segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Golfo da Guiné em diálogo sobre potencial petrolífero


Garrido Fragoso


A produção de petróleo combinada dos Estados-membros da Comissão do Golfo da Guiné (CGG) ultrapassa actualmente cinco milhões de barris/dia e representa cerca de 16 por cento da produção mundial.

Este dado foi avançado ontem pelo ministro angolano das Relações Exteriores, Assunção dos Anjos, na abertura da 4ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, que adoptou os documentos que deverão ser aprovados amanhã na II Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da Comissão do Golfo da Guiné, a ter lugar no Centro de Conferências de Talatona (CCT), em Luanda. Assunção dos Anjos indicou ainda que estudos internacionais apontam que a sub-região do Golfo da Guiné fornecerá, até 2015, um quarto do petróleo consumido pelos Estados Unidos da América.

O governante referiu que a sub- -região do Golfo da Guiné inclui também a Bacia do Congo (segundo maior conjunto hídrico e florestal do mundo, depois da Amazónia), que cobre perto de dois milhões de quilómetros quadrados.Apelou, por isso, aos operadores económicos internacionais no sentido de assegurarem de forma “concertada e responsável” a gestão do referido potencial, no interesse das gerações futuras.


Ao concluir a sua breve incursão sobre a pertinência da existência da Comissão do Golfo da Guiné, referiu que o órgão transnacional, que defende os interesses comuns dos Estados ribeirinhos do Golfo da Guiné, “confere uma vantagem comparativa na definição e execução de normas planetárias em matéria de ambiente, de segurança e desenvolvimento”.


De acordo com o programa do cerimonial dos Serviços de Apoio ao Presidente da República, os Chefes de Estado e de Governo começam a desembarcar hoje na capital angolana. O presidente nigeriano, Umaru Yar’adua será o primeiro a pisar o solo angolano, e Fradique de Menezes o último.

O Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, vai logo mais, às 19 horas, oferecer um jantar oficial aos estadistas dos países membros da organização, no Centro de Convenções de Talatona (CCT).


Além do ministro das Relações Exteriores e representantes dos oito Estados-membros da Comissão do Golfo da Guiné, na cerimónia de abertura do Conselho de Ministros estiveram presentes os ministros dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos, e das Finanças, Severim de Morais.


Especialistas do ramo dos petróleos e académicos também marcaram presença na reunião que antecede a Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Comissão do Golfo da Guiné. António Manuel, engenheiro de Petróleos, disse ao “Jornal de Angola” que a reunião de Luanda deverá produzir resultados que vão permitir travar a actual tendência de transformar a sub-região numa zona de conflito permanente.


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