sexta-feira, 7 de novembro de 2008

União Europeia discute soluções para a crise


Os chefes de Estado e de governo dos 27 reunem-se hoje em Bruxelas para discutir a nova ordem financeira mundial.

O objectivo é encontrar uma posição comum entre os estados-membros, para a cimeira do G20 em Washington, na próxima semana.

Nicolas Sarkozy propõs um plano de regulação e controlo de todos os mercados e instituições financeiras da Europa, uma medida que não gera o consenso europeu.
José Manuel Durâo Barroso fala da urgência de chegar a uma posição comum:
“Estamos todos no mesmo mercado e os países da zona euro estão todos com a mesma moeda. Isso faz com que haja uma obrigação de cooperação, de coordenação das políticas económicas porque as nossas economias estão, efectivamente, ligadas. Quem pode fazer essa coordenação reforçada…nós somos a favor desta via”, disse o presidente da Comissão Europeia.

O presidente do Banco Central Europeu anunciou um corte na taxa de juro central para os 3.25%, depois do FMI ter anunciado que esta pode ser a maior contracção económica desde a II Guerra Mundial.

O Banco de Inglaterra seguiu os mesmos passos e baixou as taxas de juro para o valor mais baixo dos últimos 50 anos.

Alistair Darling acredita que é essencial que os banco “ofereçam taxas de juro mais baixas a particulares e empresas”. O ministro britânico das finanças considera que as pessoas se sentem “pressionadas pelas hipotecas e que as empresas precisam de todas as ajudas possíveis”.

A decisão do BCE bate certo com as expectativas dos analistas, que apontam para uma redução gradual das taxas nos próximos meses, talvez até aos 2% no final de 2009.


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