terça-feira, 23 de setembro de 2008

Renúncia de ministros agrava crise política na África do Sul


Por Michael Georgy
JOHANESBURGO (Reuters)
- Mais de um terço do gabinete sul-africano renunciou nesta terça-feira, inclusive o respeitado ministro das Finanças, agravando a maior crise política no país desde o fim do regime racista do apartheid. A saída do ministro das Finanças, Trevor Manuel, abalou os mercados e derrubou a cotação do rand, que no entanto se recuperou depois que assessores disseram que o político estaria dispostos a ser reconduzido à pasta sob um futuro presidente que não o demissionário Thabo Mbeki
A debandada de ao menos 10 ministros e um vice-presidente (num gabinete de 30 integrantes) ocorreu depois de Mbeki anunciar sua demissão, no domingo, em resposta à pressão de seu partido, o Congresso Nacional Africano.
O Parlamento deve eleger na quinta-feira o vice-líder do partido, Kgalema Motlanthe, para ocupar interinamente o governo até as eleições gerais de 2009. Mbeki renunciou após ser acusado de intervir numa investigação sobre corrupção envolvendo o líder do partido, Jacob Zuma.
Thoraya Pandy, porta-voz do Ministério das Finanças, disse que Manuel "se sentiu na obrigação (de renunciar) pois servia ao presidente, e o presidente Thabo Mbeki renunciou."
"Entretanto, o ministro indicou uma forte disposição de assistir e servir ao novo governo sob qualquer condição que lhe solicitarem", acrescentou.
Assim como o rand, o principal índice da Bolsa local, o Top-40, também se recuperou parcialmente depois dessa notícia. A queda, que chegou a 4 por cento com o anúncio das demissões, parou em 2,8 por cento.
O Banco Central informou que seu presidente, Tito Mboweni, também permanecerá no cargo. Continuação...

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