos proprietários .

    Os juros dos Bancos privados em Angola ainda são muito especulativos comparados com os europeus e outros , os tempos de carências e pagamentos são curtos .

    Os custos operacionais no dia a dia das empresas são muito altos .

    O sistema de fiscalização e controle dos Organismos de tutela do Estado angolano muitas vezes são inibidores para os empresários privados mais empreendedores que querem e podem trabalhar com qualidade e eficiência pois estes Organismos de fiscalização muitas vezes actuam com “ EXCESSO DE ZELO” , significando isto que alguns grupos de fiscais procuram criar “dificuldades para obterem facilidades “ .

    É difícil encontrar em Angola empresas tradicionais ou mais antigas , com muitos anos de vida no mercado , com raras excepções .

    As empresas estrangeiras , associadas ou não a parceiros angolanos , geralmente têm fácil acesso ao crédito bancário e vantagens institucionais .

    Devido ao poderio económico e financeiro que as empresas estrangeiras têm , logo à partida têm vantagens na competição com as empresas pequenas e médias angolanas que perdem a “ OPORTUNIDADE” dos projectos ou negócios .

    Se não houver muito cuidado no tratamento destas questões por parte dos decisores políticos e económicos angolanos , estarão a condenar as empresas nacionais pequenas e médias relativamente aos grupos económicos mais fortes .

    É possível aos empresários angolanos desenvolver este grande país .com o próprio esforço mesmo diante das dificuldades conjunturais e estruturais internas e externas assim como se conseguiu construir uma União Nacional Angolana através da luta militar e política .

    (continua)

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  2. (CONTINUAÇÃO)

    QUAIS OS RUMOS DA ECONOMIA ANGOLANA ?

    O Governo de Angola traçou caminhos bem delineados dos rumos da economia nacional e para que angola se cumpra plenamente , na área económica e social , é preciso que os responsáveis de primeiro , segundo e terceiro escalão dos organismos e instituições oficiais ou privadas decisórios saibam executar as tarefas orientadas pelo governo sem demoras , sem lentidão , sem interesses pessoais e oportunismo , sem falta de visão , sem incompetência , etc. , senão estarão a destruir todo o trabalho e esforço titânico executado com competência e mestria pelas Instituições Militares e Políticas angolanas durantye estes mais de 33 anos de lutas imensas .

    As Instituições militares em Angola , com o advento da paz , souberam cumprir com seu papel de construtores das fronteiras nacionais e sua bandeira .

    As Instituições políticas souberam desempenhar seu papel político com mestria e alavancar Angola para um destaque internacional de relevo, no mundo e em especial na região da SADC .

    Com o desfecho da visita do Presidente da África do Sul ficou claro e bem defenido o papel político nacional e internacional de Angola no mundo , principalmente na SADC .

    Só falta agora Angola cumprir-se económica e socialmente mas isso depende fundamentalmente dos angolanos empreendedores , depende dos pequenos e médios empresários angolanos , com o apoio dos Organismos e Instituições do Estado e privadas .

    Valdemar F. Ribeiro
    (Economista/empresário privado angolano)

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  3. QUESTÕES QUE A UNIVERSIDADE LUSÍADA PODERIA ACADÉMICAMENTE DISCUTIR ÈM SEMINÁRIO :

    01 - AS INSTITUIÇÕES MILITAR E POLÍTICA CUMPRIRAM PLENAMENTE SUS FUNÇÕES NA CONSTRUÇÃO DE ANGOLA ?

    02 - A VISITA DO PRESIDENTE DA ÁFRICA DO SUL DEFINE O PAPEL DE ANGOLA NO MUNDO E NA SADC ?

    03 - ESTA FASE ECONÓMICA/SOCIAL É A ULTIMA FASE PARA QUE ANGOLA CAMINHE DEFINITIVAMENTE PARA UM DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO ?

    04 - QUAL O PAPEL DO EMPRESARIADO NACIONAL NESTA IMPORTANTISSIMA TERCEIRA E ULTIMA FASE DE DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO/SOCIAL DE ANGOLA ?

    05 - QUAL O PAPEL DO EMPRESARIADO NACIONAL PRIVADO ?

    06 - QUAL O PAPEL DAS PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS NO DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO DE ANGOLA ?

    07 - QUAIS AS POLÍTICAS ORIIENTADAS PELO GOVERNO PARA QUE ANGOLA ALCANÇE UM DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO ?

    08 - QUAIS AS POLÍTICAS QUE A SOCIEDADE POLÍTICA EXIGE PARA UM DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO ?

    09 - QUAIS AS POLÍTICAS QUE A SOCIEDADE CIVIL EXIGE PARA UM DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO ?

    10 - QUAL O PAPEL FUNDAMENTAL DAS INSTITUIÇÕES ESTATAIS E PRIVADAS NO APOIO AO EMPRESARIADO NACIONAL PRIVADO ?

    11 - QUAL O PAPEL DOS DECISORES ESTATAIS E PRIVADOS DO PRIMEIRO , SEGUNDO E TERCEIRO ESCALÃO ?

    12 - SE OS DECISORES ESTATAIS E PRIVADOS DE PRIMEIRO E SEGUNDO ESCALÃO NÃO CUMPRIREM COM RESPONSABILIADE SUAS POSIÇÕES , PODERÃO POR EM RISCO TODO O ESFORÇO DAS INSTITUIÇÕES MILITAR E POLÍTICA NA CONSTRUÇÃO DE ANGOLA ?

    13 - NESTA ULTIMA E DECISIVA FASE ECONÓMICA/SOCIAL EM QUE ANGOLA SE ABRIU DEFINITIVAMENTE PARA O MUNDO ECONÓMICO GLOBAL E NA REGIÃO DA SADC , QUAL O CAMINHO CORRECTO PARA UMA ANGOLA DESENVOLVIDA E CAMINHANDO COM SEUS PRÓPRIOS PASSOS ?

    SERIA IMPORTANTE HAVER UMA DISCUSSÃO ACADÉMICA , BEM ORGANIZADA E FUNDAMENTADA PELA EXPERIÊNCIA REAL DOS PARTICIPANTES , SOBRE A NOVA ANGOLA E QUAIS OS CAMINHOS A CONSTRUIR E QUAIS AS METAS A ALCANÇAR .

    OBRIGADO

    ATENCIOSAMENTE

    Valdemar F. Ribeiro
    (Economista/empresário privado angolano)

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  4. AS PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS DE TRANSPORTES

    No dia 3 de Setembro de 2009 , assistiu-se a uma reportagem transmitida pela Televisão Pública de Angola , feita na Província da Huíla , sul de Angola , informando sobre as graves dificuldades de sobrevivência das pequenas e médias empresas de transportes e de camionistas em geral , do sul de Angola , Huíla e Kunene , pois enfrentam uma competição desleal com empresas de transportes Namibianas e Sul-africanas .

    As pequenas e médias empresas angolanas de Transportes Rodoviários têm pouco e difícil acesso aos financiamentos da Banca privada e oficial , com juros muito elevados e prazos de pagamento pouco interessantes .

    Estas empresas angolanas ainda têm muitas dificuldades para sobreviverem com seu próprio capital financeiro pois os custos operacionais são grandes e por isso perdem sua força económica pois não é fácil manter uma frota de camiões operacional e competitiva , com manutenção cara e reposição de peças e equipamentos importados com preços altos e ainda muito especulativos .

    Muitas das estradas de Angola ainda são difíceis de circular e , se até hoje essas estradas tinham muitos buracos , a partir de agora estão mais transitáveis e mais rápidas mas continuam muito estreitas e perigosas e os automobilistas em geral agora andam com muita velocidade , pondo em risco o transitar dos camiões que muitas vezes se acidentam com graves consequências e prejuízos financeiros .

    Os camionistas angolanos são heróis pois durante a fase muito difícil da guerra em Angola , muitas destas pequenas e médias empresas de transporte mantinham o país a funcionar mesmo com risco das próprias vidas dos pequenos empresários donos dos camiões e dos motoristas e ajudantes , num esforço titânico e , até hoje , esse esforço ainda não foi oficialmente reconhecido nem os benefícios económicos são visíveis para estas empresas ou camionistas e as dificuldades continuam imensas numa competição desleal , dentro e fora do país .

    Estas empresas angolanas pagam impostos relativamente caros e têm “outras despesas” indirectas ou directas que têm de cumprir para circularem sem aborrecimentos nas estradas do país , as tais “dificuldades que geram facilidades”.

    Quando as empresas angolanas fazem fretes para a Namíbia e África do Sul , após passarem a fronteira com a Namibia são impedidos de transportar gasolina extra em seus camiões nem podem utilizar-se de tanques de reserva cheios .

    A gasolina em Angola é mais barata do que nos outros países da SADC .

    (continua)

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  5. (continuação)

    AS PEAUENAS E MÉDIAS EMPRESAS DE TRANSPORTES

    As empresas Namibianas e Sul-africanas não pagam impostos para circularem nas estradas de Angola mas usufruem agora de estradas relativamente melhores e abastecem seus camiões com gasolina angolana e ao retornarem aos seus países de origem , abastecem seus camiões com esta gasolina , em tanques de reserva com até seis mil (6.000) litros e não têm nenhum impedimento ao entrar na Namíbia .

    Utilizam também a estratégia de viajarem em grupos , pois são melhores organizados , e ao retornar colocam alguns camiões em cima dos outros mas carregados de gasolina nos tanques extras além de evitarem o desgaste normal destes camiões .

    Na Namibia e África do Sul , as empresas de transporte têm fácil acesso e melhores condições de financiamento Bancário , as peças e equipamentos de reposição dos camiões são muito mais baratos e as empresas funcionam burocraticamente com menos impedimentos pois estes países funcionam bem , são organizados e ágeis a tomarem decisões económicas .

    Estas empresas Namibianas e Sul-africanas têm preços de frete mais atractivos para os clientes e , naturalmente , levam vantagem comparativamente às empresas de transporte angolanas e , em resultado disso , muitos camiões angolanos já se encontram parados nos seus parques na Huíla e Kunene e outras Provincias de Angola .

    Esta competição só pode ser leal se os decisores Institucionais do Estado Angolano e da Banca oficial e privada , de primeiro , segundo e terceiro escalão , implementarem com urgência , com eficiência e eficácia , a Política Económica do Governo e a Banca oficial e privada souber cumprir com seu papel dinamizador das pequenas e médias empresas , permitindo-lhes um poder financeiro que resulte num poder económico capaz de enfrentar a concorrência de outras empresas mais fortes e dinâmicas .

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